Camisa azul-bebé e calça “fina”

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cab Volei

Não. Não é o meu outfit de eleição para Sábado à noite, nem é (que eu saiba) uma combinação recente da ModaLisboa. Este é o “padrão” habitual da vestimenta dos árbitros portugueses de voleibol – e é deles que estou aqui para falar um pouco.

Árbitros portugueses no final de um jogo (visível o uniforme nacional do árbitro de voleibol) http://desportomariense.blogspot.pt/
Árbitros portugueses no final de um jogo (visível o uniforme nacional do árbitro de voleibol)
Fonte: desportomariense.blogspot.pt

Olhando para uma perspetiva geral das modalidades mais praticadas no país, talvez a ideia que há do árbitro de voleibol é a de que este é que está muito bem, ali na plataforma fixa (“escadote”) ou a percorrer escassos centímetros na posição de segundo árbitro – e isto pode parecer muito fácil (vá, não há relvados para percorrer, nem há a necessidade de ter aquelas pernas que sobressaem com a massa muscular, prontas a correr até ao jogador que mereceu o cartão). De facto, o árbitro de voleibol tem, a nível físico, as posições mais estáticas do panorama desportivo, mas, a nível mental, o jogo é equivalente a muitas “correrias”!

Um jogo oficial, se contiver a equipa de arbitragem toda, terá 4 juízes de linha, um árbitro principal, um segundo árbitro e ainda o marcador, que não deixa de ter relevância e necessita de atenção redobrada, por vezes.

O árbitro de voleibol – e estando na perspetiva de primeiro árbitro, ou daquele que está no “escadote” -, é aquele que, em qualquer decisão que tome, em 90% dos casos em que o apito soa no pavilhão isso implica um ponto para uma das equipas. Requer uma capacidade de concentração muito grande, uma preparação psicológica de algum rigor e mesmo uma série de treinos que se fazem para um melhor desempenho. Arrisco-me a dizer que os árbitros de voleibol no país são provavelmente os mais bem acolhidos perante as suas respetivas associações. Por experiência, sei que as comissões de arbitragem se preocupam em dar todas as condições para que o árbitro vá bem preparado para os jogos/competições, para que haja uma alimentação cuidada, ou uma estadia confortável (quando implica deslocações).

Sim, os árbitros de voleibol realmente têm de cumprir um código regular da forma como se vestem, “o que até os torna mais bonitos”, digamos assim. Mas o que realmente se quer que seja “bonito” é o jogo e a sua organização que, claro, passa pelo árbitro em primeiro lugar. É trazer multidões aos pavilhões, é manter a bola no ar, sempre com um certo nível desportivo, ético e linear no decorrer dos sets – e isto é uma preocupação constante e que procura dar aquele destaque que parece surreal ainda para a modalidade.

Portugal tem anualmente formação de árbitros dentro das categorias de estagiários, regionais e nacionais. Além dos árbitros formados nestas categorias, Portugal tem uma série de árbitros da categoria internacional que fazem parte da Federação Internacional e que destaco por último, mas não de forma menos importante, neste artigo.

São estas competições a nível internacional e árbitros portugueses que estarão em ação nas competições europeias:

Avelino Azevedo – RC Cannes (França) x Eczacibasi Istanbul (Turquia), no dia 5 de Dezembro, na Poule D da Liga dos Campeões – femininos.
Piacenza (Itália) x Dínamo de Moscovo (Rússia), no dia 17 de Dezembro, na Poule B da Liga dos Campeões – femininos.

Hélio Ormonde – Paris Volley (França) x Budvanska Budva (Montenegro), no dia 7 de Novembro, na Poule C da Liga dos Campeões – masculinos.
Lube Banca Macerata (Itália) x SK Posojilnica Aich/Dob (Áustria), no dia 10 de Dezembro, na Poule E da Liga dos Campeões – masculinos.

Lídio Ferreira – Rocheville Le Cannet (França) x Derrotado do Bursa (Turquia) x Fenerbahce Istanbul (Turquia), em data a definir, nos 16 avos-de-final da Challenge Cup – femininos.

Nuno Teixeira – Dauphines Charleroi (Bélgica) x Besiktas Istanbul (Turquia), no dia 20 de Novembro, na Fase de Qualificação da Challenge Cup – femininos.
Chaumont VB (França) x Chev Diekirch (Luxemburgo), no dia 27 de Novembro, na Fase de Qualificação da Challenge Cup – masculinos.

Raquel Portela – Vencedor do Sagres Neuchatel (Suíça) x Apeldoorn Holanda x Derrotado do Vilsbiburg (Alemanha) x Jedinstvo (Bósnia-Herzgovina), em data a definir, nos 16 avos-de-final da Challlenge Cup – femininos.

Ricardo Ferreira – Vencedor do TV Ingersol Buhl (Alemanha) x Landstade Zwolle (Holanda) x Vencedor do Nantes Rezé (França) x Bre Banca Cuneo (Itália), em data a definir, nos oitavos-de-final da Taça CEV – masculinos.

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