Oeiras I Challenger 2021 | A participação portuguesa no torneio

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O Oeiras I, como o nome indica, foi o primeiro de dois torneios Challengers 50 jogados no Jamor. Entretanto, durante esta semana, o presidente da Federação Portuguesa de Ténis (FPT), Vasco Costa, anunciou, também, a realização de mais um torneio deste nível no Jamor, o Oeiras 3, na semana de 24 de maio.

A participação portuguesa começou bem cedo na prova, quando seis tenistas tentaram garantir um dos quatro lugares de acesso ao Quadro Principal (QP). A primeira ronda correu muito bem e tivemos quatro portugueses a passar à última ronda de qualificação, Pedro Araújo, Luís Faria, Francisco Cabral e Tiago Torres, infelizmente foram os quatro derrotados nesta última ronda. Ainda assim, Francisco Cabral e Luís Faria acabaram por entrar no quadro como Lucky Losers (LL).

Fechado o QP, eram seis os portugueses que iam tentar chegar o mais longe possível no Jamor. Para além dos dois LL, Gonçalo Oliveira, qualificado diretamente, e Tiago Cação, Nuno Borges e Gastão Elias, que beneficiaram de wild card, foram os representantes portugueses.

Fonte: Federação Portuguesa de Ténis

Tiago Cação, que chegou aos quartos-de-final da prova, acabou por ter a sua melhor semana profissional. Este resultado foi particularmente especial para o tenista lisboeta que treina diariamente no Jamor e pôde viver “em casa” a melhor semana da sua carreira. Ao falar desta semana, Cação fez questão de realçar o valor que esta semana teve para ele: “Espero que seja uma semana de mudança na minha carreira. […] Espero que me ajude a ter bons resultados daqui para a frente”.

O melhor português, ainda assim, acabou por ser Gastão Elias. O tenista natural da Lourinhã teve um percurso sinuoso no início, mas, assim que chegou à velocidade cruzeiro, foi difícil pará-lo. No acesso à final, tinha pela frente um jogador que o tinha derrotado há pouco mais de um mês na final do ITF de Vale do Lobo, mas, tal como o português fez questão de realçar, as circunstâncias eram bastante diferentes e, em terra batida, o português poderia ser visto como favorito à chegada à final.

O português entrou melhor no encontro e conseguiu vencer o primeiro set com duplo break de vantagem. No segundo set, as coisas começaram por se complicar, perdendo logo o seu jogo de serviço, mas deu a volta por cima e venceu a segunda partida por 7-5. No final do encontro, Gastão Elias disse que a consistência era o ponto forte do seu adversário, mas disse também que sentiu que o adversário não tinha nenhuma pancada que lhe pudesse fazer mossa.

Desde 2017 que Gastão Elias não chegava ao último encontro de um torneio Challenger. Neste último encontro ia ter pela frente Zdenek Kolar, o carrasco de Nuno Borges e Tiago Cação.

Na final e, como admitiu Gastão Elias, o jogador checo foi superior e causou dificuldades que o português não conseguiu superar. Ainda assim, foi uma semana extraordinária de Gastão Elias que voltou à final de um Challenger mais de três anos depois. Depois desta semana, o tenista da Lourinhã já aponta as baterias para a próxima semana, para o Oeiras II.

Foto de Capa: Federação Portuguesa de Ténis

José Maria Reis
José Maria Reishttp://www.bolanarede.pt
O Zé Maria é neste momento estudante daquele que ele espera ser o último ano de Economia no ISCTE. Desde muito cedo que começou a praticar vários desportos exceto, ao contrário da regra geral, futebol porque chamar pé esquerdo ao seu pé direito é um elogio. Mais tarde percebeu que era com uma raquete de ténis na mão que mais gostava de passar o tempo e foi aí que começou a crescer a grande paixão que tem pelo ténis. Vê e acompanha muito desporto, mas o ténis e o futebol, sobretudo o seu Sporting, são a sua perdição.                                                                                                                                                 O José escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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