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Sporting volta ao topo do Voleibol 24 anos depois

Diogo Reganha · 4 min

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Depois de 22 anos de ausência da modalidade (a última época com participação do Sporting CP foi em 1994/1995), o Sporting voltou este ano à modalidade. Um forte investimento a todos os níveis construíram uma equipa muito competitiva que, desde cedo, se apresentou como sério candidato a tornar-se campeão nacional e assim contrariar o domínio encarnado das últimas épocas.

Se dúvidas existiam sobre a verdadeira capacidade do Sporting se intrometer na luta pelo título, a fase regular veio eliminá-las. Os leões terminaram a prova em primeiro lugar, com 66 pontos conquistados, fruto de 23 vitórias em 24 jogos, deixando o Benfica em segundo lugar, com 63 pontos conquistados.

Chegados ao Play-Off, os leões foram imperiais frente ao Castêlo da Maia, vencendo a eliminatória por 3-0 (tal como o Benfica fez com o Sporting de Espinho).

Na final, previa-se muito equilíbrio entre aquelas que são, sem margem para dúvidas, as duas melhores equipas do voleibol português, na atualidade.

O decorrer dos acontecimentos comprovou isso mesmo e houve dúvida sobre o vencedor do campeonato até ao último ponto conquistado, esta tarde, no Pavilhão João Rocha.

O Benfica venceu o primeiro encontro desta final (3-0 no Pavilhão da Luz), o Sporting virou o resultado com uma dupla vitória no Pavilhão João Rocha (3-0 e 3-2) e o Benfica voltou a empatar as contas no quarto jogo (3-1). O jogo decisivo ficou marcado para a tarde desta terça-feira e, mais uma vez, ninguém deu como mal empregue o tempo gasto a assistir ao encontro. Voleibol de qualidade, com incerteza do vencedor até ao último segundo.

O Sporting arrancou melhor nesta final e venceu o primeiro set por 25-19, mas acabaram por ser os encarnados a vencer os dois seguintes (19-25 e 22-25), colocando-se na frente, apenas a um set de poderem revalidar o título de campeão nacional.

Os leões conseguiram responder, igualando o jogo a dois, após vencerem o quarto set por 25-17. A decisão do campeonato ia assim para a negra, disputada até aos 15 pontos (ou diferença de dois após um possível 14-14) e não podia ter sido mais emocionante.

O Sporting parecia estar no comando deste último set, tendo estado a vencer por 8-5, mas o Benfica conseguiu responder e colocou-se muito próximo de revalidar o título de campeão nacional. Os encarnados venciam por 14-13 e bastava um ponto para vencerem o encontro e o campeonato, mas surgiu Dennis a salvar o match point e igualar a partida a 14.

Depois, num momento de pressão máxima, com alguma sorte à mistura, um serviço de Muagututia embate na rede e acaba por cair para o lado encarnado, colocando o Sporting a vencer por 15-14. Naquele que viria a ser o último ponto da época, voltou a ser Dennis a ser decisivo e a conquistar um ponto que deu o título ao Sporting.

Dennis acabou por ser um dos jogadores mais decisivos nos últimos pontos
Fonte: Bola na Rede

Curiosamente, o Benfica acaba esta final com mais sets vencidos do que o Sporting (os encarnado venceram 10 e o Sporting venceu 9). A jogar em casa o Benfica foi imperial, com uma dupla vitória por 3-0, e a jogar fora conseguiu obrigar o Sporting a jogar a negra em duas ocasiões. No entanto, acaba por ser o Sporting a tornar-se campeão nacional, muito devido à maior capacidade demonstrada de vencer pontos nos momentos decisivos, e também por ter beneficiado em alguns momentos da habitualmente apelidada “estrelinha de campeão”. O serviço de Muagututia que dá o 15-14 aos leões na negra deste último encontro é um claro exemplo disso.

Fecham-se assim as cortinas da época 2017/2018 no voleibol português, com um vencedor diferente para cada uma das provas oficiais do calendário da modalidade:

Campeonato Nacional: Sporting Clube de Portugal

Taça de Portugal: Sport Lisboa e Benfica

Supertaça: Sporting de Espinho

A FIGURA:

Fonte: Bola na Rede

Voleibol português – Dado o equilíbrio vivido neste jogo e em toda esta final, seria injusto destacar um jogador ou treinador, quer como Figura, quer como Fora de Jogo. É de destacar, isso sim, a melhoria clara que o regresso do Sporting trouxe à modalidade. Esta final, e principalmente este último jogo, demonstram isso mesmo. Pavilhões cheios, incerteza do vencedor até ao último ponto, destaque na comunicação social e muito voleibol de qualidade. Algo que não se via há muito tempo no voleibol português.

O FORA DE JOGO:

Caso da Moeda – Corria o último set do encontro, o Sporting vencia por 8-5, e o jogador do Benfica Tiago Violas é atingido por uma moeda lançada da bancada, tendo o atleta encarnado de ser assistido e o encontro interrompido por vários minutos. Num momento de tensão máxima do jogo (e do campeonato), era claramente desnecessário este acréscimo de nervosismo que acabou por ocorrer dentro e fora do campo. Se é de tirar o chapéu aos adeptos de ambas as equipas que nesta final compareceram em massa no apoio às suas equipas, a realidade é que continuam a ser recorrentes estes casos de excesso de rivalidade no desporto português.

Artigo revisto por: Rita Asseiceiro

Diogo Reganha

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