Marítimo 0-4 Benfica: Uma pérola no meio do Atlântico

- Advertisement -

Terceiro Anel

Desde que Jorge Jesus orienta o Benfica que o mês de Janeiro tem sido a altura nas temporadas em que a equipa rende mais, marca mais golos, dá mais espectáculo. E de facto, neste ano de 2015 isso parece confirmar-se. Depois do espectáculo proporcionado frente ao Vitória de Guimarães, no fim-de-semana passado, eis que o campeão nacional se banqueteou em pleno Estádio dos Barreiros, com as bancadas praticamente lotadas. Um autêntico arrastão vermelho que contagiou todos os seus adeptos, que mais uma vez fizeram com que o Benfica quase que jogasse em casa.

A equipa lisboeta entrou para esta partida com o onze inicial que se esperava, preparada para defrontar um Marítimo longe do fulgor de outros tempos, mas que no seu reduto é sempre um conjunto muito difícil de ultrapassar. E olhando para os primeiros minutos de jogo, até se ficou com a ideia de que o desafio seria bastante equilibrado. A formação madeirense entrou aguerrida e com vontade de quebrar a inviolabilidade das redes benfiquistas em jogos a contar para o campeonato, que já dura desde a 11ª jornada (o último golo sofrido pelo Benfica foi na Choupana, no já longínquo dia 9 de Novembro), e a situação até pareceu piorar para as “águias”, com a saída do artista Nico Gaitán por lesão, entrando para o seu lugar um Ola John que voltou a provar estar a atravessar um bom momento de forma. Contudo, com o primeiro golo dos campeões nacionais, obtido aos 18 minutos por intermédio de Salvio, depressa se percebeu que o Benfica teria tudo para regressar ao continente com os 3 pontos no bolso.

A partir daí, a tal equipa que costuma dar espectáculo no primeiro mês do ano começou realmente a divertir-se em campo. Trocas de bola de elevada qualidade, pressão tremenda sobre os jogadores do Marítimo, uma notável capacidade para colocar em posição irregular os dianteiros da equipa da casa, uma marcação incólume a Maazou, ponta-de-lança do Marítimo que nem um remate fez à baliza de Júlio César.

Pela segunda jornada consecutiva, Ola John voltou a fazer o gosto ao pé Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica
Pela segunda jornada consecutiva, Ola John voltou a fazer o gosto ao pé
Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica

O Benfica saía para o intervalo com um golo de vantagem plenamente justificado. Na etapa complementar, um autêntico fartar de vilanagem. O melhor Benfica desta temporada voltou a carrega, quase de uma forma impiedosa, não dando a mínima chance ao conjunto insular. Júlio César só por uma vez teve que agir (que defesa assombrosa), Maxi Pereira fazia do flanco direito uma autêntica pista de atletismo, Luisão e Jardel iam fazendo de muro, Eliseu ia gerindo a situação, Samaris ia convencendo cada vez mais, Talisca assistia os companheiros e ia jogando com comodidade já com uma expulsão forçada em vista, Ola John polvilhava a boa exibição com um golo, Salvio marcava mais um tento, Lima corria que se fartava e também facturava, Jonas enchia o campo com doses industriais de requinte.

Aliás, esta bela exibição do líder do campeonato fica resumida no lance do quarto golo da equipa, uma jogada simplesmente sensacional, em que técnica, classe, frieza e engenho a ajudaram a tornar num dos grandes momentos da era Jorge Jesus. Ainda deu para Pizzi alinhar mais uns minutos no meio-campo e para Derley regressar a uma casa em que foi bem feliz. Em relação ao Marítimo, mesmo se tendo a noção de que esta equipa já não tem as armas que muitos outros Marítimos tiveram durante anos, fica a sensação de que pouco poderia ter feito mais contra este grande Benfica, apesar de não se poder escamotear a gritante falta de capacidade defensiva deste conjunto.

No cômputo geral, vitória muito moralizadora do Benfica. Venceu com total tranquilidade, animou ainda mais os seus adeptos, mantém o avanço na tabela sobre o FC Porto, continua sem sofrer golos, acaba a 1ª volta com um registo pontual assombroso (o melhor de há 30 anos para cá), deu-se ao luxo de Talisca “cavar” uma expulsão para poder alinhar em Paços de Ferreira, na próxima ronda. É verdade que ainda faltam 17 jornadas, é verdade que ainda estarão em disputa 51 pontos, mas também há uma certeza: este Benfica encontra-se num momento fortíssimo, vendo como cada vez mais real a possibilidade de vir a sagrar-se bicampeão, algo que não acontece desde 1984, uma eternidade para todo o universo benfiquista.

A Figura:
Jogada do quarto golo – Autêntica obra de arte, autêntico sinónimo de como se jogar em equipa, autêntico grande momento de grandes craques. Este tento foi o símbolo do grande final de tarde “encarnado”. Um golo digno de tela, digno de festival, digno de uma grande equipa.

O Fora de Jogo:
Lesão de Nico Gaitán – Logo aos 15 minutos o astro argentino teve que ser substituído devido a um problema muscular. Jorge Jesus já referiu que não há-de ser nada de grave, mas é sempre uma pena quando uma qualquer partida de futebol se vê privada de ter um futebolista desta categoria no relvado. Qual teria sido o resultado final com Nico em campo?

João Rodrigues
João Rodrigueshttp://www.bolanarede.pt
O João sabe todos os resultados do Benfica em jogos a contar para o campeonato português desde a temporada 1993/1994. Isto quer dizer alguma coisa, não quer?                                                                                                                                                 O João não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

Subscreve!

Artigos Populares

Real Madrid disposto a pagar mais de 150 milhões de euros por internacional português

O Real Madrid sonha com uma grande contratação para o meio-campo. O emblema merengue está de olho na contratação de João Neves.

Francesco Farioli aposta em mais um jovem no treino do FC Porto

Quatro jovens da equipa B marcaram presença no treino desta quarta-feira do FC Porto. Dragões preparam receção ao Alverca na Primeira Liga.

Ricardo Horta preparado para enfrentar o Friburgo: «Queremos fazer a nossa história»

Ricardo Horta juntou-se a Carlos Vicens na antevisão à primeira mão das meias-finais da Europa League, entre Braga e Friburgo.

Carlos Vicens confirma duas baixas de peso para o Braga x Friburgo: «Não estão disponíveis»

Durante a antevisão às meias-finais da Europa League, Carlos Vicens confirmou que o Braga não contará com Bright Arrey-Mbi e Florian Grillitsch.

PUB

Mais Artigos Populares

Taça de Portugal: FPF avança com final four a partir de 2026/27

A Final Four será disputada depois da conclusão da Primeira Liga e as meias-finais passam a ser disputadas num único jogo em campo neutro.

Benfica: Com ou sem José Mourinho, jovens talentos serão aposta na próxima temporada

Numa altura em que a continuidade de José Mourinho é uma dúvida, o Benfica já delineou que apostará na formação em 2026/27.

PSG x Bayern Munique: Manuel Neuer sofreu nos 5 remates à sua baliza e bateu recorde negativo

Manuel Neuer tornou-se o primeiro guarda-redes a sofrer cinco golos sem fazer uma única defesa num jogo das eliminatórias da Champions League.