SL Benfica B: Que não seja como começa…

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Benfica

Esperava-se (mais) uma época conturbada da equipa B do Sport Lisboa e Benfica e os quatro primeiros jogos da Segunda Liga parecem comprovar alguns dos receios que circundavam esta equipa ainda antes do início da competição.

A vitória perante o CD Mafra (3-2) ainda afastou algumas das preocupações, mas a incapacidade demonstrada nos três jogos seguintes (duas derrotas e um empate) deram alguma razão de ser às dúvidas dos adeptos.

Num ano de grande mutação, após a saída de algumas peças dos bês encarnados da temporada transata (como Cher Ndour ou Diego Moreira) e com a mudança na equipa técnica, com o regresso de Nélson Veríssimo, seria sempre difícil encarrilar a equipa “às primeiras”.

No entanto, não é expectável que uma equipa que, ainda que transfigurada, tem um considerável leque de talentos ofensivos, demonstre tanta incapacidade para criar oportunidades de golo e manter um fio de jogo condizente com o que se espera de uma qualquer equipa do SL Benfica.

Tratam-se de jogadores de grande vocação ofensiva, habituadas a ter bola, que apresentam demasiadas vezes incapacidade para defrontar equipas mais batidas, que proliferam no segundo escalão do futebol português. É verdade que o adro ainda agora saiu da igreja e que (ainda) não há razões para total alarmismo. É verdade, igualmente, que vencer não é o primordial objetivo da equipa B encarnada. Não é menos verdade, porém, que uma senda de maus resultados nunca será benéfica para a confiança e para o crescimento dos jogadores.

Os maus resultados provocam instabilidade, a instabilidade provoca queda de produção. A estagnação destes jovens jogadores não se torna um dado adquirido, mas fica muito mais perto de ser uma realidade.

Para garantir a evolução contínua (dentro do padrão de evolução de cada jogador), o SL Benfica deve garantir a permanência num patamar competitivo que permita essa evolução (Segunda Liga) – o que implica obter resultados positivos – e o crescimento de treino para treino e de jogo para jogo dos seus jovens. O que, com resultados e exibições como os recentes, se torna muito mais difícil de alcançar.

Márcio Francisco Paiva
Márcio Francisco Paivahttp://www.bolanarede.pt
O desporto bem praticado fascina-o, o jornalismo bem feito extasia-o. É apaixonado (ou doente, se quiserem, é quase igual – um apaixonado apenas comete mais loucuras) pelo SL Benfica e por tudo o que envolve o clube: modalidades, futebol de formação, futebol sénior. Por ser fascinado por desporto bem praticado, segue com especial atenção a NBA, a Premier League, os majors de Snooker, os Grand Slams de ténis, o campeonato espanhol de futsal e diversas competições europeias e mundiais de futebol e futsal. Quando está aborrecido, vê qualquer desporto. Quando está mesmo, mesmo aborrecido, pratica desporto. Sozinho. E perde.

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