US Open 2015: Federer, Djokovic, Wawrinka e Cilic na luta pelo título

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cab ténis

Em 2014, a final do US Open foi disputada por dois jogadores que nunca antes haviam atingido a final de um Grand Slam: Cilic e Nishikori. Desta vez, porém, temos um cenário bem diferente, com os quatro semifinalistas a serem os três jogadores que são correntemente detentores de títulos do Grand Slam – Djokovic, Wawrinka e Cilic – … e Roger Federer, o recordista com 17 títulos. As meias-finais serão disputadas esta sexta à noite, com Djokovic a defrontar Cilic, seguindo-se o duelo suíço entre Federer e Wawrinka.

(1) Djokovic vs (9) Cilic

Apesar de não ter feito muito desde que conquistou o título o ano passado em Nova Iorque, Cilic voltou a elevar o seu nível neste torneio para atingir as meias-finais. Não foi um percurso fácil, com Kukushkin e Tsonga a levarem-no aos limites, mas a verdade é que a defesa do título continua bem viva.

Mas poderá Cilic derrotar o nº 1 do mundo, que procura a sua quarta final de Grand Slam do ano? Djokovic mostrou alguns sinais de vulnerabilidade contra Bautista Agut e Lopez nas duas rondas anteriores, mas Cilic também parece estar longe da forma intratável que apresentou o ano passado.

O confronto directo entre os dois jogadores demonstra uma superioridade esmagadora de Djokovic: o Sérvio venceu todos os 13 encontros que disputaram, perdendo apenas 5 sets no processo, tendo vencido todos os últimos 9 sets que disputaram com parciais muito desnivelados. Desses 5 sets que Cilic venceu, apenas 1 foi em hard court, no US Open de 2007.

O ano passado, Cilic venceu jogadores que tradicionalmente o dominavam para conquistar o título, mas Djokovic será provavelmente duro demais. A capacidade defensiva e de contra-ataque do nº 1 mundial tem-se sempre revelado impossível de contrariar para Cilic.

Previsão: Djokovic vence em 3 sets

Djokovic
Novak Djokovic, na imagem, parte como grande favorito para o duelo contra Marin Cilic
Fonte: Facebook Oficial do US Open

(2) Federer vs (5) Wawrinka

Federer tem estado numa forma sensacional desde Cincinnati, tendo ganhado os últimos 25 sets que disputou, com o seu serviço a ser quebrado apenas por duas vezes – ambas por Kohlschreiber na terceira ronda do US Open. O suíço tem-se mostrado incrivelmente confiante e agressivo até mesmo nas respostas ao serviço, que por vezes apanha em half-volley para surpreender o adversário e retirar-lhe tempo de reacção.

Wawrinka, por seu turno, não esteve muito bem nos torneios de preparação mas voltou a aparecer em muito boa forma num torneio do Grand Slam, atingindo a sua terceira meia-final do ano. Pode dizer-se que teve alguma sorte – com Anderson a eliminar Murray com uma grande exibição e depois, como é apanágio dos jogadores fora do top mundial, a não conseguir manter o nível e a intensidade após uma grande vitória -, mas a verdade é que Wawrinka já demonstrou que quando chega a estas fases adiantadas é preciso contar com ele como um sério candidato ao título.

Os dois suíços já se enfrentaram 19 vezes, com Federer a vencer em 16 dessas ocasiões. Convém mencionar que todas as 3 vitórias de Wawrinka ocorreram em terra batida; em hard court e relva, Federer ganhou todos os 12 encontros, cedendo apenas 5 sets no processo. Em superfícies mais rápidas, Wawrinka tem grandes dificuldades a responder ao serviço de Federer, que consegue também mais facilmente roubar tempo a Wawrinka e não o deixar soltar aquelas pancadas poderosíssimas que tanta moça fazem.

Aos 34 anos, Federer não é tão consistente como foi outrora e o seu nível de jogo pode baixar subitamente a qualquer momento, mas se mantiver a forma que tem demonstrado este verão não deverá ter grandes dificuldades em vencer o seu compatriota e atingir a sua 27.ª final num torneio do Grand Slam.

Previsão: Federer em 4 sets.

Foto de Capa: Facebook Oficial do US Open 2015

Manuel Traquete
Manuel Traquetehttp://www.bolanarede.pt
O Manuel é um apaixonado pelo desporto, mas especialmente futebol e ténis. Desde criança que segue ambas as modalidades de forma religiosa.                                                                                                                                                 O Manuel não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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