Belenenses 0–0 Académica : Que jogo miserável!

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Belenenses e Académica empataram a zero no Estádio do Restelo, em partida que abriu a jornada 15 da Primeira Liga. No primeiro jogo de 2015, as duas equipas anularam-se com exibições muito cinzentas, que levaram a que este fosse um dos piores espetáculos deste campeonato.

Num encontro recheado de faltas (21 dos “azuis” e 20 dos “estudantes”), apenas houve quatro boas ocasiões de golo. A Académica esteve perto de mexer o marcador por Schumacher, na primeira parte, e Edgar Salli, na segunda, mas em ambas as chances Matt Jones esteve bem e negou o golo aos forasteiros. Para a equipa comandada por Lito Vidigal, foram Miguel Rosa e Tiago Caeiro, ambos nos últimos 10 minutos da partida, a testar os atributos do guarda redes Lee, dono da baliza academista, dada a ausência, por opção técnica, do habitual titular Cristiano.

Foi um jogo de futebol muito pobre, com muitas faltas e consequentemente demasiadas paragens de jogo, com falta de qualidade dos intervenientes para mudar o rumo dos acontecimentos. Em termos de remates, os “estudantes” fizeram o triplo dos homens da casa: 12 contra quatro. Do lado da Académica, penso que esta exibição não é surpreendente. A equipa de Coimbra tem apresentado um futebol paupérrimo ao longo de toda a temporada, sendo uma das equipas menos entusiasmantes do campeonato. Tem um meio campo de muito combate e pouca criatividade, e a sua frente de ataque não causa perigo na maior parte das defesas. A equipa de Paulo Sérgio alcançou o terceiro jogo sem perder, mas continua na 16ª posição da tabela, empatada com o Vitória de Setúbal e apenas com mais pontos que o Gil Vicente.

Dito isto, creio que o principal culpado deste mau jogo é o Belenenses. Da equipa de Coimbra não se esperava muito mais do que jogar em contenção e tentar pontuar em Belém. Já a equipa de Lito Vidigal, que está em sexto lugar no campeonato e estava a jogar em casa, tinha obrigação de fazer mais e melhor neste jogo. Deyverson foi absolutamente inoperante, Miguel Rosa esteve desinspirado, Fábio Sturgeon e Fábio Nunes foram muito esforçados mas não tiveram uma equipa que os ajudasse a alvejar a baliza adversária. Foi o terceiro nulo seguido do Belenenses, incluindo o jogo da Taça da Liga, e o quinto encontro consecutivo sem marcar em jogos do campeonato. O golo de Tiago Silva, de grande penalidade, frente ao Moreirense, no dia 9 de novembro, foi o último do Belenenses na Liga. Fazendo contas, a equipa do Restelo vai estar, no mínimo, dois meses sem apontar um golo nesta competição, dado que o próximo desafio será no próximo dia 10, no Dragão.

Depois deste jogo desesperante para quem assistiu, resta esperar para ver as próximas exibições, com o intuito de aferir se o Belenenses consegue melhorar a sua qualidade exibicional e se a Académica consegue finalmente mostrar algum futebol que justifique a manutenção na principal divisão do futebol nacional. Na próxima jornada, os academistas recebem o Paços de Ferreira, enquanto os “azuis”, como já referi, visitam o FC Porto. Pelo meio, os homens comandados por Lito Vidigal deslocam-se a Braga na próxima quarta feira, em jogo a contar para os quartos de final da Taça de Portugal.

A Figura

Fábio Sturgeon – Foi o menos mau dos 28 jogadores que passaram pelo relvado do Restelo. Com muita entrega, como é sua característica, tentou mexer com o jogo e aproveitar quando Deyverson ou os extremos conseguiam abrir espaços. Contudo, na hora da finalização ou do último passe, esteve como os outros jogadores: desinspirado.

O Fora de Jogo

Número de faltas – Mais de 40 faltas numa péssima partida de futebol. Muitas paragens de jogo e algumas quezílias que não permitiram que houvesse um bom ritmo de jogo.

Foto de capa: Facebook da Académica de Coimbra

Diogo Janeiro Oliveira
Diogo Janeiro Oliveira
Apaixonado por futebol, antes dos livros da escola primária já lia jornais desportivos. Seja nas tardes intermináveis a jogar, nas horas passadas no FIFA ou a ver jogos, o futebol está sempre presente. Snooker, futsal e andebol são outras paixões. Em Portugal torce pelo Sporting; lá fora é o Barcelona que lhe enche as medidas. Também sonha ver o Farense de volta à primeira…                                                                                                                                                 O Diogo escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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