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FK Dynamo Kiev 0-2 SL Benfica: Uma nova vi(d)a no reino dos milhões

Jorge Fernandes · 2 min

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Depois do empate caseiro comprometedor na jornada inaugural, e da derrota pesada (quase humilhante) na visita a Nápoles, eis que o Benfica aparece com força na Champions. O momento não era de hesitações. O contexto não era o ideal – o frio é sempre um entrave importante -, mas a equipa de Rui Vitória foi competente em quase todas as fases do encontro. A inoperância dos ucranianos ajudou, mas, a vitória, construída sob um pragmatismo assinalável, é mais que justa.

Ainda as equipas estavam na tão proclamada fase de estudo, e já Antunes dava uma ajuda aos seus compatriotas. Insistência do Benfica – que tinha tido alguns lances interessantes até então – e Gonçalo Guedes a provocar o erro do português. Salvio inaugurou o marcador. O mais difícil estava feito. O Dynamo tentou reagir aos poucos, mas as soluções não eram muitas. Sem criatividade no meio – havia, sim, muita força -, eram os alas que tinham a responsabilidade de criarem os desequilíbrios numa estrutura defensiva bem montada por Rui Vitória. Se Derlis falhou redondamente, Yarmolenko, lá foi criando diversos problemas à defesa do Benfica. Porém, os encarnados, até ao fim do primeiro tempo, com maior ou menor dificuldade, foram resolvendo os problemas.

O Benfica traz da Ucrânia uma vitória importantíssima Fonte: SL Benfica
O Benfica traz da Ucrânia uma vitória importantíssima
Fonte: SL Benfica 

Quando se esperava, no segundo tempo uma reacção mais assertiva dos ucranianos, o contrário aconteceu. A apatia tomou conta do Dynamo e o Benfica, sem forçar muito a nota (artística), tomou completamente cota das rédeas do jogo. Com Cervi endiabrado, o Benfica ia descobrindo espaços, mesmo que tivesse dificuldades na definição dos lances. As movimentações de Gonçalo Guedes eram um quebra-cabeças para os ucranianos. Numa dessas jogadas, com tabelas pelo meio, Pizzi descobriu Salvio, que ofereceu o golo a Cervi, que, À segunda tentativa, colocou o esférico nas redes do Dynamo. Um bom prémio para quem mostra cada vez uma maior consistência táctica, sempre aliada a um talento nato.

Até ao fim do encontro, o Dynamo ainda criou alguns problemas defensivos ao Benfica, que desligou os motores de intensidade táctica. Nessa fase do encontro, Éderson esteve gigante nas redes encarnadas e confirmou aquilo que o jogo provou: a superioridade benfiquista. Nunca se deve desperdiçar uma segunda vida. Ainda mais com tanto em jogo.

A FIGURA
Franco Cervi – O argentino, desde o inicio do encontro, esteve sempre em alta. Tabelou com Grimaldo e criou, com essas movimentações, muitos problemas a Danilo. O golo foi apenas um prémio justo para um jogador que teve sempre o cérebro ligado ao jogo. Saiu esgotado, mas de consciência tranquila

O FORA-DE-JOGO
Kostas Mitroglou – Já se sabe que o grego não é homem para muitas correrias, porém, esteve demasiado apático entre os centrais do Dynamo. Num dia bom, o Benfica poderia ter construído um bom resultado.

Jorge Fernandes

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