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Cinco anos depois, olá Gil Vicente!

Pedro Cantoneiro · 2 min

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Quando reflectimos sobre os anos 90, observamos o pico da criação de personagens mitológicas do futebol português, num período histórico que se estendeu quase até ao final da primeira década deste milénio e onde cresciam a cada canto das ligas profissionais equipas e figuras que ainda hoje nos percorrem o imaginário.

Pensar no próximo adversário na Luz é pensar num Adelino Ribeiro Novo com o relvado encharcado e as balizas encostadas à bancada; Sérgio Lomba a liderar a defesa, Carlitos e Nandinho num ziguezague constante que acabava invariavelmente num cruzamento para a cabeça de ora Paulo Alves, ora Carlos Carneiro, que respondiam à vez. Paulo Jorge na baliza e Casquilha a deambular na linha divisória entregavam mais uma dose de personalidade à equipa, que assumiu finalmente estatuto lendário de portugalidade quando apresentou como dupla de centrais as qualidades de Marcos António e Gregory. Hugo Vieira foi o último grande representante da mitologia gilista, num papel que Kraev e Lourency parecem estar a herdar com toda a competência. Gil Vicente pertence ao topo e finalmente, chegou.

Fiúza, a lenda viva do clube, promete e cumpre: no desligar do caso Mateus e no regresso à 1.ª Liga, o forrobodó foi à medida da sua personalidade curiosa. A churrascada envolveu Barcelos numa catarse à moda antiga, onde o porco no espeto e o champanhe alimentaram o alívio dos gilistas depois da longa travessia no deserto. Chegam à Luz depois de derrotarem o FC Porto e obrigarem o SC Braga a dividir pontos, motivos mais que suficientes para o Benfica redobrar a atenção sobre o próximo visitante.

Desde 2000, o histórico não abona a seu favor: são 18 derrotas e quatro empates em 24 jogos, registo que se torna natural dada a diferença na qualidade das equipas. Mas, e como a lógica felizmente nem sempre impera no mundo da bola, por duas vezes os gilistas saíram com os três pontos no bolso, a última das quais  num bonito 0-2 em plena Luz, com direito a penalty falhado por Simão (!!) e numa altura em que Ronald Koeman ainda jogava ao totoloto com sistemas táticos.

A outra, em 2001 e na pior época de sempre do Benfica, Sérgio Lomba, Paulo César (protagonista do Braga de Domingos) e Pinheiro (posteriormente figura de Estoril, Trofense e Feirense) fizeram sucumbir o barco encarnado e ajudar ao ruinoso 6.º lugar final.

Bruno aponta na direcção da vitória, em semana de estreia na Champions
Fonte: SL Benfica

Vítor Oliveira apenas se vê obrigado a mexer no último onze por indisponibilidade de Alex Pinto, emprestado pela turma da casa. Fernando Fonseca deverá ser o substituto e, assim, a única alteração ao onze que empatou a zeros com o Vitória setubalense, há 15 dias.

Do lado do Benfica, Bruno Lage prepara uma semana onde recebe Gil, o Leipzig três dias depois e que acabará numa visita a Moreira de Cónegos. As principais dúvidas fixam-se no centro do terreno, onde Florentino está indisponível e Gabriel ainda mal treinou, segundo palavras de Bruno Lage na conferência de imprensa. Apesar do mau momento de forma, Samaris deverá ser o escolhido para acompanhar Adel Taarabt no comando das operações.

Definir-se-á como grande surpresa se Bruno Lage decidir mudar mais alguma peça do onze, apesar de mais uma vez ter assegurado que «todos contam», quando questionado sobre a situação dos quase-excedentários Fejsa, Cervi e Zivkovic.

 

Foto de Capa: SL Benfica

Pedro Cantoneiro

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