Belenenses 1–3 Rio Ave: Está (re)animada a luta pela Europa

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O Belenenses que se viu hoje, no Restelo, não foi, certamente, aquele que se tem visto ao longo da época. A exibição fraquíssima perante um Rio Ave bastante sólido, quer no processo defensivo como nos movimentos ofensivos, ficou bastante longe daquelas que colocaram a equipa lisboeta numa posição capaz de lutar por um lugar na Europa.

A entrada do Rio Ave no encontro foi absolutamente implacável. Aos quatro minutos de jogo, e sem pedir licença, Diego Lopes foi percorrendo a área até achar um espaço por onde rematar. Quando o fez, o remate saiu em arco e só parou quando achou o fundo das redes.

O Belenenses, no entanto, foi conseguindo manter posse da bola. No entanto, esta não se traduziu em perigo evidente para a baliza de Ederson, que, com excepção de um cabeceamento por parte de João Afonso, foi quase sempre espectador.  O Rio Ave tinha a sua estratégia bem traçada: não pressionar, esperar que o Belenenses caísse em erro e, quando assim fosse, sair em transição rápida. Acabou por aproveitar bem a ausência de João Meira no onze e a colocação de Sturgeon a ala direito, uma escolha de Jorge Simão que se mostrou bastante infeliz: Tiago Pinto passou por meio mundo e colocou a bola por baixo das pernas de Ventura e dentro da baliza. Demasiado fácil para os Vila-Condenses.

Diego Lopes marcou um grande golo no Estádio do Restelo Fonte: Rio Ave FC
Diego Lopes marcou um grande golo no Estádio do Restelo
Fonte: Rio Ave FC

À entrada para a segunda parte, e com duas alterações feitas – Dálcio e Pelé saíram para dar lugar a Fábio Nunes e a Tiago Caeiro – o Belenenses entrou melhor, desta feita com Sturgeon a jogar a extremo direito ao invés de ala. A diferença notou-se: Rui Fonte criou perigo a Ederson com um remate de primeira após cruzamento do luso-britânico.
Apesar do crescimento do Belenenses no jogo, o Rio Ave não acusou a pressão, e, aos 52 minutos de jogo, fez o golo através dos pés de Del Valle, que, após cruzamento de Ukra, teve tempo para receber, driblar dois jogadores, e finalizar. O jogo estava por esta altura arrumado.

Nos momentos que se seguiram pouco mais se passou no encontro que mereça destaque, para além da bola à trave da baliza do Rio Ave, que teve mais de demérito dos Vila-Condenses do que de mérito dos Azuis do Restelo. Um central fez uma autêntica “rosca” e levou a que a bola acabasse a saltitar na barra, só para ser agarrada por Ederson. Posteriormente, é de fazer destaque ainda para a lesão do capitão Vila-Condense, Vilas Boas, que deu lugar a Nélson Monte.

Foi aos 87 minutos que o Belenenses fez o seu único golo da partida. O Rio Ave estava claramente com o jogo ganho e, por isso, em gestão do jogo. Após lançamento lateral, Tiago Caeiro desviou de cabeça para o segundo poste, onde estava Rui Fonte pronto a finalizar de cabeça. Um 3-1 sem quaisquer esperanças de empate.

Com esta vitória o Rio Ave termina uma série de seis jogos sem vencer e ganha novo fôlego na corrida aos lugares europeus. Recorde-se que, ou com o Sporting a conseguir um lugar na Liga dos Campeões e uma vitória na final da Taça de Portugal, ou com o Braga a vencer a Taça e a manter o 4.º lugar na Liga, existe ainda lugar para o 6.º classificado ter a possibilidade de marcar presença na Liga Europa.

A lutar por esse lugar estão Paços de Ferreira, que conseguiu empatar com o Braga, e os adversários de hoje, Belenenses e Rio Ave. Na próxima jornada os Azuis vão mesmo à Mata-Real, naquele que promete ser um jogo decisivo nesta luta pela Europa. Se o topo da Liga não parece susceptível a surpresas, as lutas de meio da tabela podem certamente dar-nos algumas.

Gonçalo Caseiro
Gonçalo Caseirohttp://www.bolanarede.pt
Entusiasta de MMA e futebol, o Gonçalo apoia fervorosamente o Benfica e a ideia de que desportos de combate não são apenas socos e pontapés.                                                                                                                                                 O Gonçalo não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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