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O rebelde australiano e o 100º do maestro

Duarte Vieira Silva · 3 min

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6 de fevereiro de 2001, um jovem com apenas 19 anos ganhava o seu primeiro título ATP da carreira, em Milão. Este rapaz viria a tornar-se o melhor tenista de todos os tempos e sábado conquistou o seu centésimo título da carreira no Dubai. Uma semana excecional para Roger Federer, onde demonstrou um excelente nível de ténis e que a idade é só um número. 

O maestro começou o torneio com duas vitórias sofridas em três sets, frente a Philipp Kohlschreiber e Fernando Verdasco, mas a partir do seu terceiro jogo já tinha o seu arsenal de pancadas completamente afinado. Venceu todos as partidas que se seguiam por parciais diretos, Marton Fucsovics por 7-6 6-4, Borna Coric por 6-2 6-2 e no derradeiro encontro, Stefanos Tsitsipas por 6-4 6-4 (vingando-se da derrota sofrida no Australian Open deste ano). Com este troféu, Roger Federer juntou-se a Jimmy Connors (tenista que possui 109 títulos) no clube de jogadores com, pelo menos, 100 torneios ganhos no circuito ATP.

Se associamos o tenista suíço a um jogador com classe, o torneio de Acapulco (o outro ATP 500 que se realizou esta semana) foi ganho por um dos jogadores mais irreverentes do circuito masculino. Nick Kyrgios não começou esta época da melhor forma, surpreendendo tudo e todos com a vitória desta semana. E se ganhar um torneio desta categoria já era uma missão complicada para o rebelde australiano, imaginem ganhar ao atual nº2 e 3 do mundo, a um ex-campeão de Grand Slams e a um dos melhores servidores do circuito, num espaço de 4 dias.

Kyrgios começou a semana com uma má relação com o público e na segunda ronda quando ganhou a Rafael Nadal, depois de 3 horas de jogo, fez sinais pouco comuns para o estádio. Levando o espanhol, na conferência de empresa, a dizer que “Kyrgios não tem repeito pelo público, pelos rivais, nem por ele próprio”. Assim sendo, no final das restantes vitórias, o australiano olhava para os espectadores de forma séria e, por vezes, fazia sinal para o público calar-se. Apesar destes acontecimentos, não podemos retirar o mérito e o enorme talento que este tenista possui e, na minha opinião, só não é um jogador com resultados mais constantes por causa da sua vertente psicológica. A seguir de Rafa, Nick Kyrgios ganhou a Stan Wawrinka (jogador com quem teve uma grande polémica no passado), depois a John Isner e, por fim, fez uma excelente partida frente a Alexander Zverev, vencendo por 63 e 64. Este foi o quarto torneio ganho por Nick e o mais importante da sua carreira, a par do ATP 500 de Tóquio.

Kyrgios triunfou em Acapulco
Fonte: Abierto Mexicano de Tenis

Por terras brasileiras, realizou-se o ATP 250 de São Paulo para encerrar esta passagem, de um mês, do circuito masculino por território sul-americano. O torneio foi ganho pelo argentino Guido Pella que bateu, na final, Christian Garin, pelos parciais de 7-5 e 6-3. Neste torneio, também participou João Sousa, que entrou no torneio como primeiro cabeça de série, sendo a primeira vez que um tenista português é o principal favorito num torneio ATP. Apesar deste recorde nacional, João foi eliminado no seu primeiro encontro.

No circuito feminino, o torneio principal era em Acapulco, em simultâneo com o evento masculino. Yafan Wang foi quem arrecadou o troféu, batendo na final a americana Sofia Kenin, por 2-6 6-3 e 7-5.

As próximas duas semanas são muitos importantes para o circuito mundial de ténis, pois irá realizar-se o torneio de Indian Wells, ATP 1000 que foi nomeado o melhor torneio de ténis do ano de 2018. 

Foto de Capa: ATP Tour

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Duarte Vieira Silva

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