O pior jogo da vida de Gabriel

- Advertisement -

[tps_header][/tps_header]

Gabriel teve nos Açores uma das piores primeiras partes da sua vida e mesmo com a melhoria na segunda metade, não mais conseguiu livrar-se da carga negativa de passes falhados em catadupa. Como principal municiador do passe longo e como primeiro construtor de jogo, a tendência será sempre estar mais exposto ao erro e ás circunstâncias exteriores que impedem o bom funcionamento da equipa: o relvado não ajudou e o Benfica não existiu. Gabriel estava condicionado.

É ele quem efectua mais passes por jogo, com a média a cifrar-se nos 68 passes e na taxa de acerto na ordem dos 77%, notável para quem tanto arrisca no passe vertical mas ainda assim um decréscimo acentuado face ao último semestre da temporada transacta (84%). Foi assim que se tornou inevitável o seu destaque na equipa desde que chegou Bruno Lage, que o protegeu no seu duplo-pivot e não o obrigou a ocupar espaços tão avançados como o 4-3-3 de Rui Vitória exigia nem a definições apressadas no último terço: é ali atrás, sobre a linha do meio-campo, que o xerife encarnado gosta de se apresentar ao serviço.

Nos Açores, porém, não foi ele quem chegou para trabalhar. Um duplo? Os números não mentem: a média da eficácia de passe desceu para os 67%, com 13 passes falhados só no primeiro tempo. Gabriel, apesar do que ofereceu em termos defensivos (quatro duelos aéreos ganhos e duas intercepções bem sucedidas), não existiu no plano ofensivo e a equipa ressentiu-se. Com a insistência no passe longo e o final previsível, Pizzi foi obrigado a jogar uns metros mais atrás na procura do apoio ao colega, em movimentos que congestionavam toda a manobra da equipa, já que nem Chiquinho nem Almeida conseguiram compensar na profundidade.

Gabriel agradecendo ao concidadão Carlos o golo que desatou um nó que parecia apertadíssimo
Fonte: SL Benfica

Chico Ramos e Rashid, numa exibição de superação, estiveram também competentes no preenchimento dos espaços e acertaram geralmente nos timmings de pressão, retirando ao ataque do Benfica as ligações pelo corredor central e obrigando a equipa a explorar os corredores como solução para todos os males.

A má forma do brasileiro teve em Ponta Delgada o seu clímax. As condições físicas não parecem as ideais e esperamos que seja uma questão de tempo até voltar à normalidade. O jogo em Leipzig pede o melhor Gabriel para que possa existir o melhor Benfica. Exigem-se os três pontos.

 

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por Diogo Teixeira

Pedro Cantoneiro
Pedro Cantoneirohttp://www.bolanarede.pt
Adepto da discussão futebolística pós-refeição e da cultura de esplanada, de opinião que o futebol é a arte suprema.

Subscreve!

Artigos Populares

Micael Sequeira projeta duelo entre Brondby e Sporting na Taça Europa: «Não podemos ter medo de jogar»

Micael Sequeira fez a antevisão ao duelo com o Brondby, num jogo a contar para a primeira mão da segunda eliminatória da Liga Europa Feminina

CTA admite erro grave no dérbi entre Atlético Madrid e Real Madrid: Kang-In Lee devia ter visto vermelho

O Comité Técnico de Árbitros analisou o dérbi de Madrid e reconheceu um erro grave, considerando que Kang-In Lee deveria ter sido expulso.

Carlos Espí agradece a José Mourinho: «Faz-me sentir mais cómodo, mais seguro, com mais confiança»

Carlos Espí abordou a mudança para o Real Madrid, o grande arranque de temporada e a relação com José Mourinho.

Rodrigo Mora abre o livro sobre a saída do FC Porto: «Precisava de um novo desafio na minha vida»

Em entrevista ao Canal 11, Rodrigo Mora refletiu sobre a despedida difícil do FC Porto e a mudança para a AS Roma.

PUB

Mais Artigos Populares

Benfica revela novos detalhes da lesão de Enzo Barrenechea

O Benfica anunciou que Enzo Barrenechea foi submetido a uma artroscopia do joelho esquerdo para tratamento de rotura do menisco medial.

Diogo Travassos ambicioso antes do jogo de Portugal frente à Bulgária em Sub-21: «Queremos ganhar os jogos com qualidade e personalidade»

Diogo Travassos destacou o percurso de Portugal na qualificação e garantiu que a equipa quer manter o nível apresentado até agora.

Frederico Varandas comenta o Relatório e Contas do Sporting: «Mantivemo-nos fiéis ao ADN que nos distingue»

Frederico Varandas descreveu a temporada 2025/26 do Sporting como «um período de crescimento e afirmação».