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Assegurar o futuro no presente: A importância da formação

Miguel Catarino · 3 min

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João Félix, Florentino Luís, Ferro, Jota, Gedson e Zlobin são as novas estrelas do reino encarnado! Esta realidade só é possível pelo poder imbatível da formação do SL Benfica, de onde são originários estes e tantos outros jogadores, como Kalaica, Pedro Álvaro, Benny, Tiago Dantas, José Gomes e Umaró Embaló, atualmente num patamar evolutivo muito amadurecido, e por onde passaram Ederson, Nélson Semedo, Lindelof, Oblak, Bernardo Silva e João Cancelo, que deram o salto para os grandes tubarões europeus.

O processo de formação é simples e envolve muito trabalho por trás. Componentes como o talento, técnica, sorte, empenho e motivação são indispensáveis para garantir o futuro do clube que mais aposta na formação em Portugal e que mais resultados tem produzido com a cantera. É extraordinário pensar nos resultados que têm sido conseguidos e que, podem ou não, dependendo dos casos, levar à promoção à equipa principal ou à contratação para outros mercados, por norma mais desafiantes e estimulantes.

O jogo com o Galatasaray SK foi a prova viva da importância da formação encarnada e dos frutos que, ano após ano, está a colher. Como se isso não bastasse, foi Bruno Lage quem acreditou no lançamento de seis talentos vindo do Caixa Futebol Campus – se juntarmos Rúben Dias e Yuri Ribeiro – no onze inicial e numa prova muito exigente. É Bruno Lage o autor deste feito e, a meu ver, não poderia ser outro treinador, uma vez que Lage é o um dos principais conhecedores do talento que a formação oferece, fruto da sua experiência a orientar os juniores e, mais recentemente, na época passada, a equipa B.

Porém, o mérito não é só de Bruno Lage, e aqui não se pode esquecer de Renato Paiva, Luís Nascimento, João e Luís Tralhão, e toda a estrutura que está por trás e que potencia aos jogadores um espaço de aprendizagem e evolução que nenhum outro clube oferece da mesma forma que o Benfica o faz.

Sob o comando de Renato Paiva, poderemos estar a olhar para a equipa B como o futuro do Sport Lisboa e Benfica, onde brotam talentos como Willock, Nuno Santos, Pedro Álvaro e Zé Gomes, entre muitos outros
Fonte: SL Benfica

É certo que a maturidade do jogador, tal como a sua motivação e vontade de aprender e evoluir, também conta e é isso que os leva à etapa seguinte. Atualmente, vemos seis jovens a brilhar na equipa principal, mas no passado muitos mais foram “lançados às feras” e com bastante sucesso. A maior parte deles seguiu o sonho europeu, após passar primeiro pela equipa principal do Benfica, que serviu e serve presentemente de montra para palcos muito mais exigentes e que todos pretendem alcançar um dia.

O mérito é de todos os envolvidos: os jogadores que lutam e trabalham cada vez mais, os treinadores que os orientam e preparam devidamente, a estrutura altamente organizada para receber os novos talentos e, claro, a equipa principal, que procura olhar para a formação como o futuro. É com esta ideia de base que se deve analisar e olhar com muita atenção para as promessas que todos os anos brotam da cantera, como parte de um projeto devidamente integrado e de grande relevância para as águias.

No futuro, todos estes terão o seu lugar de destaque e a lista de talento de grande qualidade e maturidade é extensa. Acredito que isso acontecerá mais tarde ou mais cedo. Para já, ficamos espantados com a classe de João Félix ou a qualidade no desarme de Florentino, mas não se pode esquecer de Tiago Dantas, José Gomes, Pedro Álvaro, entre muitos outros, que não estando na equipa principal, surgem como nomes de destaque na formação encarnada.

Apesar de se estar a viver o presente em 2019, o Sport Lisboa e Benfica prepara com a máxima urgência o futuro para daqui a cinco/dez anos, com as pérolas Made in Seixal, um projeto que, clubismos à parte, nos deve fazer (re)pensar o futebol que se pratica nos dias de hoje e a forma como se prepara a carreira de um jogador, desde a formação até aos anos gloriosos que terão a oportunidade de viver mais tarde.

Foto de Capa: SL Benfica

Miguel Catarino

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