SL Benfica 3-0 CS Marítimo: Cavalgada para o dérbi!

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sl benfica cabeçalho 1Depois de uma difícil vitória em Moreira de Cónegos, o Benfica regressava esta jornada para junto dos seus adeptos e apoiantes para disputar os três pontos frente ao Marítimo, uma das duas únicas equipas que conseguiram arrancar uma vitória aos encarnados esta época na Liga NOS.

Rui Vitória não surpreendeu no onze, continuando a apostar em Pizzi de início, mesmo estando em risco de falhar o próximo jogo caso levasse cartão amarelo; a jornada seguinte leva os líderes a Alvalade para enfrentar o Sporting.

O apito soou alto no meio de 57 mil adeptos presentes no Estádio da Luz, numa tarde solarenga a aquecer uma sexta-feira santa de futebol. O Benfica tomou, logo desde o princípio do jogo, as rédeas do jogo e domou os madeirenses, cavalgando para a vitória fácil nesta jornada.

O jogo até começou ameno, embora os encarnados não permitissem ao Marítimo criar grandes ideias de um jogo disputado a dois. Os madeirenses ainda tentavam apostar no contra-ataque e em pressionar alto (o Benfica saía a jogar e puxava o ataque do Marítimo para criar mais espaços no meio-campo), mas, fora o deslize aventureiro de Ederson, pouco há mais a apontar da equipa visitante.

Já o Benfica teve um daqueles jogos a fazer lembrar os tempos avassaladores (quer queiram, quer não). As combinações ofensivas das águias deixavam água na boca e o desespero por golos. Os adeptos cantavam e ficavam à espera que chegasse o merecido golo. Acontece que chegou, e a triplicar. Três golos em dez minutos, levando os benfiquistas ao fascínio pelo facto de a qualidade de jogo levar a golos na baliza adversária.

Primeiro um inglório autogolo de Luís Martins, na sequência de uma bela arrancada de Rafa (que continua a desequilibrar com a sua qualidade e velocidade, embora ainda sem faturar), impediu Jonas, que estava mesmo atrás do defesa madeirense, de marcar o primeiro da partida; dois minutos depois, Jonas carimbava, então, a vantagem de duas bolas, ao rematar, de forma extremamente colocada, à entrada da área, para o canto inferior esquerdo da baliza defendida por Charles; a fechar a primeira parte, novamente Jonas, na sequência de um canto de Grimaldo e de um desvio de Luisão. O brasileiro desviou a bola para uma defesa desleixada de Charles e rematou no ressalto para o fundo das redes do Marítimo. A história dos golos do jogo acabava assim.

Depois do intervalo, o Marítimo ansiava para encurtar a distância no marcador, mas a equipa vestida de vermelho e branco insistia em impedir que isso acontecesse. É de realçar a investida de Luís Martins, que podia colocar entusiasmo no jogo, metendo o marcador em 3-1: cruzamento do português para Alhassane Keita, que, na cara de Ederson e com a bola ao nível da cintura, não consegue acertar bem na bola e fazer balançar as redes encarnadas.

No Marítimo ainda entraram Xavier, Eber Bessa e Jean Cleber, embora sem conseguirem mudar o rumo do jogo. No Benfica Zivkovic substituiu o brasileiro Jonas, mantendo a qualidade de jogo, Filipe Augusto rendeu Pizzi, que aguentou mais uma jornada (já lá vão 17 jogos) sem levar o 5.º amarelo e pôde jogar o dérbi, e Cervi entrou para o lugar de Rafa, que continua a prometer.

O Marítimo perdeu 3-0 no Estádio da Luz e mantém os 44 pontos que lhe garantem o 6.º lugar por mais uma jornada; o Benfica conseguiu ficar com os três pontos em casa e, ainda que provisoriamente, está quatro pontos à frente do segundo classificado, FC Porto, que enfrenta o SC Braga este sábado. Os encarnados garantem que vão disputar o clássico em primeiro lugar.

Na próxima jornada o Marítimo enfrenta o Belenenses na Madeira e o Benfica vai a Alvalade.

Pedro Afonso Estorninho
Pedro Afonso Estorninhohttp://www.bolanarede.pt
Desde pequeno que o Benfica faz parte da vida do Pedro Estorninho. Avô e pai benfiquistas deixaram-lhe no sangue a chama das águias. A viver nos Açores nunca teve muitas oportunidades de ver o clube ao vivo, mas os estudos trouxeram-no à capital, onde pode assistir de perto aos jogos do tricampeão. A paixão pela escrita sempre foi algo dentro dele que nunca conseguiu mostrar e surge agora a oportunidade de juntar o melhor dos dois mundos.                                                                                                                                                 O Pedro escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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