SC Braga 3-2 SL Benfica: Abril, golos mil

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A CRÓNICA: EM DIA DE MENTIRAS, UM JOGO VERDADEIRMENTE EMOCIONANTE

No jogo grande da jornada, o SL Benfica deslocou-se à “Pedreira”, para defrontar a equipa que está imediatamente atrás de si na tabela classificativa.

Nesta partida entre terceiro e quarto classificado, foi a equipa forasteira a dar o primeiro sinal de perigo. Rafa cavalga alguns metros em condução e assiste Yaremchuk, que atira contra o guarda-redes da equipa bracarense.

O Braga reagiu e aos 19´, depois de uma descoordenação da defensiva benfiquista, Ricardo Horta serviu Iuri Medeiros, que fica na cara do guarda-redes, mas uma má receção e um remate muito alto tiraram ao Braga a primeira oportunidade de inaugurar o marcador.

Passados apenas dois minutos, o Benfica conseguiu mesmo colocar a bola no fundo das redes, mas o golo foi invalidado. Canto à esquerda do ataque encarnado, há um desvio no coração da área e Vertonghen coloca a bola no fundo das redes. Após consulta do VAR, o golo foi invalidado por mão na bola do belga na receção.

À passagem do minuto 27, iria mesmo ser inaugurado o marcador na partida. Livre à entrada da grande área benfiquista e, Iuri Medeiros, chamado à cobrança, abriu o ativo nesta noite de sexta-feira. Com um remate para o lado do guarda-redes, surpreendeu Odysseas, que não ficou muito bem na fotografia.

Até ao intervalo, reinou o equilíbrio e o resultado manteve-se: um a zero para os Guerreiros do Minho.

Tivemos de esperar quase um quarto de hora para aparecerem as primeiras movimentações perigosas nas áreas, mas a espera valeu a pena.

Grande jogada da equipa do Braga, que acabou com uma combinação deliciosa dos manos Horta. Ricardo temporizou e serviu (pelo buraco da agulha) André, que senta Odysseas e finaliza, já com a baliza escancarada. Enorme momento de futebol por parte da equipa bracarense.

À entrada do último quarto de hora de jogo, começou o vendaval de golos. Primeiro foi o Benfica a reduzir. Cruzamento da direita e a bola vai embater no braço de Tormena. Chamado à conversão do penalty, Darwin não vacilou e relançou o jogo.

O Benfica cresceu com o golo e logo três minutos depois, viria a empatar a partida. Cruzamento da direita de Diogo Gonçalves, Darwin ganha de cabeça ao segundo poste, deixando para João Mário restabelecer a igualdade na partida.

Quando a equipa do Benfica parecia galvanizada e pronta para carregar rumo à reviravolta, eis que apareceu Vitinha. Cruzamento de pé esquerdo de Yan Couto e o internacional sub-21 português aparece ao segundo poste a finalizar, à ponta de lança, fazendo o 3-2 para os Guerreiros do Minho.

Final da partida: 3-2 para a equipa da casa num jogo de emoções fortes.

 

A FIGURA

SC Braga 3
Fonte: Paulo Ladeira/ Bola na Rede

Ricardo Horta – A figura do Braga foi também a figura do jogo. Fiel a si próprio, foi pela sua qualidade técnica e de definição que passaram quase todos os ataques bracarenses. Sofreu a falta que deu o primeiro golo e assistiu o segundo. Menção honrosa para Vitinha, pelo golo decisivo.

 

O FORA DE JOGO

SC Braga 3
Fonte: Paulo Ladeira/ Bola na Rede

Odysseas Vlachodimos – Ficou muito mal na fotografia no primeiro golo. Quando pressionado, vacilou muito no jogo de pés. Não teve quase nenhuma defesa no jogo inteiro e ficou ligado aos três golos que sofreu. Pedia-se mais.

 

ANÁLISE TÁTICA – SC BRAGA

O SC Braga organizou-se no 3-4-3 habitual, com David Carmo, Tormena e Paulo Oliveira formaram o eixo central, com Rodrigo Gomes e Fabiano nos corredores.

A equipa foi-se transformando, variando por vezes para uma defesa a quatro, com Rodrigo Gomes a subir para uma linha mais avançada.

O Braga foi coeso defensivamente durante 74 minutos, até ao primeiro golo do Benfica, tendo controlado grande parte desses minutos.

Ricardo Horta a jogar sempre entrelinhas, com Iuri a receber não encostado à linha, mas numa zona mais fora. Musrati foi o pêndulo ofensivo e defensivo da equipa, Horta deu equilíbrios e foi importantíssimo no segundo golo bracarense.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Matheus (6)

Carmo (6)

Tormena (5)

Paulo Oliveira (6)

Fabiano (6)

Musrati (7)

Horta (7)

Rodrigo Gomes (6)

Ricardo Horta (8)

Abel Ruiz (5)

Iuri (6)

SUBS UTILIZADOS

Vitinha (7)

Yan Couto (5)

Moura (5)

Castro (5)

Berna (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

O Benfica, como tem sido apanágio na era Nelson Veríssimo, apresentou-se em 4-2-3-1, com Gonçalo Ramos a jogar como um segundo avançado, atrás de Yaremchuk. Meité e Weigl tomaram conta do miolo, com Weigl a ser o responsável pela construção a três da equipa do Benfica.

Everton e Rafa tiveram muito encostados aos corredores, com os laterais a ficarem encarregues de entrar por dentro, entre central/lateral, tirando protagonismo aos extremos benfiquistas. Yaremchuk sempre muito desaparecido, refugiou-se no jogo direto que ia sendo servido.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Odysseas (4)

Otamendi (5)

Vertonghen (5)

Gilberto (4)

Grimaldo (6)

Weigl (5)

Meite (5)

Rafa (6)

Everton (5)

Gonçalo Ramos (6)

Yaremchuk (5)

SUBS UTILIZADOS

João Mário (6)

Darwin (7)

Diogo Gonçalves (5)

Seferovic (4)

Paulo Bernardo (4)

Francisco Moreira e Silva
Francisco Moreira e Silvahttp://mariooliveira
O Francisco é natural de Santo Tirso. Encontra-se a tirar uma licenciatura em Ciências da Comunicação, na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro. Sempre teve uma paixão enorme pelo deporto, sobretudo pelo futebol. Tem também um gosto especial pelo basquetebol, mais concretamente NBA. Jogou futebol durante 13 anos, mas agora é na vertente do treino que vai continuando o bichinho pela modalidade.

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