CD Nacional 1-4 SL Benfica: Jonas para todos os males

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Take II da visita do Benfica à Choupana, após mais uma manobra de diversão do nosso campeonato na noite de ontem, com a partida a retomar-se aos 7 minutos e meio. Se já não é fácil jogar na casa do Nacional em condições normais, muito menos o é com o adiamento do jogo e com um relvado mais próprio para plantar batatas do que para se jogar futebol. Face a estas condicionantes, podia esperar-se uma partida mais jogada na raça do que na técnica e não com tanta qualidade como se verificou.

Excelente entrada da equipa de Rui Vitória na partida, coleccionando oportunidades de golo durante a primeira parte. Primeiro por Carcela (excelente jogo do marroquino) perdoou isolado e Jonas à boca da baliza fez o que não é habitual. Não tardou, pois, a corrigir o primeiro falhanço. Aos 22 minutos, Carcela tirou um cruzamento milimétrico do flanco esquerdo e Jonas tratou de encaminhar a bola para o fundo da baliza, com um excelente cabeceamento. Resultado justo e que até pecava pela escassez, tal o desperdício de chances de golo face a um Nacional que, aqui e ali, até ia assustando a defensiva encarnada através de bolas paradas.

60 jogos e 51 golos de águia ao peito...; Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica
60 jogos e 51 golos de águia ao peito
Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica 

Com o relvado a piorar de minuto para minuto e o nevoeiro a ameaçar (outra vez…), era importante que o Benfica aumentasse rapidamente a vantagem no início da segunda parte. Não aconteceu e foi mesmo o Nacional a aproveitar um lance patético da dupla de centrais encarnada: Jardel e Lisandro atrapalharam-se com a bola e Soares aproveitou a displicência para chegar ao empate logo no reatar do jogo. Resultado que podia fazer abanar o Benfica, que então atacava para a metade do relvado em pior estado. Não aconteceu e percebeu-se que, face à confiança que vem apresentando nos últimos jogos, seria uma questão de tempo para o Benfica se colocar de novo na frente do marcador. E quem mais poderia ser? Jonas, pois claro. Um nome incontornável em todos os êxitos do Benfica desde que chegou à Luz. Jiménez aproveitou a desatenção da defesa alvi-negra e fez um bom cruzamento ao qual o brasileiro respondeu “sim” com um remate de primeira de pé esquerdo.

O mesmo Jonas completaria o hat-trick minutos depois, de novo da cabeça após mais um cruzamento, desta vez de André Almeida, do lado direito. Já era tempo de os inúmeros cruzamentos que o Benfica faz por jogo terem alguma consequência positiva. O 1-3 praticamente resolvia o jogo, que o Benfica controlaria até ao fim, não sem antes Mitroglou selar o resultado final com um bom pontapé rasteiro. Registo ofensivo impressionante:45 golos em 17 jogos do campeonato, sendo que em quatro deles o Benfica ficou em branco…  Em suma, a melhor partida do Benfica fora da Luz e uma consistência cada vez maior em todos os sectores da equipa. As entradas de Nélson Semedo e Grimaldo (Eliseu tem 4 amarelos, a entrada do espanhol não deve tardar…) e o regresso de Gaitán (sem contar com a incógnita Salvio) serão cruciais para o Benfica continuar a sonhar com o tricampeonato.

A Figura:

Jonas – Não podia ser de outra forma. O primeiro hat-trick de Jonas ao serviço do Benfica deu uma excelente vitória num terreno sempre complicado. De pé direito, de pé esquerdo, de cabeça…É como quiserem. Jonas é um dos melhores jogadores do Benfica nas últimas largas décadas. 18 golos e 6 assistências em meio campeonato: os números falam por si.

O Fora-de-Jogo:

Renato Sanches – Ao contrário de Fejsa, que fez uma grande exibição e já agarrou o lugar de Samaris, o jovem português esteve muitos furos abaixo do que pode fazer. Parece ainda estar “verde” para jogos combativos em relvados como o da Choupana.

Francisco Vaz de Miranda
Francisco Vaz de Miranda
Apoia o Sport Lisboa e Benfica (nunca o Benfas ou derivados) e, dos últimos 125 jogos na Luz, deve ter estado em 150. Kelvin ou Ivanovic não são suficientes para beliscar o seu fervor benfiquista.                                                                                                                                                 O Francisco não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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