Garbiñe Muguruza: “La Furia” Espanhola em Wimbledon

- Advertisement -

Cabeçalho modalidadesDiz-nos a história que “ténis”, em espanhol, rima com “terra batida”. Porém, a tradição nem sempre se cumpre, e, desta feita, Garbiñe Muguruza mostrou ao mundo que é muito mais do que uma tenista competente em pó de tijolo. A espanhola bate com muita força na bola, sobretudo na sua pancada de direita, tem uma atitude extremamente agressiva no court, e, graças a esses predicados, conseguiu sair de Wimbledon com o título de campeã do mais icónico dos torneios do Grand Slam.

O caminho até à final foi impressionante, com a espanhola a deixar pelo caminho nomes como os de Ekaterina Alexandrova, Yanina Wickmayer, Sorana Cirstea, Angelique Kerber, Svetlana Kuznetsova e Magdalena Rybarikova. No seu excecional trajeto, Muguruza apenas cedeu um set contra a anterior número um mundial, Angelique Kerber, que se apresentou em Wimbledon com um nível de jogo significativamente superior àquele que tinha vindo a demonstrar ao longo da presente temporada.

Na final, Muguruza teve pela frente a campeoníssima Venus Williams, que, aos 37 anos de idade, marcou presença pela nona vez na final do torneio londrino. Tendo em conta o historial de ambas as jogadoras em relva e a sua experiência nos grandes momentos, o favoritismo parecia pender a favor da norte-americana. Porém, após um primeiro set no qual Venus Williams desperdiçou dois set points, a norte-americana pareceu ter perdido a confiança, não mais conseguindo manter os índices de concentração ao nível que é exigido numa final de um torneio do Grand Slam. Baixou a sua eficácia de serviço (um dos aspetos mais fortes do seu jogo) e, no segundo set, acabou por levar um “pneu” de Garbiñe Muguruza. A espanhola até somou menos winners do que Venus (14 contra 17) mas, por outro lado, esteve sempre muito consistente, tendo menos erros não forçados do que a norte-americana (11 contra 25).

muguruza wimbledon 2017
Fonte: Página do Facebook de Wimbledon

E foi assim que, aos 23 anos de idade, a melhor tenista espanhola da atualidade venceu o torneio que, há dois anos, havia perdido na final contra a mais nova das irmãs Williams e que, no cumprimento à rede, esta lhe disse que haveria de vir a vencer. A última vez que uma tenista espanhola triunfou em Wimbledon remonta a 1994, ano em que Conchita Martínez (que acompanhou Muguruza durante as últimas duas semanas) conquistou o torneio londrino. Para Venus Williams, este foi um (pouco conseguido) regresso a uma final de Wimbledon nove anos após a última ocasião em que a disputou. Curiosamente, das duas vezes em que Muguruza venceu um torneio do Grand Slam, fê-lo em encontros disputados frente às irmãs Williams.

venus williams wimbledon 2017
Fonte: Página do Facebook de Wimbledon

Para Garbiñe Muguruza, esta conquista representa um salto no ranking WTA para a 5.ª posição. A tenista espanhola tem pecado pela irregularidade mas, caso consiga manter a sua consistência exibicional, poderá num futuro próximo aspirar a figurar no top 3 mundial e, quem sabe, a lutar pela conquista de mais títulos do Grand Slam. Qualidade a espanhola já tem, bem como a capacidade de se apresentar a um grande nível em diversas superfícies; resta agora continuar a trabalhar, sem perder o foco, e a não permitir que no seu jogo a vertente psicológica se sobreponha à vertente técnica, na qual Muguruza é, claramente, uma das melhores tenistas da atualidade.

 

Foto de Capa: Página do Facebook de Wimbledon

Artigo revisto por: Beatriz Silva

Francisco Sampaio
Francisco Sampaiohttp://www.bolanarede.pt
Apaixonado por futebol desde a segunda infância, Francisco Sampaio tem no FC Porto, desde esse período, o seu clube do coração. Apesar de, durante os 90 minutos, torcer fervorosamente pelo seu clube, procura manter algum distanciamento na apreciação ao seu desempenho. Autodidata em matérias futebolísticas, tem vindo recentemente a desenvolver um interesse particular pela análise tática do jogo. Na idade adulta descobriu a sua segunda paixão, o ténis, modalidade que pratica de forma amadora desde 2014.                                                                                                                                                 O Francisco escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Carlos Vicens responde ao Bola na Rede: «O que tentámos foi manter uma estrutura que nos permitisse estar juntos em tudo o que fizéssemos,...

Carlos Vicens respondeu a uma pergunta do Bola na Rede, depois da eliminação do Braga da Europa League.

Carlos Vicens: «Não podem passar tantos anos para o Braga estar sem lutar por finais europeias»

Carlos Vicens analisou a derrota do Braga contra o Friburgo, num encontro da segunda-mão das meias-finais da Europa League.

Há quatro treinadores espanhóis nas três finais europeias: sabe quem são

As três finais europeias da época registam a presença de quatro técnicos espanhóis: Mikel Arteta e Luis Enrique na Liga dos Campeões; Unai Emery na Liga Europa; e Inigo Pérez na Liga Conferência.

Carlos Vicens após Friburgo x Braga: «Saio orgulhoso da eliminatória que fizemos»

Carlos Vicens já reagiu ao encontro entre o Braga e o Friburgo, relativo à segunda-mão da meia-final da Europa League.

PUB

Mais Artigos Populares

Champions League, Europa League e Conference League: Há 1 equipa inglesa em cada final

Já estão definidas as três finais das competições europeias. Há, pelo menos, uma equipa inglesa em cada uma das finais.

Hóquei: Barcelona bate Sporting no prolongamento e marca encontro com o Benfica nas meias-finais da Liga dos Campeões

O Sporting foi eliminado da Liga dos Campeões de Hóquei em Patins aos pés do Barcelona, perdendo por 2-0 no prolongamento com um bis de Marc Grau. Os catalães seguem em frente e vão defrontar o Benfica nas meias-finais.

João Moutinho: «Temos de estar orgulhosos aquilo que fizemos na campanha e mesmo aqui hoje»

João Moutinho já reagiu ao encontro entre o Braga e o Friburgo, relativo à segunda-mão da meia-final da Europa League.