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Julian Weigl: Uma luz no miolo da escuridão encarnada

João Pedro Coelho · 2 min

Julian Weigl tem sido um dos melhores jogadores da equipa do SL Benfica no regresso do campeonato e começa a justificar os 20 milhões investidos em si.
Foto: SL Benfica

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Julian Weigl protagonizou uma das transferências mais inesperadas da presente temporada, ao abandonar os alemães do BVB Dortmund pelo SL Benfica, a troco de 20 milhões de euros. O médio defensivo de 24 anos não era uma aposta regular na equipa alemã, pelo que decidiu que o melhor rumo para a sua carreira seria vir para Lisboa.

Julian chegou, viu e tem jogado, quase sem parar. Desde a sua chegada, em janeiro, que o alemão é um titular indiscutível no onze encarnado, tendo já igualado ao serviço das “águias” o mesmo número de jogos para a liga (13) que tinha ao serviço do Dortmund.

No entanto, o alemão chegou numa altura em que os encarnados já se encontravam numa fase descendente no que à qualidade exibicional diz respeito, pelo que Weigl, quer pelo valor da transferência, quer por todo o peso que o seu nome tem, tornou-se num bode expiatório para alguns analistas/ fãs, que tentam justificar a queda exibicional dos encarnados com a entrada do alemão no onze. A causa da queda exibicional começou no banco e nos camarote presidencial da Luz, mas isso é um tema que merece ser abordado com mais calma.

Continuando com o tema em análise, penso que é visível para todos que há dois “Julians” completamente distintos ao serviço dos encarnados: um Julian pré-paragem do campeonato e um Julian pós-paragem do campeonato.

O Julian pré-paragem do campeonato era um jogador que, apesar de ter uma boa capacidade de construção e de passe, mostrava pouca agressividade na disputa de bola, sendo quase sempre superado pelos adversários no “1vs1”, algo que não é aceitável para um “trinco” que joga num clube da dimensão do Benfica.

O Julian que temos visto nos últimos quatro jogos tem mostrado mais à vontade a construir jogo, baixando no terreno e metendo-se entre os centrais, promovendo uma melhor circulação de bola. No entanto, o que é mais notório no alemão é a mudança na intensidade do seu jogo. Weigl tem mostrado muito mais agressividade na disputa pela bola, somando inúmeros desarmes e interceções no miolo do meio campo das “águias”, o que me leva a crer que, num futuro próximo, poderá juntar-se a nomes como Matic, Javi Garcia ou Witsel, assumindo-se como mais um grande médio defensivo na história recente das “águias”.

Apesar de os encarnados estarem numa situação extremamente delicada – com inúmeras escorregadelas e instabilidade interna, mais propriamente ao nível do treinador -, Weigl tem mostrado de que fibra é feito, pelo que podemos assegurar que o Benfica tem no alemão um médio defensivo de enorme qualidade que, com as condições certas, pode ajudar o Benfica a chegar a patamares mais elevados.

Artigo revisto por Mariana Plácido

João Pedro Coelho

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