Arouca 0–2 Benfica: Nas asas de Gaitán para o título

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Na recta da meta para a conquista do título, o Benfica subiu ao Municipal de Aveiro pintado de vermelho sem Luisão e Fejsa no onze inicial. Fejsa regressara de lesão frente ao AZ na passada quinta-feira e foi novamente substituído por André Almeida e Luisão é o jogador com mais minutos nas pernas e Jorge Jesus terá optado por poupar o capitão, dando lugar a Jardel.

Sem se deixar levar pela euforia que paira à volta da equipa, o Benfica está a uma vitória de se tornar campeão. Os fantasmas do passado estão completamente mortos e sem grande pompa e circunstância – que valeram a amargura do passado -, o caminho para o título está quase completo. O Benfica iniciou a partida em ritmo baixo e trocando a bola em redor da super-defensiva, mas bem organizada, defesa do Arouca. Nada que surpreendesse ou fosse suficiente para deixar a equipa instável. Na primeira meia-hora, apenas fica para o registo um bom remate de Rodrigo para defesa atenta de Cássio (melhor jogador da equipa da casa), logo aos 5 minutos. Apenas nos últimos 15 minutos do primeiro tempo a equipa de Jorge Jesus colocou o pé no acelerador. E foi suficiente. Não sem antes Lima atirar para excelente defesa de Cássio e Maxi Pereira tirar, em cima da linha, uma bola com selo de golo de Bruno Amaro após um erro de Oblak. No último lance da primeira parte, eis o golo que acalmava os mais impacientes benfiquistas: cruzamento tenso do lado direito de Lima, Cássio fica mal na fotografia, à qual se junta Balliu, e Rodrigo, oportunista, finaliza para a baliza deserta. 11º golo do espanhol no campeonato, dedicatória merecida para Sílvio.

União do plantel numa mensagem de força para Sílvio Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica
União do plantel numa mensagem de força para Sílvio
Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica

No segundo tempo, e ao contrário do que se poderia imaginar pelo passado mais recente, o Benfica não geriu a vantagem mas procurou aumentá-la. Aos 55 minutos, após slalom com marca registada de Markovic, a classe de Nico Gaitán fez o resto, com um chapéu perfeito à saída do guardião do Arouca. Com o resultado controlado, foi tempo para Jesus pensar na Taça e fazer descansar Rodrigo, que deu lugar a Salvio. Substituição que se arrastou por largos minutos graças à nota negativa da tarde. Oblak chocou violentamente com Roberto e teve de ser substituído por Artur. Mais oportunidades de golo surgiriam mas Cássio negava sempre com qualidade os intentos encarnados. Para lá das variadas oportunidades de golo criadas, de destacar o bom jogo no plano defensivo por parte do Benfica. O primeiro remate do Arouca na segunda parte surgiu de bola parada, aos 85 minutos. A reacção imediata à perda da posse de bola trouxe coesão e segurança como nunca se vira na era de Jorge Jesus. Para bem da equipa, para bem dos adeptos.

Sem muito espalhafato, podemos começar a pensar na festa. Festa que será justa e merecida, de um líder incontestável. Décima vitória seguida no campeonato, o melhor ataque com 54 golos marcados e a melhor defesa com 15 sofridos. Não são “números para inglês ver”, mas que comprovam o mérito e a justiça de quem vai acabar na frente.

A alegria do golo do melhor jogador do campeonato 2013/14 Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica
A alegria do golo do melhor jogador do campeonato 2013/14
Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica

A Figura
Nico Gaitán – Expoente máximo do Benfica 2013/14, o argentino leva a equipa ao colo. Calcanhares, trivelas, chapéus…o melhor jogador do campeonato.

O Fora-de-Jogo
André Almeida – Não conseguiu manter o nível que apresentou frente ao Rio Ave e acabou por cometer algumas falhas técnicas e de posicionamento. Esperemos que Fejsa recupere rapidamente, porque André Almeida é curto.

Francisco Vaz de Miranda
Francisco Vaz de Miranda
Apoia o Sport Lisboa e Benfica (nunca o Benfas ou derivados) e, dos últimos 125 jogos na Luz, deve ter estado em 150. Kelvin ou Ivanovic não são suficientes para beliscar o seu fervor benfiquista.                                                                                                                                                 O Francisco não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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