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SL Benfica 0-1 Real Sociedad de Fútbol: Banho de Bola

Diogo Lagos Reis · 2 min

Benfica Real Sociedad
Foto: Carlos Silva/Bola na Rede

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Benfica

O SL Benfica morreu ontem na Liga dos Campeões. Na vida, há quem procure constantemente por sinais. O trânsito já é fiel destas cerimónias – não foi isso. As nuvens fecharam as cortinas e choraram como se luto prematuro fizessem. Algo não batia certo. Num jogo tão importante da prova multimilionária, em que o Benfica já vinha de duas derrotas, agarrar os três pontos seria fundamental. Esperavam, portanto, um bom Inferno da Luz, porém acabou por ser dos maus. Um pesadelo. A águia Vitória voou, mas só por formalidade.

Onde uma porta se fecha abre-se uma janela. Onde a vida acaba, outra começa. Onde o Benfica faleceu a Real Sociedad transcendeu-se. Desde o primeiro minuto de jogo, a família basca impôs a sua identidade. Vieram para jogar. A Real Sociedad realizou uma construção sublime em ataque organizado. Embora estarem em inferioridade numérica no meio-campo, atraíam o Benfica em várias formas (passe curto e variações de flanco) para depois combinar no centro do terreno. Ou seja, desajustavam a estrutura adversária com frequência e inventavam espaços. Zubimendi e Mikel Merino foram patrões. Impossível esquecer Kubo, que absurdo.

Benfica Real Sociedad
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Se com bola jogavam, sem bola não deixavam jogar. Adotaram uma pressão altíssima no portador, agressividade nos duelos/segundas bolas e mostraram uma ótima reação à perda. Ao longo da partida, o Benfica via jogar, não conseguia ter posse e quando tinha dificilmente chegava a áreas de perigo. Tendo em conta o que se viu, naturalmente não acabou bem para os encarnados.

De acordo com o jornalista Giuseppe Pastore, o Benfica é a primeira equipa cabeça de série que termina a primeira volta da fase de grupos com zero vitórias e zero golos marcados. Pensemos. A última edição do Benfica na Champions foi fortíssima, reforçou bem o plantel, houve mais tempo para Roger Schmidt melhorar dinâmicas e conectar-se com a equipa e o grupo deste ano é muito mais acessível.

João Mário num jogo da Liga dos Campeões
Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Então como se explica esta quebra de rendimento e de resultados na Champions? Contra o RB Salzburg parece-me ter sido fator psicológico devido aos primeiros 15 minutos. Acusou pressão, construiu depois várias oportunidades para dar a volta, mas faltou eficácia. Perante o Inter Milão, adversário com outras armas, Trubin salvou o Benfica de uma feia goleada. E agora diante da Real Sociedade em casa, era obrigação ganhar para proteger o sonho.

Não há desculpas. É imperial assumir responsabilidade, identificar os problemas e trabalhar. Continuar na Liga dos Campeões seria puro milagre. O importante é não ir abaixo e fazer melhor figura nos próximos jogos. Depois agarra-se na calculadora.

No entanto, mesmo que o Benfica vá jogar a lutar pela Liga dos Campeões, é um disfarce. Estará a lutar pela Liga Europa.

Diogo Lagos Reis

Redação Bola na Rede · ver artigos

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