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Gil Vicente FC x SL Benfica: Três em três ou o rejuvenescimento encarnado?

Pedro Cantoneiro · 5 min

Pizzi tem sido uma das figuras mais desinspiradas nos últimos jogos do SL Benfica, acabando por funcionar como um reflector da realidade.
Foto: Carlos Silva/Bola na Rede

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ÁGUIAS QUEREM VOLTAR ÀS VITÓRIAS EM TERRENO COMPLICADO

O SL Benfica desloca-se esta jornada a Barcelos para defrontar o Gil Vicente FC num estádio que conseguiram transformar em fortaleza anti-grande.

FC Porto e Sporting CP claudicaram perante a galvanização barcelense e perderam as batalhas em que lá participaram, em jogos onde a equipa de Vítor Oliveira reflectiu bem as ideias e a sapiência do ‘mestre de subidas’.

Liderados por Kraev, o Estádio Municipal de Barcelos torna-se intransponível em noites decisivas como a de amanhã: Bruno Lage e o Benfica terão que lutar, primeiro, contra os seus próprios demónios recentes se quiserem discutir os três pontos.

O PLENO DE VITÓRIAS FRENTE AOS GRANDES EM BARCELOS TEM UMA ODD DE 7.0 NA BET.PT. CONSEGUIRÁ O GIL VICENTE VENCER OS ATUAIS CAMPEÕES EM TÍTULO?

Seria inimaginável pensar neste cenário em Dezembro de 2017: algures na mais impenetrável sala da Liga de Clubes, juntavam-se em reunião pertinente os presidentes de Gil Vicente, Francisco Dias da Silva, de Belenenses, Rui Pedro Soares e Pedro Proença, responsável máximo da organização das ligas profissionais portuguesas. O intuito? Assinar o princípio de acordo que colocaria os gilistas, exilados desde o Caso Mateus nas profundezas do futebol português, de novo no escalão máximo.

Teriam uma (polémica) temporada de preparação em 2018-19 e regressariam pela porta grande no ano a seguir.  Poucos, muito poucos ou até nenhum dos mais optimistas adeptos pensariam ser possível não passar dificuldades numa primeira fase, onde o salto do CNS para a I Liga seria Adamastor intransponível, que só não o foi pela contratação do treinador português de 66 anos; Ainda mais impensável seria vencer a recepção aos três grandes, cenário ideal a concretizar-se.

Porto, Sporting, SC Braga e Vitória SC: nenhum deles saiu ileso de Barcelos e o mesmo destino poderá adivinhar-se ao Benfica, em acelerada decadência na qualidade de jogo e nos resultados.

Os encarnados vêm de quatro jogos sem ganhar e a viagem ao Minho não seria a mais desejada dadas as circunstâncias. Aliás, é um dado histórico que o Benfica não se sente confortável em Barcelos e que nas deslocações deste século, contam-se quatro vitórias em oito jogos; A grande excepção e o único jogo ganho com relativa facilidade foi o 0-5, já na chegada à meta do título 2014-15.

À saída da Ucrânia, Bruno Lage não se mostrou particularmente preocupado com a situação que a equipa atravessa. Quase num exercício de redundância, justificou o mau momento afirmando que “não há explicações, erros cometem todas as equipas, mas estamos a ser muito penalizados por eles»,  e que «ao mínimo detalhe o adversário marca e temos de nos erguer disso».

Naturalmente, a pressão vai crescendo e a estabilidade emocional da equipa ressente-se, sendo já claras as várias manifestações de frustração dentro de campo após erros que persistem em manifestar-se.

Quanto à solução? Lage, seguindo a velha máxima de Bella Guttmann –  Não me importo que os nossos adversários nos façam três ou quatro golos, desde que a minha equipa faça quatro ou cinco – foi peremptório ao definir a melhor maneira de sair da depressão, “Temos de deixar de olhar para trás e marcar golos, com olhos postos na baliza dos adversários. Quem entra com medo de perder vai perder, essa tem sido a nossa virtude – não olhar para trás”.

COMO JOGARÁ O GIL VICENTE FC?

Jogando perante os seus adeptos, não serão expectável grandes mudanças por parte de Vítor Oliveira, que deverá manter o 4-2-3-1 habitual. Com Kraev a aparecer nas costas de Sandro Lima depois de duas linhas compactas de quatro, a grande aposta recairá no bloco baixo para atrair a pressão benfiquista e expôr a sua frágil linha defensiva às transições rápidas que o búlgaro e Lourency conseguem interpretar na perfeição. No miolo, Claude Gonçalves será o mais preocupado em anular Taarabt, numa luta que se espera de grande nível.

JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Gil Vicente FC

Se Kraev é escolha óbvia, também Lourency merece toda a atenção num jogo talhado para o seu estilo de jogo, onde abunda a velocidade e a capacidade de drible. A surgir da direita e a explorar espaços interiores, será ele dos principais definidores do desfecho final: resta saber com que eficácia conseguirá meter o seu talento em prática e a tornar ainda mais óbvia a falta de sintonia entre Ferro e Grimaldo…

XI PROVÁVEL

4-4-1-1: Denis; Fernando Fonseca, Nogueira, Rúben Fernandes e Henrique Gomes; Lourency, Claude Gonçalves, Soares e Yves Baraye; Kraev;  Sandro Lima.

COMO JOGARÁ O BENFICA?

Com todas as peripécias dos últimos encontros, a fórmula manter-se-á inalterada fruto da necessidade de estabilidade. Se a forma física de Pizzi caiu a pique desde meados de Janeiro, a verdade é que é costume de Bruno Lage depender do português nos jogos capitais. Chiquinho poderia ser deslocado para a direita, o que abriria espaço para Rafa ou Jota no apoio a Vínicius, mas é uma solução que o treinador nunca aplicou no campeonato. Com o regresso de Weigl, castigado estava na Ucrânia, a grande dúvida será quem com ele ir compor a dupla do centro de terreno. Taarabt será a escolha mais óbvia dado o seu alto rendimento, mas a acumulação de jogos nas pernas poderia Bruno Lage a optar por Florentino ou Samaris. Será um jogo de paciência para as águias na procura de brechas na muralha adversária, onde a velocidade de execução e a capacidade de jogar em espaços curtos serão os maiores factores para o sucesso.

 JOGADOR A TER EM CONTA

Fonte: Carlos Silva/Bola na Rede

Pela esquerda ou no meio, Rafael deverá continuar na procura da melhor forma pré-lesão, pelo que lhe será dificil atingir ainda os niveís que lhe são reconhecidos. A verdade é que, mesmo em claro défice, será sempre o melhor jogador encarnado na definição no último terço e na exploração dos espaços. Com Pizzi apagado, terá que ser ele a pegar na batuta e a levar a equipa para a frente.

XI PROVÁVEL

4-4-2: Odysseas; Tomás Tavares, Rúben Dias, Ferro e Grimaldo; Pizzi, Weigl, Taarabt e Rafa; Chiquinho e Vinícius.

 

Foto de Capa: Carlos Silva/Bola na Rede

artigo revisto por: Ana Ferreira

Pedro Cantoneiro

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