Publicidade

Óscar Cardozo: o cântico que nunca morrerá

Pedro Beleza · 1 min

Óscar Cardozo: o cântico que nunca morrerá

Vê mais Bola na Rede no teu Discover Seguir no Google

paixaovermelha

Há cânticos que nunca morrem. Um desses, eternos, que a minha memória preservará fielmente, pertence a Óscar “Tacuara” Cardozo. Quantas vezes não ouvimos o eclodir do cântico “tenham cuidado… ele é perigoso…” no topo sul do Estádio da Luz?! Cachecóis ao alto, sorriso de este a oeste ou abraço ao desconhecido do lado, todos nós sabemos o que aquele cântico significa: golos. Muitos golos. No total, foram 172 golos em 295 jogos. Um puro goleador. Um verdadeiro ponta-de-lança. Um homem de sentido único: a baliza.

Há cerca de sete anos atrás, no verão de 2007, proveniente do Newell’s Old Boys, Cardozo era apresentado como jogador do Sport Lisboa e Benfica. No ainda curto verão, os benfiquistas estavam longe de imaginar que chegara à Luz um dos melhores avançados da história do clube encarnado. Sete anos passaram e as opiniões nunca foram unânimes: há quem endeuse, em Cardozo, a capacidade inata para marcar golos e há quem critique o estilo lento e preguiçoso do avançado.

Cardozo deixa um legado no Benfica: é o melhor marcador estrangeiro de sempre  Fonte: zimbio.com
Cardozo deixa um legado no Benfica: é o melhor marcador estrangeiro de sempre
Fonte: zimbio.com

Unânime é apenas o amor pelo cântico que tantas vezes nos fez saltar. Ao fim de sete temporadas, Tacuara deixa uma casa que lhe é sua por direito e parte para a Turquia. Leva consigo dois Campeonatos Nacionais, duas Taças de Portugal e cinco Taças da Liga. Pelo meio, conquistou ainda o prémio de melhor marcador da Liga Portuguesa em 2009/2010 e 2011/2012 e superou Mats Magnusson na liderança da tabela dos melhores marcadores estrangeiros da história do Benfica. O Tacuara fez história. A história retribuiu com glória.

Ontem, na hora da comovente despedida, Cardozo afirmou que estava “muito agradecido a este clube”. Não, Óscar. Nós é que te agradecemos. Tu luziste. Foste enorme e fizeste de nós gigantes. Tornaste-te numa lenda viva do Benfica e assinaste, com letras de ouro, o teu nome junto dos deuses do olimpo encarnado.

Há cânticos que nunca morrem. No meu onze, Óscar “Benfica” Cardozo, serás saudade, lenda, imortal.

Pedro Beleza

Redação Bola na Rede · ver artigos

Continua a ler

as mais recentes
Opinião

Em Portugal, as listas são horizontais, em Espanha, são verticais: o Real Bétis também é uma escola de extremos (e Souleymane Faye passou por lá)

SEVILHA, ESPANHA- Ao pensarmos em escolas de formação, com a sua especialidade em extremos, o nosso cérebro vai pensar automaticamente no Sporting. Cristiano Ronaldo, Nani, Simão Sabrosa e Ricardo Quaresma são o expoente máximo de craques saídos da cantera do emblema do José de Alvalade, capazes de fazer magia a partir da linha, procurando espaços interiores ou dando profundidade nas zonas exteriores, aliando-se ao lateral. Nos últimos anos, Espanha assumiu-se como o país protagonista no futebol, não apenas nos seniores, mas também na formação. As academias ganharam um papel importante no desenvolvimento do desporto rei desde a viragem do século, com vários emblemas a apostarem na manutenção e criação de infraestruturas para que os atletas possam atingir os níveis máximos. As conquistas do Euro 2024 e do Mundial 2026 provam este ponto. São a cereja no topo do bolo de um processo que obviamente não se construiu de um dia para o outro.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica
Opinião

Denílson no Real Bétis: o brasileiro que encantou Manuel Lopera e que chegou a deter o título de jogador mais caro da história

SEVILHA, ESPANHA- Em 1997, o mundo preparava-se já para a viragem do século, com todos os países do mundo ocidental a procurarem a modernização e o protagonismo global. No futebol, não era distinto. Vivíamos os primeiros anos da Premier League, que procurava destronar a Serie A como o campeonato mais poderoso do mundo. Os ingleses tinham dinheiro e queriam a maior audiência possível, proporcionando assim ao espetador os melhores encontros possíveis. Era uma batalha entre poderosos, que hoje em dia é quase inimaginável. Em Espanha, a La Liga tinha uma boa cotação, mas ainda não estava no mesmo patamar que as suas congéneres. No entanto, o caminho traçado era claro. Ainda em 1990, o governo espanhol, farto de ver os clubes a gerarem prejuízos dantescos, criou a Ley del Deporte, que levava a que os clubes profissionais criassem uma Sociedade Anónima Desportiva. A partir desse momento, as instituições também passavam a ser empresas. Os únicos que escaparam a isto (por terem fechado as contas no positivo)? Barcelona, Real Madrid, Athletic e Osasuna. Presentemente, estes quatro emblemas continuam a pertencer aos sócios.

Ricardo João Lopes · 7 min de leitura
Ler a crónica

Newsletter Bola na Rede

Estamos a preparar a newsletter do Bola na Rede. Deixa o teu email e és dos primeiros a recebê-la. Sem spam.

Feito. Ficas na lista e avisamos-te quando arrancar.