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Esta semana foi o arranque da temporada dos encarnados nos jogos “a sério”. Depois de uma pré-temporada contra equipas de nível de Champions, a nova época do Benfica iniciou-se precisamente com a luta para entrar na fase de grupos dessa competição, frente ao Fenerbahçe, para a primeira mão da terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões. De seguida, passados três dias, foram as águias que inauguraram a Primeira Liga 2018/19, contra o Vitória SC.

O que se viu nestes dois jogos foi o culminar do que se viu a ser trabalhado ao longo da pré-época. Quer contra os turcos, quer contra o Vitória SC, o onze foi o previsível, ou não fossem poucas as falhas no onze inicial em comparação à época transata. Odysseas Vlachodimos, que é o eleito para a baliza, Ferreyra, o eleito para a frente de ataque, e Gedson a fazer companhia no meio campo a Pizzi e Fejsa, são os três jogadores “estranhos” ao onze inicial. De resto, mantém-se o núcleo duro: quarteto defensivo com André Almeida, Rúben Dias, Jardel e Grimaldo; Fejsa e Pizzi no meio campo; Cervi e Salvio nas alas.

Notou-se um futebol bem ensaiado, bastante ofensivo e bem trabalhado em ambos os jogos. No primeiro, a equipa visitante fez o seu jogo e deixou-se encostar às cordas para levar da Luz um resultado que conseguisse resolver na Turquia, conseguindo sofrer apenas um golo e levar para a segunda mão uma derrota pela margem mínima. Houve excelentes anotações no Benfica, mas faltou qualquer coisa para que se conseguisse concretizar as jogadas com maior facilidade. A entrada de Castillo para o lugar de Ferreyra ajudou nas movimentações e nas estatísticas de remates à baliza – o chileno tem remate fácil, mesmo em situações complicadas e apertadas -, mas apenas o tento de Cervi chegou a balançar as redes dos jogadores comandados por Phillip Cocu. Talvez faltou a veia goleadora de Jonas para descomplicar o jogo e permitir alargar a vantagem. Boas anotações, mas pouca concretização.

Foi Cervi o autor do tento solitário que dá a vantagem na eliminatória de acesso à Liga dos Campeões
Fonte: SL Benfica

No segundo jogo, o onze manteve-se inalterado – até porque uma possível entrada a titular de Castillo estava posta de parte devido à expulsão no último jogo do Campeonato Mexicano -, mas o jogo foi diferente. Foi mais fácil desbloquear o resultado, chegando ao primeiro golo em 10 minutos, e ao terceiro antes do intervalo. Ferreyra ainda pareceu um pouco perdido e chegou a falhar um penalti, não se servindo do golo para ganhar confiança e mostrar serviço. Parece que está com dificuldade em se adaptar, mas mostra uns toques de qualidade que são o suficiente para dar paciência aos adeptos benfiquistas. Pizzi, Cervi, Salvio e Grimaldo estão a combinar entre si de forma exímia, Vlachodimos trouxe segurança à baliza e Fejsa continua a fazer o que sempre fez. Gedson faz o brilho nos olhos dos encarnados, querendo ver nele uma ascensão à la Renato Sanches. Porém, a entrada de Alfa Semedo para o lugar de Fejsa e de Zivkovic para o lugar de Salvio, tornando a equipa num 4-3-3, mais do que o 4-2-3-1 inicial, enfraqueceu por uns minutos a equipa. A adaptação valeu dois golos ao Vitória SC que aproveitou para disputar o resultado quando todos pensavam que estava decidido. O Benfica recuperou a cabeça e segurou os primeiros três pontos da Primeira Liga, vencendo a primeira jornada – algo que não tem sido propriamente a tradição nos últimos anos.

O Benfica arrancou bem na temporada, com duas vitórias, a jogar bom futebol, ofensivo e pressionante, com bons indicadores, mas a mostrar ainda algumas fragilidades que têm de ser resolvidas para permitir a passagem ao Play-off da liga milionária e continuar a vencer na principal prova em Portugal.

Saudações Benfiquistas! #Reconquista

Foto de Capa: SL Benfica

 

Pedro Afonso
Pedro Afonsohttp://www.bolanarede.pt
Foi com o Portugal x Inglaterra do Euro 2000 que descobriu um dos maiores amores da sua vida: o futebol. Natural de Lisboa, teve a primeira experiência profissional na Abola TV e agora é jornalista da ELEVEN

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