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Novak Djokovic ataca a Taça Davis depois do Masters

André Eusébio · 2 min

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cab ténis

Novak Djokovic venceu esta semana a final do ATP World Tour Finals, o Masters de final de temporada do circuito mundial masculino. Na final, o tenista sérvio derrotou Rafael Nadal por 6/3 e 6/4.

O tenista sérvio, que terminará o ano como nº2, tem agora a difícil missão de guiar o seu país na final do Grupo Mundial da Taça Davis, ou, trocando por miúdos, na competição com mais mística no ténis mundial. Se vencer um Grand Slam é um momento inesquecível para um jogador, conquistar uma Taça Davis pelo seu país não lhe fica atrás.

Se para jogadores como Boris Becker, Marat Safin, Kafelnikov, Henri Leconte e outros, vários títulos foram importantes, a Taça Davis é sem dúvida um dos momentos que estes guardam com um carinho especial. O pavilhão cheio, a pressão sobre a equipa adversária e sobre o árbitro, o “desrepeito” aceitavél pelas regras do silêncio, só se vêem numa competição como a Taça Davis, proporcionando assim a oportunidade de transformar o ténis num desporto de equipa onde todos puxam pela vitória de uma nação.

A Sérvia de Novak Djokovic já “se deu ao luxo” de vencer uma Taça Davis, em 2010, com a estrela da equipa a vencer duas das três partidas necessárias para conquistar o troféu. Este ano, no entanto, a tarefa prevê-se mais complicada.

Radek Stepanek e Novak Djokovic http://www.daviscup.com/en
Radek Stepanek e Novak Djokovic
Fonte: daviscup.com/en

A Sérvia não conta com Janko Tipsarevic, que está lesionado e que é conhecido por “inflamar” as bancadas nesta competição, nem com Victor Troicki, suspenso por ter faltado a um controlo anti-doping. O próprio “Nole” já admitiu que “esta será uma final mais complicada do que a de 2010”, e do outro lado a Républica Checa apresenta-se na máxima força.

Tomas Berdych, Radek Stepanek, Lukas Rosol e Jan Hajek constituem assim a armada checa que procura renovar o título conquistado no ano passado frente à Espanha. Desde 1980 que a Républica Checa não vencia a Taça Davis, enquanto a Sérvia venceu pela primeira vez em 2010.

Sendo assim, de 15 a 17 de Novembro os olhos estarão postos na Arena de Belgrado. Djokovic vai abrir a contenda frente a Stepanek, enquanto Lajovic e Berdych irão protagonizar o segundo encontro do dia. Ou seja, caso Stepanek surpreenda, a Sérvia fica praticamente impossibilitada de vencer esta Taça Davis.

Massacrada nos últimos anos, a Taça Davis sofre com promessas de reestruturação desde há vários anos. Na verdade, alguns dos tenistas nunca prestaram grande atenção a esta competição, de entre os quais Roger Federer é um dos maiores exemplos. Na minha opinião, nada é mais mágico do que a relva de Wimbledon e os encontros que a mesma proporciona; no entanto, nada é mais mágico também do que ver milhares de pessoas a aplaudir de pé um tenista do seu país, do que ver os jogadores e o treinador no banco a roer a unhas ao longo da partida e de no final sentir a alegria de vencer o “campeonato do mundo” de ténis.

André Eusébio

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