Australian Open 2016: De Misaki Doi a Serena Williams

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cab ténis

Serena Williams e Angelique Kerber defrontaram-se este sábado na final do Australian Open 2016. A norte-americana e a alemã entraram em campo com perspetivas completamente diferentes: Serena tentava conquistar o 22.º título do grand slam e igualar a mítica Steffi Graf; por sua vez, Kerber tentava ganhar um major pela primeira vez na sua carreira. Por tudo isto, eram poucos, incluindo eu próprio, os que esperavam uma final equilibrada e muito menos o desfecho que viria a ter.

Serena Williams, como seria de esperar, entrou melhor; ganhou o primeiro jogo de serviço em branco e dispôs de 15-30 no serviço da adversária. No entanto, Kerber reagiu e, aproveitando um jogo em que Williams só colocou um primeiro serviço, fez o break, colocando-se, desta forma, a vencer por 3-1. A alemã, que no primeiro set cometeu apenas três erros não forçados, ainda permitiu que Serena igualasse a três, mas haveria mesmo de vencer o primeiro set por 6-4. Nota para a baixa percentagem de primeiros serviços de Kerber (45%) e para os 23 erros não forçados da campeã norte-americana.

Na segunda partida, Serena subiu o nível do seu jogo e cortou nos erros (passou de 23 para apenas cinco) e aumentou a percentagem de pontos ganhos no segundo serviço (38% para 60%). A norte-americana, aproveitando um jogo menos bem conseguido da alemã (duas duplas faltas no mesmo jogo), adiantar-se-ia no marcador e acabaria por vencer a segunda partida por 6-3.

Kerber foi contra todas as previsões e venceu o Australian Open 2016. Fonte: Australian Open
Kerber foi contra todas as previsões e venceu o Australian Open 2016.
Fonte: Australian Open

O terceiro e decisivo set ficou marcado por uma autêntica montanha russa de emoções. A alemã entrou melhor e rapidamente fez o break (em branco), colocando-se, assim, a vencer por 2-0. Williams respondeu prontamente e devolveu o break de atraso igualando a partida a dois jogos. Depois, e naquele que para mim foi o momento decisivo do encontro, Kerber, apesar de ter “desperdiçado” quatro break points, conseguiu fazer o break (sexto jogo do terceiro set) e estava a um pequeno passo de ser a primeira alemã a vencer um grand slam no século XXI. Serena, porque é uma grande campeã e nada apagará isso, reagiu e ainda conseguiu reduzir para 5-4. Finalmente, e porque a espetacularidade do ténis é isto mesmo, Kerber conseguiu quebrar novamente o serviço de Serena Williams, fechando o encontro por 6-4, e conquistar, desta forma, o seu primeiro título de um major.

Na vertente tática, é de destacar a esquerda cruza de Kerber e a direita paralela de Serena Williams. De resto, as subidas à rede de Serena sobre a direita da alemã carecem de uma explicação lógica, no meu entender; os 47% de sucesso quando subia a rede demonstram isso mesmo. A capacidade defensiva de Kerber, que lhe é característica, fez também a diferença.

Kerber, que poderia ter ido para casa logo na primeira ronda (a alemã salvou um match point frente a Misaki Doi), acaba mesmo por conquistar o Australian Open 2016 contra todas as previsões. Em setembro, tinha sido Roberta Vinci a provar ao circuito que tudo era possível. Hoje foi a vez de Angelique Kerber voltar a fazê-lo. A vitória de Kerber volta a demonstrar a todo o circuito que, por mais difícil que possa parecer, não há impossíveis. Para terminar, uma nota para o excelente comportamento de Serena Williams, que, apesar da derrota, demonstrou sempre um enorme fair play.

 Foto de capa: Australian Open

Duarte Pereira da Silva
Duarte Pereira da Silva
Do ciclismo ao futebol, passando pelo futsal ou o andebol, quase todos os desportos apaixonam o Duarte. Mas a sua especialidade é o ténis, modalidade que praticou durante 9 anos.                                                                                                                                                 O Duarte escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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