Julian Weigl: Uma luz no miolo da escuridão encarnada

- Advertisement -

Julian Weigl protagonizou uma das transferências mais inesperadas da presente temporada, ao abandonar os alemães do BVB Dortmund pelo SL Benfica, a troco de 20 milhões de euros. O médio defensivo de 24 anos não era uma aposta regular na equipa alemã, pelo que decidiu que o melhor rumo para a sua carreira seria vir para Lisboa.

Julian chegou, viu e tem jogado, quase sem parar. Desde a sua chegada, em janeiro, que o alemão é um titular indiscutível no onze encarnado, tendo já igualado ao serviço das “águias” o mesmo número de jogos para a liga (13) que tinha ao serviço do Dortmund.

No entanto, o alemão chegou numa altura em que os encarnados já se encontravam numa fase descendente no que à qualidade exibicional diz respeito, pelo que Weigl, quer pelo valor da transferência, quer por todo o peso que o seu nome tem, tornou-se num bode expiatório para alguns analistas/ fãs, que tentam justificar a queda exibicional dos encarnados com a entrada do alemão no onze. A causa da queda exibicional começou no banco e nos camarote presidencial da Luz, mas isso é um tema que merece ser abordado com mais calma.

Continuando com o tema em análise, penso que é visível para todos que há dois “Julians” completamente distintos ao serviço dos encarnados: um Julian pré-paragem do campeonato e um Julian pós-paragem do campeonato.

O Julian pré-paragem do campeonato era um jogador que, apesar de ter uma boa capacidade de construção e de passe, mostrava pouca agressividade na disputa de bola, sendo quase sempre superado pelos adversários no “1vs1”, algo que não é aceitável para um “trinco” que joga num clube da dimensão do Benfica.

O Julian que temos visto nos últimos quatro jogos tem mostrado mais à vontade a construir jogo, baixando no terreno e metendo-se entre os centrais, promovendo uma melhor circulação de bola. No entanto, o que é mais notório no alemão é a mudança na intensidade do seu jogo. Weigl tem mostrado muito mais agressividade na disputa pela bola, somando inúmeros desarmes e interceções no miolo do meio campo das “águias”, o que me leva a crer que, num futuro próximo, poderá juntar-se a nomes como Matic, Javi Garcia ou Witsel, assumindo-se como mais um grande médio defensivo na história recente das “águias”.

Apesar de os encarnados estarem numa situação extremamente delicada – com inúmeras escorregadelas e instabilidade interna, mais propriamente ao nível do treinador -, Weigl tem mostrado de que fibra é feito, pelo que podemos assegurar que o Benfica tem no alemão um médio defensivo de enorme qualidade que, com as condições certas, pode ajudar o Benfica a chegar a patamares mais elevados.

Artigo revisto por Mariana Plácido

João Pedro Coelho
João Pedro Coelhohttp://www.bolanarede.pt
O João não sabe escrever biografias. Posto isto, apraz apenas dizer que estuda Jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social, e que tem um amor incondicional pelo Sport Lisboa e Benfica.

Subscreve!

Artigos Populares

Nicolás Otamendi, António Silva, Gonçalo Oliveira e Joshua Wynder: eis o ponto de situação sobre os defesas do Benfica

O Benfica tem no centro da defesa a prioridade para começar a delinear o plantel da próxima época. Há quatro nomes em análise.

Lenda do Chelsea deixa fortes críticas a Enzo Fernández: «Não é líder e não merece jogar no Chelsea»

Enzo Fernández foi alvo de duras críticas por parte de Frank Lebouef, após a quinta derrota consecutiva do Chelsea na Premier League.

Álvaro Arbeloa desvaloriza gosto de Kylian Mbappé em publicação sobre José Mourinho: «Não me interessa se ele gosta de uma publicação sobre o Mourinho...

Álvaro Arbeloa foi questionado sobre o gosto de Kylian Mbappé em publicação sobre José Mourinho. Técnico do Real Madrid desvalorizou.

Rui Borges e a final da Taça de Portugal: «Todo o respeito pelo Torreense e pelo Fafe»

Rui Borges analisou a passagem do Sporting à final da Taça de Portugal. O treinador leonino falou na final.

PUB

Mais Artigos Populares

Rui Borges elogia exibição de jogador do Sporting: «Sinceramente, acho que até surpreendeu»

Rui Borges analisou a passagem do Sporting à final da Taça de Portugal. O treinador leonino destacou a exibição de Geovany Quenda.

Rui Borges explica substituições: «Estava o Luís esgotado, estava o Trincão esgotado, estava o Maxi esgotado, estava o Quaresma esgotado e só podíamos ter...

Rui Borges analisou a passagem do Sporting à final da Taça de Portugal. O treinador leonino explicou as substituições.

Rui Borges lança a reta final da temporada: «O preço dos pontos está inflacionado para toda a gente. Com a guerra inflaciona tudo»

Rui Borges analisou a passagem do Sporting à final da Taça de Portugal. O treinador leonino lançou a reta final da temporada.