Eusébio Cup – Benfica 0-1 Ajax: Pobre homenagem ao Rei

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Na primeira edição da Eusébio Cup sem a presença ilustre do Rei no Estádio da Luz, o Benfica foi derrotado pelo Ajax por 1-0 e voltou a não conseguir manter o troféu em casa. Jorge Jesus, a poucos dias do primeiro jogo oficial da temporada, tem ainda muito trabalho pela frente. Na primeira parte, os encarnados até tiveram uma grande oportunidade para marcar quando Nico Gaitán apareceu isolado frente a Vermeer, mas o argentino não conseguiu marcar. E como quem não marca, sofre, Ricardo Kishna aproveitou os erros de César e Artur para deixar o Ajax em vantagem ao intervalo. Na segunda parte, com jogadores menos rotinados, o Benfica teve muitas dificuldades para criar perigo junto da área. O penalty falhado por Jara aos 82′ e a perdida incrível de Ola John isolado frente ao guarda-redes foi o melhor que os encarnados conseguiram fazer.

Jorge Jesus: Procurou apresentar, de início, o melhor 11 possível, dadas todas as condicionantes que têm afetado o plantel. Tirando o guarda-redes e a dupla de centrais, parece-me que a equipa inicial de hoje vai ser muito semelhante à que se irá apresentar no primeiro jogo oficial da época, que é já daqui a duas semanas, frente ao Rio Ave.

– Artur: Muito mal na abordagem ao lance do primeiro golo. Continua sem dar a segurança necessária à defesa do Benfica.

– Dupla de centrais: É medonha. Sidnei está pesado e lento. César é imaturo e comete demasiados erros.  Jorge Jesus deve estar a fazer figas para que Luisão, Lisandro e Jardel regressem rápido.

– Loris Benito: A chegada de Eliseu pode impedi-lo de jogar tanto como queria. Mas eu mantenho que este é um jogador interessante. Muito seguro defensivamente, pese embora algumas falhas posicionais habituais de quem chegou há pouco tempo. Precisa de jogar e de ser mais desinibido nas suas manobras ofensivas.

– Talisca: Obviamente que não tem a intensidade de Enzo Pérez, mas o médio brasileiro tem imensa qualidade. Muito bom a segurar a bola e com excelente visão de jogo. Sabe sair sempre a jogar e procura sempre a melhor opção para servir os seus companheiros. Arrisca-se a ser uma das revelações do Benfica deste ano.

Os encarnados não conseguiram dedicar a vitória ao Rei Eusébio
Fonte: SL Benfica

– O nº10 em Gaitán: Não sei se a ideia de lhe oferecer a camisola 10 foi apenas um prémio para o argentino pelos muitos anos de casa, e, ao mesmo tempo, procurar sensibilizá-lo para ficar na equipa, mas os resultados foram inconsequentes. O mágico esteve apagado.

– Salvio: Ainda se nota alguma falta de ritmo, mas apresentou bons pormenores. Vai ter um papel decisivo no Benfica deste ano.

– Dupla Lima/Cardozo: Não funciona. É cada vez mais evidente que este esquema de Jorge Jesus necessita de dois avançados móveis e o paraguaio não se enquadra, de todo, neste modelo. Saviola, há uns anos, era o único que conseguia disfarçar as fragilidades de Cardozo neste esquema. Derley, no segundo tempo, trouxe muito mais agressividade ao ataque do Benfica.

Ola John: Trouxe mais rapidez e intensidade ao ataque do Benfica. Está a demonstrar que tem argumentos para lutar por um lugar no plantel deste ano.

João Cancelo: Tem grandes argumentos técnicos e hoje entrou endiabrado. Se Jorge Jesus lhe conseguir transmitir os princípios básicos do posicionamento do lateral em campo, pode vir a ser uma opção muito válida para o plantel do Benfica do próximo ano.

João Teixeira: Tem sido uma das revelações da pré-temporada e hoje voltou a deixar boas indicações. Enorme sentido posicional, sabe sempre o que fazer em campo e procura jogar simples. Uma boa opção que Jesus encontrou para o seu meio-campo.

Bebé: Entrou com vontade excessiva de demonstrar serviço e isso pode tê-lo prejudicado. Não gostei de o ver na ala.

Eliseu: Está fora de forma e vai ter de demonstrar muito mais para alcançar o nível do seu colega de posição, Benito.

Franco Jara: Completamente perdido em campo. Conseguiu arrancar um penalty aos 82′, mas foi incapaz de o concretizar.

Ajax: A equipa de Frank de Boer esteve muito organizada e Ricardo Kishna foi a figura em destaque. Não é por acaso que comparam o jovem holandês a Angel Di María. Impressionante capacidade de arranque e de desequilibrar no 1 para 1.

Redação BnR
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