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SL Benfica | Regresso ao futuro com os olhos no passado

Márcio Francisco Paiva · 3 min

Gonçalo Ramos e João Mário Benfica
Foto: Carlos Silva/Bola na Rede

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Benfica

O Sport Lisboa e Benfica regressa este domingo à competição, depois de mais uma (a última da época) paragem para compromissos internacionais. Em Vila do Conde, no mítico Estádio dos Arcos, os encarnados vão procurar bater o Rio Ave FC e, pelo menos, manter a vantagem de dez pontos para o FC Porto, que visita a Luz na sexta-feira seguinte. Em qualquer condição, a visita aos Arcos é sempre difícil. Com um Rio Ave FC em forma, como tem estado, bem classificado, como está, e a causar dificuldades a todos os visitantes, como tem causado (recordar que os dragões perderam em Vila do Conde, por exemplo), a partida reveste-se de uma dificuldade ainda mais superlativa.

Como tal, independentemente do posicionamento da partida no calendário, este seria sempre um confronto a encarar com a máxima responsabilidade. No entanto, há um fator extra que coloca ainda mais tónica na necessidade de as águias olharam apenas e só para este jogo e olharem com toda a atenção: nos dois anteriores regressos à Primeira Liga após as pausas para jogos de seleções, o SL Benfica não venceu e nem sequer marcou (nulo em Guimarães e derrota por 3-0 em Braga).

Agora, os encarnados regressam de novo com uma partida fora frente a um top-8 e a um histórico da competição. Além disso, mais uma vez, os líderes do campeonato ficaram bastante desfalcados nos trabalhos realizados nesta semana e meia que passou, com baixas em todos os setores. Retomar a carburação da máquina, com a mesma rotação ofensiva, será um desafio adicional que o desafio já de si complicado encerra.

Já com dois avisos, é crível que Roger Schmidt e a sua equipa técnica estejam muito mais e melhor preparados para contornar aquela que tem sido uma das poucas debilidades da turma benfiquista esta temporada. De resto, a substituição de Florentino na última partida, quando se pensava, de forma generalizada, que o português iria forçar o amarelo, ficando premeditadamente indisponível para o jogo em Vila do Conde, mostra a forma séria como Schmidt encara a partida.

Para o técnico alemão, o respeito para com a partida com o Rio Ave FC é o respeito para com a partida com qualquer outra equipa. O germânico claramente só está a pensar na próxima partida, em vez de pensar dois jogos à frente. O clássico logo se vê. E, sinceramente, parece-me a filosofia correta. O jogo mais importante da época benfiquista, neste momento, é o próximo, em Vila do Conde, e todos são necessários para vencer essa partida.

E, diga-se, com tanta gente convocada para as suas seleções e com Florentino desconvocado, teria sido um risco desnecessário ter Florentino a forçar o amarelo e ficar fora das opções para o jogo deste domingo, sobretudo sendo dos poucos que iria ficar a trabalhar com Schmidt e com o (que sobrava do) plantel encarnado. Com a cautela a que nos tem habituado, Schmidt preferiu não preterir de Florentino para o embate com o Rio Ave FC. E isso, volto a sublinhar, é prova cabal de que, para o treinador do SL Benfica, não há partida mais importante no horizonte benfiquista, neste momento, do que o confronto com os vila-condenses.

Está, claramente, avisado. Resta saber se estar de sobreaviso chegará para vencer nos Arcos e manter a diferença pontual para o segundo classificado. Sabê-lo-emos cerca das 20h de domingo.

Márcio Francisco Paiva

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Opinião

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SEVILHA, ANDALUZIA- Espanha não tem sido notícia apenas por boas razões nos últimos meses, bem pelo contrário. A queda do governo de Pedro Sánchez está na ordem do dia e tal ‘crise’ justifica-se com vários pontos: alianças políticas que já não estavam a funcionar, aumento do descontentamento da população, salários que não acompanham o custo de vida, crise habitacional que levou a manifestações por todo o território… No entanto, a memória é traiçoeira. Faz-nos pensar que certos acontecimentos já ocorreram há bastante tempo, quando não é bem assim. Quantos se recordam do dia 30 de julho de 2026? Foi nessa data que ocorreu o começo da crise migratória de Ceuta e as consequências da mesma ainda se fazem sentir hoje em dia. 70 mil pessoas oriundas de Marrocos entraram no território a partir do mar durante as 48 horas, provocando uma crise migratória totalmente inesperada. As razões que estiveram na origem desta entrada em massa não são o foco desta análise. A maioria das pessoas teria uma boa índole, procurando o melhor para si e para os seus. Histórias de vida diferentes umas das outras, mas o objetivo comum de atingir a felicidade. No entanto, também existiu o outro lado da moeda: quem procurou o conflito e a criação de um ambiente tóxico.

Ricardo João Lopes · 5 min de leitura
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