SL Benfica 1-1 Boavista FC (3-2 g.p.): Foi preciso a corrida dos 11 metros para a águia voar mais alto

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A CRÓNICA: AFINAL, PETIT QUIS METER MARCHA À FRENTE

No jogo de abertura da Final-Four da Taça da Liga, o SL Benfica conseguiu vencer nas grandes penalidades o Boavista FC. Na retina, fica a grande exibição axadrezada.

A primeira parte acabou logo por mostrar que a equipa de Petit não vinha apenas passear a Leiria. Depois de, aos 7 minutos, Bracali segurar a dupla oportunidade encarnada, as panteras pareciam ter vontade em segurar a bola.

Mas, aos 16 minutos, foi um erro individual que comprometeu tudo. Nathan deixou a bola escapar e Everton isolou-se, atirando com toda a classe para o fundo da baliza.

A partir daí, surgiu a fase de crescimento encarnada. Everton só não bisou aos 40 minutos porque a bola decidiu voar para bem longe dos postes.

Na segunda parte esperava-se um SL Benfica pronto a dar o xeque-mate no encontro, mas foi o Boavista FC a surgir revigorado dos balneários.

Aos 51 minutos, Morato cometeu grande penalidade e Sauer protagonizou o momento da revolta futebolística axadrezada.

Digo revolta porque a tendência de jogo mudou radicalmente. Os encarnados perderam o controle total do encontro, e as oportunidades da equipa de Petit começaram a aparecer. Musa tentou com os pés e com a cabeça, mas continuava a valer Vlachodimos.

Kenji Correa também não conseguiu fazer melhor quando surgiu isolado frente à baliza.

O Boavista FC não sentia necessidade de grandes mexidas na equipa, mas o SL Benfica procurava mudanças radicais do banco.

Pizzi foi uma das entradas, que criou uma das grandes oportunidades do Benfica. Remate de fora da área para boa intervenção de Bracali

Todos esperavam pelas grandes penalidades e foi aí que os encarnados finalmente se superiorizaram. O Boavista FC mostrou uma total ineficácia na marca dos onze metros e a águia ganhou nessa corrida. Weigl deu a grande penalidade da vitória que coloca os encarnados na final da Taça da Liga. A questão agora é: quem será o segundo finalista?

 

A FIGURA

SL Benfica
Fonte: Paulo Ladeira/ Bola na Rede

Julian Weigl – Poderia referenciar Vlachodimos ou até Musa, mas o médio alemão foi crucial neste encontro por dois motivos: foi um estabilizador do meio-campo encarnado, encontrando espaços para criar jogo e bateu a grande penalidade decisiva no acesso à final da Taça da Liga. Foi assim um elemento preponderante.

 

O FORA DE JOGO

SL Benfica
Fonte: Paulo Ladeira/ Bola na Rede

Roman Yaremchuk – Jogo totalmente apagado do avançado ucraniano. Yaremchuck mostrou-se sempre bastante desapoiado na frente de ataque e sempre que tinha a bola nos pés não era capaz de criar ocasiões de perigo. Nos dois lances em que podia fazer golo, acabou por não conseguir concretizar.

 

ANÁLISE TÁTICA – SL BENFICA

A equipa de Nélson Veríssimo apresentou-se num 4-3-3 com Yaremchuck na frente de ataque e com apoio nas alas de Everton e Diogo Gonçalves. Na primeira parte, vimos ainda Everton a trocar de lado com Diogo Gonçalves algumas vezes.

Paulo Bernardo também era o elemento mais solto e capaz de encostar mais vezes a Yaremchuck, trocando muitas vezes de lado com João Mário.

Na segunda parte, vimos João Mário a aparecer mais na zona de decisão com Paulo Bernardo a ficar mais apagado no seu papel de ligação ao ataque.

Yaremchuck mantinha-se um pouco mais desapoiado na frente de ataque e foi por isso mesmo que Nelson Veríssimo promoveu a entrada de Gonçalo Ramos

Meite também entrou para dar maior segurança no meio-campo, mas os encarnados acabaram por manter sempre a mesma postura ao longo dos 90 minutos: alguma inconsistência e dificuldade em lidar com a agressividade do adversário.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Odysseas (8)

Grimaldo (5)

   Vertonghen (4)

Morato (4)

Lázaro (5)

Weigl (8)

João Mário (4)

Paulo Bernardo (5)

Everton (6)

Diogo Gonçalves (5)

Yaremchuck (2)

 SUBS UTILIZADOS

Gonçalo Ramos (5)

Gil Dias (5)

Radonjíc (6)

Meité (-)

Pizzi (-)

 

ANÁLISE TÁTICA – BOAVISTA FC

A equipa de Petit alinhou num 5-2-3, mas com uma boa propensão ofensiva. Ao longo do encontro, notaram-se constantes tentativas de procurar passes de rutura para Gorré na zona de Valentino Lázaro.

Outro dado de destaque vai para a agressividade da equipa na recuperação de bola, juntando isso aos olhos postos na baliza, o que se verificou sobretudo depois do golo do empate.

O ponta de lança Musa também acabou por ter um papel preponderante a segurar a bola no ataque comandando toda a dinâmica ofensiva dos axadrezados.

11 INICIAL E PONTUAÇÕES

Bracali (6)

Filipe Ferreira (5)

Rodrigo Abascal (5)

Nathan (4)

Hamache  (6)

Sebastian Perez (4)

Makouta (5)

Luís Santos (5)

Gorré (7)

Gustavo Sauer (6)

Musa (7)

SUBS UTILIZADOS

De Santis (-)

 Ntep (-)

 

 BnR NA CONFERÊNCIA DE IMPRENSA

SL Benfica

Não foi possível colocar questões ao treinador do SL Benfica, Nélson Veríssimo

 

Boavista FC

Bola na Rede: Para além da agressividade da equipa, acredita que o papel de Musa na dinâmica ofensiva é um dos dados a destacar?

 

Petit: São dinâmicas que trabalhamos, com o Musa a baixar porque nós projetamos muito os nossos alas. Ao esticar o Sauer e o Kenji abre ali espaço entre linhas nas costas dos médios do SL Benfica, onde o Musa podia ser tipo um pivot para jogar com os médios e depois podermos sair por fora. O Musa é um jogador que dá a entender melhor aquilo que nós pretendemos. A equipa está a crescer de jogo para jogo. Há que continuar a trabalhar.

João Castro
João Castrohttp://www.bolanarede.pt
O João estuda jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social. A sua grande paixão é sem dúvida o jornalismo desportivo, sendo que para ele tudo o que seja um bom jogo de futebol é bem-vindo. Pode-se dizer que esta sua paixão surgiu desde que começou a perceber que o mundo do futebol é muito mais que uma bola a passear na relva.

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