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Sevilha 0-0 Benfica (4-2 a.g.p.): Reagir à Benfica

Francisco Vaz de Miranda · 2 min

Sevilha 0-0 Benfica (4-2 a.g.p.): Reagir à Benfica

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Atirem-nos mil e uma vezes ao chão, com golos para lá da hora, com grandes penalidades. Não há problema. Choraremos por fora, a dor atingir-nos-á por dentro, mas aceitamos. Vamos levantar-nos sempre, porque é assim a vida de quem é maior do que os maiores. Lamentar a derrota por um dia e a sonhar com as próximas conquistas nos restantes 364 do ano. Dói muito estar tão perto de saborear o sonho europeu e falhar pela segunda vez consecutiva? Dói, sim. Esta Liga Europa era o auge de uma época brilhante depois de nos termos levantados das cinzas de 2013. Mas domingo há uma Taça de Portugal para ganhar e com ela fechar uma época soberba. Não repetir o filme de há um ano atrás impõe-se, porque o Benfica é grande demais para entregar um título por ter perdido outro.

E, já agora, porque não conquistamos uma dobradinha desde 1986/87, sob o comando de John Mortimore. Perdeu-se uma oportunidade de ouro para voltar a escrever Sport Lisboa e Benfica a letras douradas no futebol europeu, sim, mas não será isso a manchar uma época tão boa. Que, diz-nos o passado, seria única no futebol português. Nunca houve um clube a ganhar as três competições na mesma época e mais nenhum clube europeu o poderá fazer em 2013/14.

São já oito derrotas em dez finais europeias. Números avassaladores, com os quais muita gente nem poderá sonhar.  Gente essa que se satisfaz com as derrotas dos rivais, esquecendo-se, dessa forma, de que, lá bem no fundo, está apenas a gozar consigo mesmo. Diz, quem já viu bem mais derrotas em finais europeias do que eu, que a maldição do húngaro existe mesmo. Não acredito nisso – que se lixe o Guttman.

O azar persegue o Benfica nas finais europeias Fonte: ZeroZero
O azar persegue o Benfica nas finais europeias
Fonte: ZeroZero

As maldições e recordes existem para ser quebrados. Sejamos prático e vejamos que a força do Benfica é mesmo essa: reerguer-se SEMPRE, para poder quebrar a malapata. Quem diria, há um ano atrás, que o Benfica voltaria tão rapidamente a outra final? Quando os rivais acham que nos mataram, lá estamos nós outra vez na luta. Como é que se mata algo que não pode ser morto? Eterna questão que muito dá que pensar, num verdadeiro tributo à estupidez humana. Quando a sua maior alegria é a tristeza dos outros, pouco mais há a dizer. Feliz do benfiquista, tão grande na vitória e tão superior na derrota.

Dos Chumbawamba – não será nome estranho para a faixa etária 20-30 –  palavras simples, mas com sentido neste momento:

We’ll be singing
When we’re winning
We’ll be singing

I get knocked down
But I get up again
You’re never going to keep me down
I get knocked down
But I get up again

Francisco Vaz de Miranda

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