Benfica 2-0 Braga: 21 dos dois lados

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coraçãoencarnado

E cá vai mais uma. A vigésima primeira vitória da época no Campeonato Português. O meu vigésimo primeiro texto. Aqui não há coincidências. Incontestável. Depois de comentários de um lado para o outro, eis que a verdade é resolvida. Futebol é no campo, bitaites são na tasca. E o meu clube, o Sport Lisboa e Benfica, voltou a responder como sabe, no campo. Jogámos contra dez mas podíamos ter jogado contra doze ou treze. Primeiro porque tínhamos sessenta mil ao nosso lado; segundo porque hoje nem se os parvos todos se juntassem derrubavam este Benfica. Eu bem sei que os parvos gritam bem alto e esse facto até poderia incomodar os jogadores benfiquistas, mas hoje nem isso. Esqueçam. Essas teorias de cariz parvo e demagógico não vão mesmo funcionar…a jogar assim ninguém vos ouve, escuta ou muito menos leva a sério. Mas que venham elas, parece que andam a motivar os rapazes cada vez mais! Já que hoje o Benfica voltou a jogar contra dez, pois que gritem! Gritem bem alto porque para a semana há uma deslocação difícil a Vila do Conde e motivação extra é sempre bem-vinda.

Bem, chega de introduções também elas demoradas. Vamos lá ao que interessa, o jogo desta tarde. Sport Lisboa e Benfica – Sporting Clube de Braga, vigésima quinta jornada. O primeiro lugar contra o quarto. Duas equipas que jogam bom futebol e uma tarde primaveril a apelar ao desporto-rei. O jogo foi de sentido único desde o primeiro minuto, a tender para o lados encarnados (caseiros). O Benfica entrou como quem só sofreu dois golos no Estádio da Luz e ganhou os últimos oitos jogos em casa (agora nove) – dominador, forte e atrevido. Os primeiros vinte minutos passaram de forma leve, com o Benfica encaixado na equipa bracarense e a tentar o golo. De realçar que desde o primeiro minuto o futebol benfiquista foi entrosado e solto, espalhando magia em diversas jogadas. Depois do normal, o esperado. O golo. Jonas, (quem mais?!) num remate colocadíssimo de fora-de-área a colocar a bola no canto da baliza de Matheus. Passava o minuto vinte e um. A restante primeira-parte mostrou um Benfica confiante e do outro lado um Braga apático, sem meio-campo e com Zé Luís demasiado só. Artur Soares Dias apitou para o intervalo e a vitória era (completamente) justa.

Jorge Jesus estava avisado que este Braga poderia causar problemas na segunda-parte, até porque no jogo para a Taça de Portugal, também no Estádio da Luz, o Sporting Clube de Braga deu a reviravolta na segunda parte. Mas hoje a história não se repetiu. Apesar dos homens caseiros terem começado o segundo-tempo com um ritmo de jogo mais baixo, não existiu qualquer tipo de reacção do lado bracarense. Não há muito para dizer sobre o que restava do jogo: futebol atractivo do Benfica, um Braga tímido e sem ideias a esperar que um golo caísse do céu. Mas não caiu. Antes pelo contrário. Ao minuto setenta e seis, Eliseu voltou a deixar marca com o seu pé esquerdo, golaço do português!

A verdade é que não há muitas palavras para descrever um jogo de sentido único onde o Benfica se limitou a provar o porquê de ser campeão e de ser líder. Como pequeno registo, o Benfica registou nove remates à baliza, enquanto que o Braga se ficou pelo número um. Aos poucos, o mundo vai-se apercebendo que as parvoíces que têm sido ditas estão directamente relacionadas com os parvos que por aí andam.

Não me podia despedir sem dar algumas notas: finalmente um bom jogo de Eliseu; a expulsão do Tiago Gomes é simplesmente óbvia e indiscutível; obrigado, Júlio César; Parabéns, Luisão, quarenta mil minutos de águia ao peito é muito tempo; Jonas, não tenho palavras para descrever o teu futebol, renovem com ele até 2040 e por fim, Gaitán, que pena não te termos para a semana…

Um abraço cheio de benfiquismo para todos vocês. Hoje o Benfica respondeu-me com a vigésima primeira. Eu respondo-vos com o meu vigésimo primeiro! Até para a semana.

A Figura

Os adeptos – A verdade é que a figura deste jogo podia ter sido o Jonas, o Eliseu ou até o Luisão. Mas não. Hoje, quem jogou foram os adeptos. Sessenta mil, duzentos e vinte e dois benfiquistas. Esses sim, têm direito ao prémio do jogo. Nunca falham. Seja em frente à baliza ou fora-de-área. Os adeptos nunca falham. Especialmente os benfiquistas. E hoje foi mais uma prova: a equipa precisa de nós, assim é que ninguém nos pára mesmo. Seja a jogar contra dez, onze ou doze ganharemos sempre. Sempre! Obrigado a todos, assim vale muito mais a pena.

O Fora-de-Jogo:

Sporting Clube de Braga – A verdade é que eu esperava um pouco mais deste quarto lugar do Campeonato Português. A equipa bracarense mostrou demasiadas fragilidades, especialmente no processo ofensivo. Um meio-campo despovoado, com Pardo e Rafa desinspirados acabaram por culminar numa exibição débil da equipa nortenha.

Francisco Vinagre
Francisco Vinagrehttp://www.bolanarede.pt
O Francisco é um emigrante mas não é por isso que sente menos o seu Benfica. Contou-nos que só pára de gritar com as paredes do seu quarto madrileno quando as palavras chegam ao Estádio da Luz. Desde 1991 que o seu coração é encarnado, por fora e por dentro. Recusa-se a perder um jogo e sabe os números dos jogadores de trás para a frente! Só tem saudades do seu Eusébio e de vez em quando mete-se no avião para cheirar a relva da Luz.                                                                                                                                                 O Francisco não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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