Na América, sê americano: Sloane Stephens conquista o Miami Open

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Miami Open tinha tudo para ser um grande torneio de ténis. Em Key Biscane reuniu-se um cartaz de luxo, composto por nomes tão relevantes como os de Simona Halep, Caroline Wozniacki, Garbiñe Muguruza, Elina Svitolina, Karolina Pliskova, Jelena Ostapenko, Caroline Garcia ou Venus Williams. No final, a conclusão parece simples: o WTA Premier Mandatory de Miami não defraudou as expetativas, tendo estado repleto de muito e bom ténis.

Pela negativa o principal destaque vai para Caroline Wozniacki que, desta feita, não conseguiu manter a consistência habitual e foi eliminada, logo na 2ª ronda, pela campeã olímpica Monica Puig. Já pela positiva, para além da surpreendente qualifier Danielle Collins (que deixou pelo caminho jogadoras como CoCo Vandeweghe ou Venus Williams até cair, na meia-final, frente a Jelena Ostapenko), a nota de destaque vai para a resiliente Victoria Azarenka que, aparentemente mais próxima da sua melhor forma, apenas foi travada na meia-final por Sloane Stephens.

A uma final marcada pela juventude chegaram Sloane Stephens, ainda na ressaca dos seus últimos terríveis meses tenísticos, e Jelena Ostapenko, que foi disparando winners atrás de winners até chegar à final. Se para a norte-americana este parecia ser um ponto final num longo calvário exibicional e de resultados, para a letã o desempenho em Miami significa, necessariamente, um sinal de alarme para as adversárias já próximo do torneio do Grand Slam cujo título esta defende: o Roland-Garros.

A excessiva agressividade, aliada a algum descontrolo, tende a prejudicar Ostapenko
Fonte: Miami Open

Numa final quase sem história, Stephens superiorizou-se largamente a Ostapenko e, sem deixar margem para dúvidas, acabaria por vencer, em dois sets, por 7-6(5) e 6-1. A letã, que mantém uma imaturidade tenística que a leva a ser muito agressiva e a correr riscos do princípio ao fim de cada encontro, colecionou erros não forçados e, dessa forma, acabou por facilitar uma tarefa que não parecia simples para a norte-americana. Já Sloane Stephens provou que onde se sente realmente bem é no seu país-Natal e assim, após a conquista do US Open na temporada transata, voltou a sair vitoriosa em solo norte-americano.

Roland-Garros aproxima-se e, por ora, algumas ideias começam a formar-se: 1) Jelena Ostapenko disse “presente” e parece querer ir à capital francesa lutar pela defesa do título; 2) Victoria Azarenka começa a aproximar-se da sua melhor forma e, quando tal acontece, a bielorrussa é quase imparável no circuito WTA; 3) Sloane Stephens despertou do seu “coma tenístico” e, assim, torna-se um nome a ter em conta para os principais torneios a disputar ao longo da presente temporada. Teremos surpresas no major francês?

Foto de Capa: Miami Open

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Francisco Sampaio
Francisco Sampaiohttp://www.bolanarede.pt
Apaixonado por futebol desde a segunda infância, Francisco Sampaio tem no FC Porto, desde esse período, o seu clube do coração. Apesar de, durante os 90 minutos, torcer fervorosamente pelo seu clube, procura manter algum distanciamento na apreciação ao seu desempenho. Autodidata em matérias futebolísticas, tem vindo recentemente a desenvolver um interesse particular pela análise tática do jogo. Na idade adulta descobriu a sua segunda paixão, o ténis, modalidade que pratica de forma amadora desde 2014.                                                                                                                                                 O Francisco escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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