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O lugar de Rui Vitória

Patrícia Ribeiro Fernandes · 3 min

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sl benfica cabeçalho 1Antes de mais, quero clarificar que não sou da opinião de que o Presidente do Benfica deva, neste momento, pensar na substituição de Rui Vitória. Apesar deste arranque de época desastroso, o Rui Vitória atingiu, nos últimos dois anos, os objetivos definidos pelo Benfica e não é concebível a possibilidade do seu lugar ficar em perigo por estes fracos resultados que tem apresentado e a acontecer teria um efeito nefasto.

Sempre lhe reconheci mérito e que é detentor de qualidades importantes para este mundo peculiar do futebol, é sereno, bom comunicador, demonstra integridade e ser um exemplo de profissional a vários níveis. Questões que passámos a valorizar ainda mais depois do último treinador que passou pela Luz e que, a bem da verdade, é um profundo conhecedor do jogo mas promove uma imagem péssima enquanto “homem do leme” do nosso glorioso e do clube, utiliza um vocabulário muito escasso e incorreto e uma forma de estar indigna para um profissional seja de que modalidade for.

O nosso líder atual sempre foi um treinador que mesmo nos momentos maus conseguiu passar uma mensagem de tranquilidade, na qual todos os benfiquista acreditavam e se deixavam levar. Basta lembrar o início da primeira época, que acabou tricampeão. No entanto, há uma pequena diferença entre essa fase menos boa de há dois anos atrás e a de agora, é que não tínhamos uma equipa tão confusa como temos e é essa confusão, a juntar à ausência de fio condutor, que tem deixado até os menos céticos desacreditados.

Apesar de tudo, sempre se conseguiu ver que as ideias estavam a ser postas em prática, que havia um caminho que nos fazia acreditar e as coisas só não estavam a sair bem em termos de resultados,  porque os erros, via-se que eram facilmente corrigidos nos treinos e com trabalho. Neste momento, não é bem assim. O que se vê são jogadores perdidos dentro de campo, esquemas táticos que não funcionam ou jogadores que não funcionam com o esquema tático e o mais grave, para mim, erros que são constantemente repetidos, como a ausência de equilíbrio defensivo e desorientação completa dos jogadores nessas transições, fazendo-nos chegar uma vez mais, à célebre conclusão de que o Fejsa não chega, coisa que nunca nos tinha passado pela cabeça em quatro anos.

Fonte: SL Benfica
Fonte: SL Benfica

Caso o Luís Filipe Vieira se decidisse por aquilo que a meu ver seria uma catástrofe e despedisse o Rui Vitória, não vislumbro no mercado português alguém disponível e com qualidade para assumir este cargo atualmente. E lá por fora muito menos porque temos de ser realistas e o Benfica não tem carteira para os milhões que se pagam neste momento aos treinadores, embora também em Portugal já tenhamos casos em que se pagam oito milhões por época. Mas, colocando este cenário hipotético, as minhas apostas recairiam sobre Leonardo Jardim ou Marco Silva, ambos a demonstrar excelentes desempenhos mas que se encontram ocupados e perfeitamente integrados nos respetivos projetos.

Assim, o único cenário real que vejo, é o Benfica resolver os problemas que tem internamente e não ficar à espera até janeiro. A solução Rúben Dias é aparentemente um bom exemplo do que estou a falar, Mile Svilar pode ser outro mas não chega para as carências que ainda temos, é preciso descobrir um lateral direito, já que pelos vistos o Buta não serviu, são precisos substitutos para o Fejsa e, por muito estranho que pareça, para o Pizzi também, pois pensei que seria o papel de Filip Krovinovic mas afinal veio para substituir Jonas como se tem visto, ao ser utilizado, insistentemente, como falso 9.

Mas no final, a esperança é sempre a última a morrer e por isso mesmo continuo a confiar que o Rui Vitoria vai conseguir dar a volta a esta situação e recolocar, não só o Benfica na senda de vitórias, como a praticar o excelente futebol que nos habituou. Se virmos bem, não se pode falar só em esperança, a verdade é que são factos – o Rui vitória nunca perdeu um campeonato à frente do Benfica!

Eu acredito!

 

Foto de Capa: SL Benfica

Patrícia Ribeiro Fernandes

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