Rigoroso e competente, assim é Carlos Ramos | Ténis

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Aproveitando o começo de mais uma edição do centenário torneio de Roland Garros, destaco um dos árbitros de cadeira mais laureados da história da modalidade da bola amarela, Carlos Ramos. Nascido  em  setembro de 1971 em plena capital portuguesa,  cresceu no seio de uma família de classe média alta, a mãe era juíza e o pai trabalhador da banca. Criado pelos avôs paternos foi-lhe sendo incutido  o gosto pela prática de desporto, visto que o avô era à data praticante de hóquei em patins.

O DESPERTAR DO JOVEM PARA O TÉNIS

Por volta dos onze anos, em conjunto com amigos próximos, decide inscrever-se numa das melhores academias da modalidade a nível nacional, em Oeiras. Chega a participar em torneios a nível distrital, mas também em competições de âmbito nacional.

A “CADEIRA” QUE LHE MUDOU A VIDA

Corria o ano de 1991 e Carlos por altura do 20º aniversário reflete um pouco sobre o seu futuro na modalidade, bem como no que poderia acrescentar ao desporto. Nessa altura e devido aos resultados pouco satisfatórios  a nível tenístico muda de rumo, começando um percurso notável como árbitro de cadeira.

Primeiramente dirige provas de escalões inferiores, subindo paulatinamente patamares na escala competitiva, arbitrando finais de campeonatos nacionais de absolutos, como é disso exemplo a de 1993 nos courts do Jamor.

A INTERNACIONALIZAÇÃO E POSTERIOR “SALTO “ PARA O TOPO DO MUNDO

É em 97 e por razões pessoais  que se muda para a capital francesa, onde começa a integrar os quadros da ITF, Federação Internacional de Ténis. Carlos causa logo boa impressão nos responsáveis máximos da modalidade, isto devido ao seu caráter perfecionista, rigoroso  e seguro,  características que demonstrava do alto da sua cadeira.

O lisboeta nunca mais deixou de exercer esta função, sendo um dos mais respeitados árbitros da modalidade. A partir do início do milénio passou a integrar o nível Ouro, ou seja, pertence a um lote restrito de cerca de três dezenas de juízes/as  que dirigem as fases mais adiantadas das maiores competições tenísticas, sendo aos dias de hoje o único luso a integrar  o grupo de elite presente nos “ santuários” deste fascinante desporto.

SEMPRE “NO ALTO”

Carlos Ramos é senhor de um  dos currículos mais recheados da história do ténis mundial, tendo sido o primeiro juiz a completar o Golden Grand Slam, isto é: dirigir as finais dos quatro grandes e ainda a final de singulares masculinos dos Jogos Olímpicos, reconhecimento este obtido em  Londres 2012.

Finais da taça Davis e da Fed Cup são igualmente competições que viram o juiz nacional presente nos encontros decisivos.

Sempre conhecido pela sua postura sóbria, imperturbável e assertiva, foi ainda responsável ao longo de uma carreira que dura até hoje, por ter acaloradas discussões, entre outros com: Novack Djokovic e Rafael Nadal. Porém viveu na final do Open dos EUA em 2018 uma das situações mais polémicas ao protagonizar um confronto paralelo com a super estrela Serena Williams. Recorde-se que a discussão foi bem acalorada com a veterana a chamar o juiz de mentiroso, afirmando ainda que estava a ser discriminada por ser Mulher.  Postura que lhe valeu três advertências, com a mais gravosa a resultar na perda automática de um jogo de serviço. Nada seria igual, com o arbitro  no dia seguinte a ser notícia um pouco por todo o mundo. O incidente despertou várias reações e opiniões mesmo por parte daqueles que não seguem frequentemente a modalidade.

O seu carisma e personalidade fazem dele um dos maiores embaixadores de sempre de Portugal,  no que respeita à modalidade.

Foto de Capa: US Open

Diogo Rodrigues
Diogo Rodrigueshttp://www.bolanarede.pt
O Diogo é licenciado em Ciências da Comunicação pela Universidade Lusófona do Porto. É desde cedo que descobre a sua vocação para opinar e relatar tudo o que se relaciona com o mundo do desporto. Foram muitas horas a ouvir as emissões desportivas na rádio e serões em família a comentar os últimos acontecimentos/eventos desportivos. Sonha poder um dia realizar comentário desportivo e ser uma lufada de ar fresco no jornalismo. Proatividade, curiosidade e espírito crítico são caraterísticas que o definem pessoal e profissionalmente.

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