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O segundo título do Grand Slam de Wawrinka

Manuel Traquete · 2 min

O segundo título do Grand Slam de Wawrinka

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A maioria esperava a coroação de Novak Djokovic, que, após ter finalmente batido Nadal em Roland Garros, parecia ter desbravado o caminho para o Grand Slam de carreira. Mas a sua festa foi novamente estragada por um suíço, e não pelo do costume – Roger Federer – mas pelo sensacional Stanislas Wawrinka, que contra todas as previsões conquistou o seu segundo título do Grand Slam, derrotando o número 1 mundial em 4 sets.

Djokovic não se exibiu ao seu melhor nível na final, quiçá uma mistura de cansaço físico – teve de jogar dois dias consecutivos contra Andy Murray nas meias-finais e não teve dia de descanso antes da final ao contrário de Wawrinka – e a enorme pressão sentida por saber que esta era a sua maior oportunidade de completar o Grand Slam de carreira. Foi uma prestação frouxa e extremamente defensiva do número 1 mundial, contrastando com a exibição destemida de Wawrinka, que se mostrou confiante e determinado em todos os momentos e conseguiu o dobro dos winners de Djokovic (59 contra 30).

Wawrinka jogou o seu melhor nesta final e não vacilou nos momentos decisivos, tornando-se assim no sexto jogador em actividade a conquistar múltiplos títulos do Grand Slam (Federer, Nadal, Djokovic, Hewitt e Murray os outros cinco) e voltando a entrar no top 4 do ranking mundial. Devido ao seu jogo de alto risco, não é de esperar que Wawrinka mantenha este nível e ganhe torneios importantes regularmente mas provou novamente ser um jogador que pode a qualquer momento jogar o seu melhor e bater qualquer jogador.

Quanto a Djokovic, após finalmente bater Nadal e emergir vitorioso duma dura batalha a 5 sets contra Murray, não foi capaz de se apresentar ao seu melhor nível contra um adversário inspirado na final e perdeu uma oportunidade de ouro de ganhar Roland Garros. Terá outra oportunidade? Creio que sim, convém não esquecer que Djokovic é de longe o melhor jogador do mundo na actualidade apesar do resultado de hoje e, salvo lesão, terá mais alguns anos ao mais alto nível à sua frente. Estou em crer que esta não será a última final de Roland Garros disputada pelo sérvio, nem mesmo a última final de Grand Slam que disputará em 2015.

Manuel Traquete

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