Última horaTorreense ‘Til I Die On The Beach
Publicidade

A nova turma de Rui Vitória

Pedro Afonso Estorninho · 3 min

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

sl benfica cabeçalho 1Depois do desaire na Luz frente ao Manchester United de Mourinho, deu-se o regresso às vitórias das águias na Primeira Liga. O Benfica foi à Vila das Aves vencer por 1-3, depois da derrota por 0-1 frente aos red devils na Liga dos Campeões e da vitória para a Taça de Portugal, em Olhão, frente ao Olhanense. Estes foram os três jogos dos encarnados após a paragem das competições que prometia trazer um novo Benfica para o campo. Rui Vitória admitiu que tinha dado grande utilidade ao tempo de paragem para limar as arestas pontiagudas que faziam o Benfica suar mais do que o necessário para vencer um jogo, e raramente com uma exibição a fazer jus ao clube em questão.

Ora, quanto aos termos exibicionais, ainda há margem para progressão, embora esteja melhor e já não se veja o tipo de jogo tão sôfrego que os jogadores de águia ao peito apresentavam nas partidas. No entanto, algo que se tem vindo a notar é a presença de Miles Svilar, Rúben Dias e Diogo Gonçalves em campo, quer seja no onze, quer seja a entrar cedo no jogo.

Svilar, a aproveitar a crise na baliza encarnada, saltou do banco para a titularidade em Olhão e, desde então, de lá não saiu. Mesmo depois do erro crasso frente ao United que deu a vitória aos ingleses, o jovem de 18 anos mereceu o contínuo apoio de todo o plantel, equipa técnica e até dos ingleses que vieram vencer ao Estádio da Luz, incluindo elogios de José Mourinho, ilibando-o do erro ao dizer que o cometeu por não ter medo de usar o espaço, tornando-o num fenómeno.

Quanto a Rúben Dias, a saída de Lindelöf trouxe uma indecisão na defesa benfiquista. Com Luisão, Jardel, Lisandro López e agora Rúben Dias para ocupar dois lugares no centro da defesa, muitas foram as combinações que Vitória tentou encaixar. Após a paragem, está visto que o jovem português está a agarrar cada vez mais o lugar ao lado do capitão Luisão. Mostra-se atento, rápido e taticamente bem posicionado com o quarteto defensivo. É forte e a cada jogo nota-se um crescimento e amadurecimento de Rúben Dias.

Diogo Gonçalves foi a surpresa no onze frente ao Manchester United, estreando-se na Liga dos Campeões Fonte: SL Benfica
Diogo Gonçalves foi a surpresa no onze frente ao Manchester United, estreando-se na Liga dos Campeões
Fonte: SL Benfica

Por fim, a maior surpresa no embate contra os encarnados de Manchester, foi a titularidade de Diogo Gonçalves. O português de 20 anos entrava aos poucos em algumas partidas e foi introduzido na pré época com alguma regularidade. Em Olhão, entrou aos 59 e notou-se que mudou o ritmo da equipa. Um extremo com margem de progressão, confiante para arrancar no jogo e muito rápido. Mais um jovem que Rui Vitória parece estar convencido que vai fazer parte do onze base deste Benfica em reconstrução. Frente ao United jogou 69 minutos e na Vila das Aves fez os 90 minutos.

O que fica então desta ponderação é que se volta a ver uma aposta nos jovens. Um guarda redes de 18 anos e um central e um ala de 20 fazem parte do plano que o treinador do Benfica tem para os encarnados esta época. Note-se que já vamos a 25 de Outubro e parece só agora terem saído da pré época. A esta altura não seria tempo para uma reestruturação do onze, mas sim um reforço no que de mais fraco se tem visto no onze base da equipa. Agora, Rui Vitória tem a difícil tarefa de encontrar um onze inicial que vá vencendo jogos enquanto, ao mesmo tempo, previne que mais percalços aconteçam, pois já vai com cinco pontos de atraso para o líder do campeonato.

Está visto que a juventude é do gosto do treinador das águias e que vai ser essa a estratégia que vai usar. Conciliar os veteranos Jonas, Luisão, Fejsa, Pizzi e mesmo Salvio com a juventude de Svilar, Rúben Dias e Diogo Gonçalves, preenchendo as restantes vagas com jogadores mais rodados e experientes que ofereçam algumas garantias como Filipe Augusto, Grimaldo, Seferovic, Raul, Douglas e André Almeida.

Resta saber se Krovinovic se vai chegar à frente, sendo ele também um jovem, para começar a ganhar espaço nesta visão que Vitória tem para o clube. Aos poucos tem jogado e sempre foi certo e decidido nos lances, mostrando qualidade e levantando sobrancelhas, deixando que pensar quanto às suas exibições.

Agora o Benfica enfrenta o Feirense na próxima jornada da Liga NOS, no Estádio da Luz e, pelos adeptos, espera-se uma vitória assertiva e sólida no seu reduto antes de visitar Manchester na 4ª. Jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões.

Foto de Capa: SL Benfica

Pedro Afonso Estorninho

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Torreense ‘Til I Die On The Beach

O Sunderland é uma das equipas mais românticas desta edição da Europa League. Não pelo futebol, mais próximo da ideia genérica do futebol inglês e britânico e pouco dado a estéticas e modernidades, mas pela história de um clube tradicional que, aos olhos de todo o mundo, desceu à 3.ª Divisão, fez o caminho das trevas e, à primeira, garantiu o acesso às competições europeias. Nesta caminhada, a série «Sunderland ‘Til I Die» ajudou o clube do Nordeste de Inglaterra a tornar-se mais global, solidarizando e sensibilizando adeptos de todo o mundo. No que toca a ter as ruas do seu lado, há poucos clubes mais bem posicionados do que o Sunderland. Um deles, ainda assim, é o Torreense. Por mais que seja interessante olhar para lá do óbvio, não nos podemos esquecer, em qualquer análise, que a competição para o emblema de Torres Vedras é altamente desigual. Enquanto se debela com um arranque de época delicado na Segunda Liga, o Torreense vai usando a Europa League como uma diversão cada vez mais competitiva, como uma montra de luxo para se publicitar enquanto clube e como uma recompensa merecida a um feito extraordinário. Este carinho natural para com o outsider roubou algum do protagonismo à primeira deslocação europeia do Sunderland em 53 anos. E, mais do que os dados lançados antes do jogo, o rumo dos 90 minutos ajuda a ganhar um sentimento de identificação com o Torreense.

Diogo Ribeiro · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.