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Da Sérvia a solução?

Redação BnR · 2 min

Da Sérvia a solução?

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Com a mais que provável e anunciada venda de Matic – escrevo este texto crendo inconscientemente que será a única venda no plantel – são mesmo dois dos seus compatriotas que mais podem ganhar com a saída do perna-longa sérvio. Pode parecer contra-natura vislumbrar algum benefício com a perda de um dos melhores médios do mundo, mas tenho de ver o lado menos mau do quadro e compreender a inevitabilidade de ver Matic com outra camisola. No início desta época, talvez numa tentativa meio desesperada de evitar a venda de…Matic, o Benfica apostou forte no mercado sérvio. Chegaram Fejsa, Sulejmani, Markovic e Djuricic. Ah, e Mitrovic – dizem que é bom na ajuda ao atarefado roupeiro.

Quanto vale Matic no actual Benfica? Diria 50% ou 60% de toda a equipa, sem grande esforço. Estava escrito e era sabido que um clube e um campeonato de topo o esperariam mais tarde ou mais cedo, mas vender em Janeiro é digno de um clube que não quer ganhar títulos. Adiante e voltando à ideia inicial: será Fejsa um substituto à altura de Matic? Obviamente que não. Nem está perto de ter as mesmas características e muito menos a mesma qualidade. Faz-me lembrar um tal Presidente que substituiu um tal Simão Sabrosa com um tal…Paulo Jorge. No entanto, o buraco financeiro do Benfica mostra ser muito maior do que a necessidade de encher o museu e dar alegrias ao Eusébio. Fejsa é um trinco puro, com boa capacidade de desarme e recuperação de bola mas muito limitado em tudo o resto. Enquanto Matic é 6, 8, 10 e o Benfica quase por inteiro, Fejsa é um 6 de razoável qualidade. Numa equipa coesa e equilibrada, acredito que esta razoável qualidade possa chegar. E é aqui que entra mais um sérvio, num meio-campo a três: Djuricic.

Fejsa assumirá papel fulcral na segunda metade da época Fonte: abola.pt
Fejsa assumirá papel fulcral na segunda metade da época
Fonte: A Bola

Se Jorge Jesus perceber o que tem pela frente, terá inevitavelmente de mudar. Não me parece que um meio-campo a dois, com Fejsa e Enzo, consiga aguentar o estilo de jogo vertiginoso de que Jesus tanto gosta. Isto porque, por enquanto, o Enzo ainda é humano. Se com Matic se notava algum desequilíbrio em certos momentos de certos jogos, com Fejsa seria catastrófico. Assim, agradar-me-ia ver uma declarada melhoria no rendimento de Djuricic e há que começar a justificar os largos milhões investidos na sua contratação. Bem sei que o campeonato holandês é pródigo em lançar prodígios falhados para a Europa do futebol, mas Djuricic tem qualidade e terá de a mostrar. E se a venda do Rodrigo se confirmar pelos valores astronómicos de que se falam, é Markovic quem vai sair a ganhar. Já todos percebemos (ontem mais um exemplo) que a classe e qualidade deste enorme talento sobressaem jogando pelo meio, nunca preso na linha lateral. Também as recuperações de Salvio e Cardozo serão importantes para compensar a perda do melhor jogador do plantel. Se também sair Garay, adeus e até Junho.

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Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
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