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34.º, o bicampeonato que Jesus fez

Francisco Vaz de Miranda · 2 min

34.º, o bicampeonato que Jesus fez

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Disse Jorge Jesus que este título de campeão que hoje traz alegria ao país é o mais importante do seu legado no banco do Sport Lisboa e Benfica. Não gostando eu de atribuir etiquetas de importância X ou Y aos troféus que Cosme Damião recebe (podem vir a ser 6 dos últimos 8 disputados a nível nacional…), vejo-me, hoje, obrigado a render-me ao que Jesus disse. A celebração de um bicampeonato 31 (!) anos depois é um cabal passo para que o Benfica recupere aquilo que lhe é intrínseco: a hegemonia do futebol português.

Após a autêntica razia no plantel e quando víamos Eliseu e Derley chegarem para um lado e Brahimi, Tello, ou Óliver para outro, quantos diriam que o Marquês se inundaria de vermelho como se verá daqui a momentos? Se o soberbo triplete da passada temporada muito se deveu a Luís Filipe Vieira por ter sido o único a acreditar em Jesus depois de o mundo benfiquista ter ruído em 15 dias em Maio de 2013, o bicampeonato que hoje celebramos devemo-lo, em primeira instância, ao treinador. Sim, o Benfica ficou fora das competições europeias em Dezembro. Sim, o Benfica foi eliminado precocemente da Taça de Portugal. No entanto, apesar destas saídas de estrada, Jorge Jesus conseguiu com que o plantel mantivesse o foco naquilo que era o mais importante. Face ao plantel de que o Benfica dispõe actualmente, cedo se percebeu que seria impossível geri-lo de forma a garantir sucesso em todas as provas.

Segredando-o ao círculo próximo de amigos e confidentes benfiquistas, tive, em Dezembro, praticamente a certeza de que o bicampeonato nos chegaria às mãos. A vitória sem espinhas no Dragão foi a clara demonstração da superioridade do Benfica como equipa mais consistente e regular e um enorme rombo no Porto, que realizou um dos maiores investimentos da história do futebol nacional. Sabendo-se da evolução que as equipas de Jesus têm na segunda volta do campeonato, a vantagem de 6 pontos que aí fora conquistada revelar-se-ia fulcral, assim o Benfica mantivesse a vantagem no confronto directo com o rival. Como aconteceu.

Jonas trouxe o toque de classe que empurrou o Benfica para o 34.º Fonte: Facebook do Sport LIsboa e Benfica
Jonas trouxe o toque de classe que empurrou o Benfica para o 34.º
Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica

Sem que a qualidade de jogo tenha atingido os níveis de épocas passadas, Jorge Jesus começou a construir este Benfica de trás para a frente. Fazendo da Luz uma autêntica fortaleza e da segurança defensiva (veja-se, por exemplo, a evolução de Jardel e a altíssima qualidade da época do brasileiro) o esteio de uma equipa que depois se podia soltar e entregar aos génios de Jonas – o melhor jogador do Campeonato -, Gaitán e Salvio e ao suor de Lima a magia lá na frente. Tudo isto sem esquecer a confiança que Júlio César trouxe às redes, a melhor época de Maxi de vermelho ao peito – RENOVAR PARA ONTEM!  -, um Luisão como já nos habituou, um Samaris que parecia um corpo estranho e agora é dono e senhor do meio-campo e um Pizzi que, sem ser Enzo, muito fez para tentar fazer esquecer o argentino.

Resta agora festejar, esperar que Jesus renove e começar a sonhar com o tri. O Povo está feliz.

Francisco Vaz de Miranda

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