Gabigol, alternativa ou substituto

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Começando pela história, Gabriel Barbosa formou-se no histórico símbolo brasileiro, o Santos. Em terras do Samba cresceu nos relvados ao lado do craque do PSG, Neymar Jr. Gabigol cresceu e procurou o desejado salto para a Europa mas se a adaptação ao futebol europeu já é difícil, transferir-se para um clube como o atual Inter Milão não foi a melhor escolha. Em 10 partidas jogadas o brasileiro marcou apenas 1 golo e nunca mostrou um futebol atrativo com as cores do clube italiano.

Na seleção brasileira o jovem jogador já teve oportunidade de estrear-se e ser utilizado, oficialmente, em 3 partidas, estas relativas à Copa América. Além da seleção A, Gabigol figurou também nas seleções jovens e na seleção Olímpica. Contudo, a forte concorrência no ataque, mais propriamente dito, Gabriel Jesus, retiram espaço a Gabigol na titulariedade da seleção e a utilização de outros jogadores, Roberto Firmino por exemplo, tiram espaço ao atual jogador do Benfica.

Falando agora de Gabriel Barbosa no Benfica. A verdade é que a chegada do novo camisola 11 foi uma grande surpresa para mim. Numa altura em que também não se esperava a saída de Mitroglou, o Benfica tinha ao dispor 3 avançados onde 2 deles davam garantias, aparentemente, de sucesso. Seferovic estava a caminho e a saída de Mitroglou, na altura, parecia que tinha sido o melhor negócio possível, segundo a estrutura. Gabigol chega e ficamos na dúvida se, como diz no título do texto, era uma alternativa aos já jogadores do Benfica ou o substituto do grego Mitroglou.

Gabigol herdou a camisola 11 de Mitroglou Fonte: SL Benfica
Gabigol herdou a camisola 11 de Mitroglou
Fonte: SL Benfica

Contudo, quando se esperava que Gabigol fosse um jogador que, tapado pelos 3 avançados, jogasse pouco, surge a utilização do jovem jogador numa posição que é uma surpresa, apenas para os nossos olhos. O reforço de verão fez muito da sua carreira na posição de extremo direito e o seu pé esquerdo oferece qualidade para ser utilizado desse lado do campo. Numa altura em que Salvio parece não render o que se deseja, numa altura em que o Benfica escassa na finalização, Gabigol surge a dar energia sempre que entra em campo e sempre com tendência de arrastar jogo da direita para o centro ou da direita para a grande área.

Até ao momento, e que momento que foi, Gabigol fez 1 golo com a camisola do Benfica. Um belíssimo golo, no Algarve, na última eliminatória da Taça de Portugal. Um golo com elevada nota artística.  A meu ver, perante tudo, o empréstimo de Gabigol foi uma decisão do presidente e não do treinador, uma chegada que não foi pedida pelo treinador. Tal como a saída de Mitroglou, errada a meu ver, foi uma necessidade da estrutura porque nenhum treinador abdica de um jogador como o grego. Portanto não vejo Gabigol como substituto de Mitro nem como alternativa dos presentes, vejo como, e vemos todos os anos, um jogador que chegou e pronto, sem grande razão.

Não é de todo necessidade da equipa. E mais, tem o bilhete de regresso para Itália como desejo principal dele próprio, dito pelo mesmo. Sendo assim, que este ano nos dê alegrias, que triunfe e marque sempre que possa, mas o Benfica tem capacidade para ir buscar melhores jogadores e com características diferentes, mais seguras. Desejo toda a felicidade ao Gabigol mas, e se surge como substituto de Mitro, Gabigol foi vitima da pior decisão dos últimos tempos da estrutura do Benfica.

Foto de Capa: SL Benfica

João Neves
João Neveshttp://www.bolanarede.pt
O João é benfiquista desde que se lembra. Nascido e criado em Aveiro, com uma experiência de cinco anos de vida em Moçambique, vive em Lisboa desde Agosto de 2015. A acompanhar os jogos do Benfica desde sempre e sem falhar a presença no Estádio da Luz pelo menos uma vez por ano, desde sempre que escreve textos pessoais acerca do Benfica e sobre o futebol em geral. Com coragem para defender e criticar o clube da Luz sempre que for preciso, tem mais interesse pela arte do futebol praticado do que pelas polémicas ou aspectos que mancham o desporto rei.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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