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O fenómeno Miguel Maia

Clara Maria Oliveira · 2 min

O fenómeno Miguel Maia
Fotografia: Sporting Clube de Portugal

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Aos 49 anos, Miguel Maia continua a surpreender. Depois de renovar com o Sporting CP, por mais um ano, o jogador de voleibol assume-se ainda mais como uma lenda do desporto nacional.

O percurso do distribuidor começou em 1987, quando se estreou como profissional no Académica de Espinho. Nas três primeiras temporadas como sénior, o atleta ajudou o clube a subir à I Divisão e, inclusivamente, conquistou a prova na época de 1989/1990. De seguida, surgiu a oportunidade de representar o principal clube da cidade, o Sporting de Espinho.

A estadia no distrito de Aveiro, no entanto, seria muito curta. Em 1991, Miguel Maia rumou à capital para representar o Sporting CP. Nos leões, o espinhense consolidou-se como um dos melhores jogadores a nível nacional mas, quatro anos depois, voltou a casa e não resistiu ao convite do SC Espinho.

Foi, durante a segunda estadia no clube da sua cidade, que o voleibolista começou a fugir dos pavilhões para a areia. Em 1994, um par de anos antes antes dos Jogos Olímpicos de Atlanta, Miguel Maia e João Brenha formaram uma dupla que fez sonhar os portugueses. Na competição olímpica na cidade americana, os dois conseguiram um honroso quarto lugar.

Além dos Jogos Olímpicos de 1996, os dois atletas ainda participaram na prova em Sydney, onde também terminaram em quarto lugar, e em Atenas. Na Grécia, ambos não foram além de um nono lugar. O final dos anos 90 e início do novo século foram, provavelmente, o pico da carreira do voleibolista.

Além do SC Espinho e o Sporting CP, o atual número oito leonino ainda representou o Esmoriz GC e o Reima Crema de Itália, na única experiência fora de Portugal. A verdade é que é difícil resumir a carreira de um jogador com tanta experiência e tantos títulos em tão poucas palavras.

Concluindo, perto dos 50 anos, Miguel Maia conta com 16 campeonatos nacionais, 9 taças de Portugal, 6 supertaças e muitos mais títulos e nível individual. Foi um artigo de opinião cheio de números, porque dizem muito da qualidade do atleta, que ainda tem algo a dizer no final da carreira.

Foto de capa: Sporting Clube de Portugal

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Clara Maria Oliveira

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