
Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google
Julian Weigl protagonizou uma das transferências mais inesperadas da presente temporada, ao abandonar os alemães do BVB Dortmund pelo SL Benfica, a troco de 20 milhões de euros. O médio defensivo de 24 anos não era uma aposta regular na equipa alemã, pelo que decidiu que o melhor rumo para a sua carreira seria vir para Lisboa.
Julian chegou, viu e tem jogado, quase sem parar. Desde a sua chegada, em janeiro, que o alemão é um titular indiscutível no onze encarnado, tendo já igualado ao serviço das “águias” o mesmo número de jogos para a liga (13) que tinha ao serviço do Dortmund.
No entanto, o alemão chegou numa altura em que os encarnados já se encontravam numa fase descendente no que à qualidade exibicional diz respeito, pelo que Weigl, quer pelo valor da transferência, quer por todo o peso que o seu nome tem, tornou-se num bode expiatório para alguns analistas/ fãs, que tentam justificar a queda exibicional dos encarnados com a entrada do alemão no onze. A causa da queda exibicional começou no banco e nos camarote presidencial da Luz, mas isso é um tema que merece ser abordado com mais calma.
Continuando com o tema em análise, penso que é visível para todos que há dois “Julians” completamente distintos ao serviço dos encarnados: um Julian pré-paragem do campeonato e um Julian pós-paragem do campeonato.
#RAFCSLB | 1-2 | 📽️O golo de Weigl. pic.twitter.com/knBdy2lXm6
— SL Benfica (@SLBenfica) June 17, 2020
O Julian pré-paragem do campeonato era um jogador que, apesar de ter uma boa capacidade de construção e de passe, mostrava pouca agressividade na disputa de bola, sendo quase sempre superado pelos adversários no “1vs1”, algo que não é aceitável para um “trinco” que joga num clube da dimensão do Benfica.
O Julian que temos visto nos últimos quatro jogos tem mostrado mais à vontade a construir jogo, baixando no terreno e metendo-se entre os centrais, promovendo uma melhor circulação de bola. No entanto, o que é mais notório no alemão é a mudança na intensidade do seu jogo. Weigl tem mostrado muito mais agressividade na disputa pela bola, somando inúmeros desarmes e interceções no miolo do meio campo das “águias”, o que me leva a crer que, num futuro próximo, poderá juntar-se a nomes como Matic, Javi Garcia ou Witsel, assumindo-se como mais um grande médio defensivo na história recente das “águias”.
Apesar de os encarnados estarem numa situação extremamente delicada – com inúmeras escorregadelas e instabilidade interna, mais propriamente ao nível do treinador -, Weigl tem mostrado de que fibra é feito, pelo que podemos assegurar que o Benfica tem no alemão um médio defensivo de enorme qualidade que, com as condições certas, pode ajudar o Benfica a chegar a patamares mais elevados.
Artigo revisto por Mariana Plácido













