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Naomi Osaka: o futuro do ténis mundial

Gonçalo Bernardo Oliveira · 1 min

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Todos os anos surgem, no circuito de ténis, jovens promessas que tentam impôr-se perante os jogadores mais experientes.

No ano passado, houve um nome que impressionou tudo e todos no US Open. Falo de Naomi Osaka. Com apenas 21 anos, venceu um dos principais torneios da época. Na final, derrotou a veterana Serena Williams. O encontro ficou marcado por algumas polémicas, nomeadamente a discussão entre a norte-americana e o árbitro da partida. Este episódio tirou algum protagonismo à vitoria de Osaka, mas, após ter visto a postura que a jogadora japonesa apresentou ao longo do encontro, sabia que teria mais momentos de glória no futuro.

2019 arrancou com mais uma conquista de um Grand Slam. No Open da Austrália, deixou pelo caminho fortes candidatas ao título. No encontro decisivo, defrontou a experiente jogadora checa Petra Kvitova e, mais uma vez, não se deixou intimidar pela adversária. Com este triunfo, chegou pela primeira vez à primeira posição do ranking mundial.

Naomi Osaka na final do Open da Austrália
Fonte: WTA

Já vi muitos jovens a terem sucesso no circuito. Porém, já vi outros jogadores com grande potencial a acabarem por ter dificuldades em demonstrar o seu verdadeiro valor. Em relação a Osaka, acredito que tem tudo para triunfar. Vejo nesta jogadora uma atitude de campeã. Vejo a garra com que disputa cada ponto. Vejo a determinação com que entra nos jogos para conquistar mais uma vitória. Todos estes são valores que considero importantes num tenista de alto nível.

21 anos, dois títulos do Grand Slam, número 1 do ranking WTA. O que se pode pedir mais a esta jovem? A meu ver, a mesma exigência que é dada aos melhores jogadores do mundo, porque é assim que a vejo.

Apesar das eliminações precoces dos últimos dois torneios (Indian Wells e Miami), 2019 pode perfeitamente ser o ano de Naomi Osaka e assim espero que aconteça.

Texto revisto por: Mariana Coelho

Foto de Capa: WTA

Gonçalo Bernardo Oliveira

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