“A Caminhada – Passo 8/9”

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Entrevista alargada com a vice capitã Gilda Santos, Central da equipa:

Gilda e o seu Pipo!
Gilda e o seu Pipo!

Na entrada para este ciclo de dois jogos o CC estava em 1º a depender só de si, neste momento isso não acontece. Consegue descrever como foi para si o jogo em Aveiro?

GS- Sabíamos a importância do jogo contra o Aveiro, e depois da única derrota que sofremos nesta fase por 3-1 em casa, teria que ser o tudo ou nada. Estávamos com os mesmos pontos, sets ganhos e sets perdidos, era como se soubéssemos que quem ganhasse aquele jogo estaria automaticamente qualificado para a final 4.Depois de 250 Km, estávamos motivadas, queríamos tanto como adversário, mas apenas um podia ganhar! Estávamos lá para discutir ponto a ponto.

 Como explica o mau 1º set? Naquele 4º set faltou experiência?

GS- Entrámos muito apáticas, o serviço do CVA condicionou bastante a nossa recepção, o primeiro set foi como se estivéssemos a ver o que ia acontecer, com medo de jogar aquilo que realmente sabemos jogar. A partir do segundo set, tivemos CC, apesar da distância de 5/6 pontos em que ficávamos atras em momentos cruciais conseguimos passar para a frente, e não foi deslize do adversário, foi mérito nosso! No quarto set, faltou muita experiência, faltou concentração, faltou querermos mais que o CVA. Com a vantagem que tínhamos ficamos à espera que o adversário falhasse e não que fossemos nos a conquistar o set. Foram 5 sets, duros 5 sets, fisicamente e psicologicamente. Perdemos a negra, nunca tínhamos perdido uma negra! Apesar da derrota, fica o sabor amargo de que apenas um deslize do CVA mudaria o rumo dos nossos pontos.

Qual a reacção da equipa? Como se sai de um resultado tão dramático numa “final antecipada” e se tem forças anímicas para preparar o próximo jogo?

GS- Estaria a mentir se disse-se que saímos bem! O grupo estava em baixo, por muito que quiséssemos acreditar que mais cedo ou mais tarde o CVA deslizaria, as contas agora estavam muito complicadas, mas ainda assim, o objectivo era ganhar os próximos jogos pela margem máxima e esperar que um “milagre” acontece-se. As forças vão se arranjar onde menos esperamos! Quando achávamos que era o fim do mundo, estávamos lá para mais uma semana a treinar, treinar e treinar. Desistirmos NUNCA!

O que achou da resposta da equipa contra o GCP?

GS- A resposta no GCP foi boa! Apresentamo-nos certinhas, com muito respeito pelo adversário e com a noção de que se poderíamos ganhar por 3-0 não o iriamos fazer por 3-1 ou 3-2. Neste momento tudo conta, e foi com esse espirito que alcançamos o 3-0.

Neste momento faltam 2 jogos e o CC tem de ganhar os seus e esperar uma escorregadela do CVA…. Acha possível? A equipa trabalha com que espirito/objectivo actualmente?

GS- A equipa trabalha com o objectivo de ganhar todos os jogos. Neste momento mais nenhuma equipa me interessa que não seja a nossa. Não vamos baixar os braços e o objectivo é ganhar os dois jogos que faltam, depois de fazermos o nosso trabalho, aí sim é ver as contas dos adversários.

Num campo mais individual a Gilda tem sido a capitã em campo e é a jogadora mais experiente do grupo… Como tem sido a sua época até aqui? Como antevê o jogo com o Sesimbra sábado?

GS- Bem, agora é a parte que vem o sentimento ao de cima. As pessoas que já trabalharam comigo sabem o quanto eu visto a camisola de um clube, de uma equipa e de uma família. É verdade que tenho alguns anos de voleibol, que no ano passado me sagrei campeã nacional da 2ª divisão por outra equipa, mas também é verdade que nunca tive num grupo tão mais novo como no CC. No desporto como na vida, há situações em que ganhamos “calo” quando passamos por elas, e faz parte ganhar e faz parte perder, e faz parte ensinar e faz parte aprender. Cheguei a meio da época, apenas para treinar pois a minha vida profissional não dava para conciliar com uma primeira divisão. Tive que jogar, por mim, pelo grupo que me recebeu de braços abertos, e que apesar das diferenças de idades percebi que poderia aprender muito mais com elas, que elas comigo. Sei o quanto é importante a minha experiência, dentro como fora de campo, a forma como sou tratada por algumas como a “mamãe da equipa” é espelho de que estou lá para ajudar e isso é muito gratificante. O facto de ter sido capitã (devido à lesão da nossa Sara), não muda em nada aquilo que sou. Não é um assinar de boletim ou um risco na camisola que muda o que temos que dizer ou fazer! Estou com o CC, para aquilo que o CC precisar, assim como sei que o CC estará comigo sempre. Que venham mais anos, assim a vida o deixe, não sabemos o dia de amanhã, mas certamente que há muita coisa que só faz sentido com este grupo que é gigante!

Aos treinadores, só posso agradecer pela confiança em mim e no meu trabalho.

O jogo contra o Sesimbra será um jogo mais difícil que o do fds passado, mas que nem por isso deixaremos de enfrentar como temos enfrentado todos até agora. Estamos lá para jogar e se depender de nós, para o vencer também.

 

Luís Filipe Fernandes
Luís Filipe Fernandes
Natural de Lisboa, 29 anos, o Luís jogou voleibol dos 8 anos aos 20 e começou a dar treino aos 17, passando pelos vários escalões de formação e séniores. É treinador nível III da Federação Portuguesa Voleibol e Campeão Nacional (A2) com a equipa sénior feminina do Clube Voleibol Oeiras 2008/09, Vencedor da Taça Nacional 2014/15 pelo FCA (séniores Femininos) e Campeão Regional Séniores Femininos pelo Carnide Clube 2015/16. Atualmente, é treinador da equipa sénior feminina do Carnide Clube.                                                                                                                                                 O Luís não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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