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As 3 mudanças que eu faria se fosse treinador do SL Benfica

Rosdet Nascimento · 3 min

jogadores do SL Benfica
Foto: Carlos Silva / Bola na Rede

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Frente ao Boavista FC vimos mais do mesmo, um SL Benfica sem chama e sem vontade aparente de vencer o jogo. Sim, disse “aparente”, porque penso que todos queremos vencer, é lugar-comum, mas vontade é tudo o que os encarnados não têm mostrado esta época. Isto falando apenas desta época.

Quando Jorge Jesus estava no comando da equipa encarnada, o culpado era sempre o mesmo. Os jogadores estariam cansados do jeito agressivo do técnico amadorense, e a imagem deste para com os adeptos também não ajudava. Como resultado, Jorge Jesus saiu e entrou em cena Nélson Veríssimo.

Numa cena parecida à do início do ano 2019, quando Rui Vitória foi despedido, depois da derrota por duas bolas a zero, frente ao Portimonense, e deu lugar a Bruno Lage, técnico que subiu da equipa B e NV foi convidado a comandar a equipa até ao fim da época.

Bruno Lage também assumiu o lugar a meio da época, tal como Veríssimo
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Os adeptos esperavam rápidas melhorias, dado que a principal razão para as más exibições era o mau ambiente causado por Jesus, e que, havendo qualidade, esta só poderia melhorar.

Mas isso não se viu. O SL Benfica continuou sem chama, sem “garra”, sem paixão. Nem sequer a tão aclamada mística, está presente hoje em dia, o que é triste. Entre os adeptos que esperavam que as coisas fossem diferentes, encontro-me, naturalmente, eu.

Sensivelmente 30 dias passaram desde que o novo treinador tomou rédeas e era suposto já estarmos bem. Fiz, então, um exercício das mudanças que gostaria de ver implementadas no jogo da equipa da Luz, focando-me apenas num hipotético onze inicial.


3. Esquema tático

Benfica
Com Veríssimo os encarnados oscilam entre o 4-4-2 e o 4-3-3
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Jorge Jesus jogava num 3-4-3, em que na sua conceção, o eixo defensivo era composto por Otamendi, Lucas Veríssimo e Verthongen, as alas por Gilberto e Grimaldo, o meio campo por João Mário e Weigl, e o trio atacante por Rafa, Seferovic/Yaremchuk e Darwin Nuñez.

Com Veríssimo, o SL Benfica voltou ao 4-4-2, reduzindo o número de centrais para dois e colocando mais um médio, desta feita, de ataque, com a entrada de Everton.

Apesar de gostar do sistema 3-4-3, prefiro o 4-2-3-1. E, por isso, essa seria a minha primeira alteração no jogo das águias. Na minha opinião, o SL Benfica tem jogadores para um sistema desses. O eixo defensivo seria composto por Gilberto, Vertonghen, Otamendi e Grimaldo, o melhor quarteto nesta altura.

Os dois médios à frente da defesa variavam consoante o adversário. Tendo Weigl de ser sempre um deles, o outro variava entre João Mário/Paulo Bernardo, com João Mário a jogar na maioria das vezes. O trio de meio campo de ataque seria composto por Rafa, Pizzi e Darwin (ou Everton) e o ponta de lança Seferovic (ou Darwin).

2. Jogadores-Chave

Darwin Nuñez Rafa Silva
Rafa e Darwin Núñez têm sido dos únicos a disfarçar a época irregular da equipa
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Depois de ter escolhido o sistema tático perfeito para mim, talvez o passo seguinte fosse o mais difícil.

É conhecida a debilidade do SL Benfica em certos setores. E mesmo a defesa, setor que até era dos mais fortes devido à segurança que Vlachodimos oferece na baliza e devido à contratação de Lucas Veríssimo, a lesão do brasileiro veio dar início a uma irregularidade que fez mossa na equipa.

A tática 4-2-3-1, ou se quisermos qualquer uma delas, precisa dos jogadores certos. Quantas não foram as vezes em que vimos um jogador ter uma performance magnifica num esquema tático e ser uma nulidade quando este sistema muda? Tendo em conta isso e sem recorrer ao mercado, porque o dinheiro é problema, em cima coloco o meu esquema tático (e jogadores preferenciais para que ele funcione).

1. Variações

Weigl Chiquinho
Weigl tem sido o elemento mais regular do miolo encarnado
Fonte: Carlos Silva / Bola na Rede

Por último as variações. Se o sistema 4-2-3-1 seria o sistema perfeito para este SL Benfica, o sistema 4-3-3 seria a variação necessária quando a bola está no poder do adversário.

O trio Rafa/Darwin/Seferovic teria de fazer pressão em bloco logo na frente (como se sabe, é aí que se começa a defender), e Pizzi recuaria, sempre na pressão, para auxiliar João Mário e Weigl, fazendo com o médio português uma primeira linha de contenção e deixando Weigl como último recurso.

Artigo redigido por Rosdet Nascimento

Rosdet Nascimento

Redação Bola na Rede · ver artigos