Roger Federer e a sua eternidade

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Sou um apaixonado por ténis e, como tal, uma das minhas grandes referências é Roger Federer. Detentor de 17 títulos do Grand Slam, o suíço apaixona qualquer amante da modalidade. No início desta temporada muitos especialistas afirmavam que o tempo de Federer tinha acabado. Depois de uma temporada desastrosa, o suíço alcançou as meias-finais do Australian Open, onde só perdeu para Rafael Nadal, a sua grande besta negra.

A parceria com Stefen Edberg começou a dar os seus frutos eos resultados foram sendo muito satisfatórios: titulo no ATP 500 do Dubai, finalista nos Masters 1000 de Indian Wells e Monte Carlo, vencedor do ATP 250 em Halle, vice-campeão em Wimbledon, finalista no Masters 1000 do Canadá e campeão no Masters 1000 de Cincinnati. Todos estes resultados relançaram Federer na luta pela primeira posição do ranking. O suíço perdeu uma grande oportunidade ao ser derrotado nas meias-finais do US Open por Marin Cilic, futuro campeão, que parecia em estado de graça.

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Aos 33 anos, Federer ainda pode tentar a conquista da Taça Davis. Será que vai conseguir?
Fonte: ibnlive.in.com

O Masters 1000 de Shangai pode ter sido o ponto de viragem. Federer até nem começou muito bem a semana, tendo inclusive de salvar match-points frente ao argentino Leonardo Mayer, mas Roger sobreviveu e foi jogando cada vez melhor ao longo do torneio. No encontro das meias-finais, defrontou Djokovic – usando e abusando do serviço-volley e exibindo-se ao mais alto nível, Roger Federer derrotou o sérvio e acabou assim com a série vitoriosa de Djokovic em terreno chinês (28-0). Como consequência da excelente prestação no torneio, o suíço recuperou a 2.ª posição do ranking mundial e está na luta pela liderança.

Chegou a altura em que Federer terá de fazer escolhas: a posição cimeira do ranking ou a Taça Davis. Restam dois grandes torneios – o Masters 1000 de Paris e o Barclays ATP World Tour Finals – e ainda a Taça Davis. Em condições normais, o ex-campeão do Portugal Open investiria em todos estes torneios, mas a idade assim não o permite e Roger tem de ter bastantes cuidados com a sua condição física. Ele próprio o admitiu: “eu nunca sei como o meu corpo vai recuperar”. Federer já assumiu o desejo de conquistar a Taça Davis, colmatando assim uma grande falha no seu curriculum. No entanto, a tarefa não se adivinha nada fácil. A França é uma seleção muito forte e, com o apoio dos seus adeptos, será um adversário muito difícil de bater.

Irá Roger Federer apostar no regresso à primeira posição do ranking ou na conquista da Taça Davis? Chegará aos dois objectivos ou vai morrer na praia? São questões para serem respondidas num emocionante final de temporada.

Duarte Pereira da Silva
Duarte Pereira da Silva
Do ciclismo ao futebol, passando pelo futsal ou o andebol, quase todos os desportos apaixonam o Duarte. Mas a sua especialidade é o ténis, modalidade que praticou durante 9 anos.                                                                                                                                                 O Duarte escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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