US Open WTA: Coco Gauff confirma todo o seu potencial

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Após uma primeira semana recheada de surpresas em Queens, na WTA, onde ficaram de fora grandes nomes do circuito feminino, como a gaulesa Caroline Garcia, a helénica, que volta a desiludir num Grand Slam, Maria Sakkari e a cazaque Elena Rynakina, que até era apontada como um nome forte a tentar lutar pelo título, era hora de se jogarem as grandes decisões em Flushing Meadows que nos reservariam surpresas, reviravoltas incríveis e um carrossel de emoções

CONFIRMAÇÃO DE UMA “PRODÍGIA”

Depois de chegar à final de juniores do US Open com apenas 13 anos, Cori Gauff sempre carregou o peso, imposto por agentes externos, de estar consecutivamente no meio dos melhores. Para os prodígios não há tempo. Estão habituados às conquistas precoces, por isso devem seguir com o sucesso imediato. Coco finalmente conseguiu ser aquilo que todos esperavam dela desde muito cedo, tornando-se a teenager americana mais nova desde Serena Williams em 1999 a vencer um Grand Slam.

Gauff, treinada por Pere Riba e aconselhada pelo lendário Brad Gilbert, que treinou nomes como Andre Agassi, Andy Roddick e Andy Murray, teve um verão irrepreensível e continuou com esse registo no último major da temporada. Com apenas uma derrota nos últimos 19 jogos, a jovem natural de Atlanta venceu três títulos nesse período. O último deles tornar-se-ia a maior conquista da sua curta carreira: o US Open. Coco Gauff aplicou uma reviravolta e venceu frente à futura número um mundial, Aryna Sabalenka, pelos parciais de 2-6, 6-3 e 6-2. Para chegar à grande final teve de passar por Laura Siegemund, Mirra Andreeva, Elise Mertens, Caroline Wozniacki, Jalena Ostapenko e Karolina Muchova.

A menina que idolatrou as irmãs Williams é agora o exemplo a seguir por outras tantas meninas que sonham ser como ela. No palco escuro e silencioso, ela emerge como uma estrela cadente. Os seus pés deslizam sobre o chão como pinceladas de tinta em uma tela em branco. Os seus olhos, faiscando com determinação, capturam a atenção de todos na plateia que a vêm a desafiar as leis da física. No fundo do campo, a futura número três mundial erige uma verdadeira muralha, devolvendo incansavelmente as bolas aos seus adversários, enquanto percorre o court de um lado a outro, evocando a destreza de Usain Bolt.

Cori Gauff foi sempre a mais acarinhada pelo público da casa ao longo da quinzena reunindo, inclusive, celebridades nas quadras de Flushing Meadows para vê-la jogar desde a primeira ronda, quando a família Obama assistiu a sua estreia no torneio. Como escrevia no início deste US Open, Coco tinha as suas chances para vencer em casa e fê-lo de forma inteiramente justa e merecida, sempre com uma alegria contagiante, como lhe é característico.

Coco também confirmou a sua subida ao topo do ranking WTA na categoria de pares ao lado de Jessica Pegula.

A CHEGADA AO TOPO DO RANKING COM UM SABOR AMARGO

Aryna Sabalenka sabia, à partida para a final contra Cori Gauff, que seria número um mundial do circuito WTA, depois de Iga Swiatek cair com estrondo aos pés de Jalena Ostapenko, que viria a ser banalizada pela nova campeã na ronda seguinte. Sabalenka, após assegurar sua ascensão ao primeiro lugar no ranking, expressou em conferencia de imprensa o seu desejo de alcançar essa posição de maneira diferente: através de um confronto direto com a tenista polonesa. Se a conquista da liderança já não tinha o gosto que ela almejava, o amargor aumentou após a derrota na final para Coco.

A tenista bielorrussa, que tem sido a melhor e mais consistente jogadora do ano, perdeu uma batalha contra si própria, como a mesma afirmou em conferência de imprensa após a final, facilitando o trabalho da nova campeã do US Open. Sabalenka, que precisou de recuperar de uma grande desvantagem frente a Madison Keys, entrou a todo o gás na partida decisiva, assumindo as rédeas do encontro desde a primeira pancada e conquistando de forma autoritária o primeiro set. Se é verdade que ela tinha todas as armas possíveis para vencer a menina predileta da casa, não é menos verdade que talvez deixou a pressão de jogar uma final tomar conta de si, como já se tinha visto no passado. A atleta nascida em Minsk acabaria por cair aos pés de Gauff, num jogo que, na minha opinião, foi mais perdido por Sabalenka do que ganho pela norte-americana. Sabalenka registou 46 erros não forçados em todo o encontro.

Aryna Sabalenka chega ainda assim ao topo da hierarquia do ranking e será a 29ª tenista a atingir esse posto a partir da próxima segunda-feira.

O FIM DO SONHO DE IGA SWIATEK

Iga Swiatek entrava em Flushing Meadows para defender o seu título do US Open conquistado no ano passado. A polaca, que é a jogadora mais temida em todo circuito, dado a qualidade do ténis que apresenta, voltava ao US Open, também, para defender o seu posto no topo do ranking WTA. Para isso, dependendo apenas de si, precisava de vencer em Flusing Meadows. Contudo, no arranque da primeira semana aconteceu o que não imaginaria que viesse a acontecer. Iga, que não tinha cedido nenhum set até então, saía de cena frente à Jalena Ostapenko. A cazaque virou o encontro e venceu-a de forma incontestável.

Esse jogo viria a confirmar o fim do sonho da polaca que se estendia há 75 semanas: o fim da estadia no topo do ranking WTA. Na conferencia de imprensa depois desse jogo disse que precisava de fazer o que fizeram o big three ao longo da carreira: concentrar-se apenas nos torneios e não no ranking, referindo a sua necessidade de treinar e poder descansar. Ponto chave e crucial, na qual concordo e sublinho dada a densidade de jogos durante uma temporada. A tenista polaca é a mais promissora de todo o circuito e o regresso ao topo da hierarquia, fazendo ele ou não algo por isso, será uma questão de tempo.

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