Novak Djokovic: O trajeto de uma lenda

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Após duas semanas de intenso Ténis que os courts de Wimbledon nos presentearam e o vencedor foi nada mais nada menos do que o sérvio Novak Djokovic. Tivemos com uma final impressionante entre os dois melhores tenistas da atualidade – Djokovic e Federer.

O que dizer sobre Novak Djokovic? A verdade é que o tenista tem sido uma promessa do mundial de ATP desde 2006, arrecadando, até hoje, 75 títulos, dos quais 16 foram ganhos em Grand Slams.

Como uma das melhores épocas para o número um mundial, destacamos a do ano de 2015: a vitória de três Grand Slams de quatro, seis torneios de Masters 1000 de nove, o ATP World Tour Finals, que finaliza o ano do Ténis; e ainda a vitória do ATP de Pequim, que se encaixa na categoria ATP500. Seria neste ano (2015) que passariam dez anos desde a sua estreia como profissional e nove desde o seu primeiro título ATP. Quem diria que o sérvio chegaria ao topo e, a partir daqui, nos surpreendesse cada vez mais?

A classe e concentração que Djokovic mostra em campo, tal como a sua técnica e boa forma física sempre presente no seu jogo, são duas das suas características mais influentes. Também estas são duas das razões pela qual o tenista, não só mostra uma carreira surpreendente na modalidade, como também se aproxima de ser um dos melhores jogadores da História do Ténis. Se já não o é, juntando-se a outros grandes do Ténis como Roger Federer, Rafael Nadal, ou até Pete Sampras.

Novak Djokovic em ação frente a Roger Federer, na final de Wimbledon de 2019
Fonte: Wimbledon

De facto, o Ténis como desporto profissional tem, ao longo dos últimos anos, crescido de uma forma exponencial. Muito se deve ao esforço e aos “pequenos talentos” que vão aparecendo na modalidade, que acabam por dar qualidade ao jogo em si e atrair o público. Aqui está um exemplo deste talento.

Para já, a temporada deste ano tem sido favorável para o sérvio com 3 títulos já vencidos: dois Grand Slam (Australia Open e Wimbledon) e o Masters 1000 de Madrid. Vai assim garantindo o número um do ranking do ATP com uma vantagem bastante significativa, pelo menos até aos próximos meses.

Os anos passam, e, com já 32 anos, Novak Djokovic deixa (e continuará a deixar) na História um palmarés invejável. É um dos principais ídolos de quem acompanha a modalidade e de quem, futuramente, deseja ter uma carreira de alto nível. Como o tenista afirmou na entrevista de final de encontro em Wimbledon, no passado domingo, e passo a citar: “Roger Federer é uma das minhas inspirações para continuar a jogar até (pelo menos) aos 37 anos”. Esperemos mesmo que sim.

Angelina Barreiro
Angelina Barreirohttp://www.bolanarede.pt
Natural de Monção, a Angelina é Licenciada em Relações Internacionais e, Mestre em Economia Social pela Universidade do Minho. Vê o desporto como um dos bons lados da vida, que forma uma boa parceria com a escrita e o jornalismo. O seu interesse pelo desporto surgiu cedo, tendo como principal área de interesse o Futebol, o Ténis e a Fórmula 1.

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