Perdemos o motor do 4-3-3, e agora?

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É a grande pergunta que, neste momento, todos os benfiquistas têm em mente: sem Krovinovic, como fica o 4-3-3 implementado por Rui Vitória?

A meu ver temos de tirar partido da ausência do camisola 20 ao máximo para ganhar mais uma opção de ataque na frente (principalmente nos jogos em casa). Sem o jovem médio no meio-campo, na minha opinião devíamos apostar em Raul para jogar ao lado de Jonas e assim fazer o brasileiro aparecer em zonas onde não surge quando joga sozinho. Jogar com Raul levava a que Jonas fosse mais um jogador de campo e não apenas de finalização, algo que já estamos habituados a ver há muito tempo. Contudo, este regresso ao 4-4-2 só é, a meu ver, útil para jogos em casa. O apoio dos adeptos, a normal corrente de jogo ofensiva e de sufoco deixava-me tranquilo sobre a aposta nesta tática e na implantação da mesma.

Pizzi tem agora, mais do que nunca, ser a peça fundamental do meio-campo do Benfica Fonte: SL Benfica
Pizzi tem agora, mais do que nunca, ser a peça fundamental do meio-campo do Benfica
Fonte: SL Benfica

Nas partidas fora a conversa é totalmente outra. O Benfica sofre sempre mais nas partidas fora do Estádio da Luz e é normal que procuremos uma tática que ocupe os espaços do meio-campo, tanto para os processos defensivos, como para os processos ofensivos. A meu ver, o jogador com capacidade para substituir Krovinovic é o jovem João Carvalho. Como diz Rui Vitória (e concordo plenamente) o médio português “vê coisas que os outros não veem”, isto é, desde o seu estilo de jogo, à qualidade com bola nos pés, à ocupação de espaços e adaptação dos mesmos, o internacional jovem por Portugal é sem dúvida o melhor jogador para ocupar o lugar deixado pelo croata.

Não podemos esquecer que o 4-3-3 pode também ser mantido com outras opções: Samaris, Parks, Gedson e até qualquer extremo com qualidades para jogar em zonas mais interiores.

A grande questão que assombra estes meus dois raciocínios é que o Benfica não deve mudar de tática jornada após jornada e, portanto, cabe a Rui Vitória escolher qual a melhor formação ou opção tática para todos os restantes encontros do campeonato. Deverá mesmo manter o 4-3-3 e optar por João Carvalho para ocupar o lugar deixado por Krovinovic. Esta estratégia foi já utilizada, em Belém, no empate a uma bola – sem sucesso e com a real percepção de que vamos sentir muita falta do camisola 20!

Foto de Capa: SL Benfica

Artigo revisto por: Vanda Madeira Pinto

João Neves
João Neveshttp://www.bolanarede.pt
O João é benfiquista desde que se lembra. Nascido e criado em Aveiro, com uma experiência de cinco anos de vida em Moçambique, vive em Lisboa desde Agosto de 2015. A acompanhar os jogos do Benfica desde sempre e sem falhar a presença no Estádio da Luz pelo menos uma vez por ano, desde sempre que escreve textos pessoais acerca do Benfica e sobre o futebol em geral. Com coragem para defender e criticar o clube da Luz sempre que for preciso, tem mais interesse pela arte do futebol praticado do que pelas polémicas ou aspectos que mancham o desporto rei.                                                                                                                                                 O João escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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