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Taça Davis: Foi o que tinha de ser

Miguel Dias · 2 min

Taça Davis: Foi o que tinha de ser

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Foi o que tinha de ser. Federer jogou o jogo decisivo, venceu e deu a Taça Davis à Suíça. Mas atenção, o mérito é todo de Wawrinka. Foi ele que aguentou a Suíça durante os últimos sete anos e que permitiu que este domingo Federer conseguisse cumprir um dos últimos sonhos que tinha enquanto jogador de ténis.

No primeiro dia de competição foi mesmo Stanislas Wawrinka que cumpriu o que se pedia à equipa Suíça e derrotou Jo Wilfried Tsonga por três sets a um, mas mostrando sempre estar por cima do encontro e no domínio da situação. Nesse mesmo primeiro dia foi Roger Federer quem desiludiu frente a um Gael Monfils galvanizado por estar num grande palco e que mostrou estar sempre a controlar a partida, conseguindo vencer Federer com relativa facilidade e mostrando algumas das fragilidades do ex-n.º1.

As perspectivas não eram assim animadoras, tendo em conta que Federer estaria a braços com uma lesão nas costas e se mostrou uns furos abaixo do exigido na primeira partida que disputou. No segundo dia, pecado capital do capitão francês, Arnaud Clement, que colocou Benneteau e Gasquet frente a Federer e Wawrinka, que se uniram assim após um suposto desentendimento. A dupla suíça venceu, como era de esperar, com facilidade os franceses, colocando-se assim em vantagem para o terceiro dia de prova.

E se Gasquet já no Sábado não conseguiu contrariar Federer em pares, não seria de esperar que conseguisse fazê-lo no Domingo. Novo erro do capitão francês que, ao invés de colocar Tsonga ou Monfils, colocou novamente Gasquet, que perdeu novamente frente a Federer em três set’s, com um Roger que se exibiu a um nível totalmente diferente do que se pôde ver no primeiro dia de prova.

Feitas as contas, vitória para a Suíça, uma “vitória para os rapazes” como disse Federer no fim e sonho cumprido para o campeonissímo suíço, a quem fica agora a faltar apenas uma medalha de ouro individual nos Jogos Olímpicos.

Como escrito aqui há semanas, Federer quis, chegou e venceu conquistando assim a Taça Davis, num ano em que Stanislas Wawrinka foi decisivo e numa equipa que tem vivido às costas do n.º2 suíço.

Quanto aos franceses, nova oportunidade perdida para conquistar o 10.º titulo, mas a certeza de uma equipa consistente capaz de se bater perfeitamente com qualquer selecção mundial, mas, neste fim-de-semana, pedia o destino que fosse a Suíça a triunfar e, mesmo em Lille, foram os pupilos de Severin Luthi a triunfar e a conquistar assim a edição de 2014 da Taça Davis, sucedendo ao bi-campeonato da República Checa.

Recorde-se ainda que, para chegar ao título, a Suíça ultrapassou a Sérvia de Djokovic na 1ª ronda, o Cazaquistão de Golubev na 2ª e a Itália de Andreas Seppi na meia-final, vencendo todas as eliminatórias por 3-2.

Foto de Capa: Marianne Bevis (Flickr)

Miguel Dias

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