SL Benfica 3-1 Rio Ave FC: Jonas contra a arbitragem e os problemas do costume

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Depois do empate na Madeira e da distância para o Sporting ter aumentado, a pressão era cada vez maior para Rui Vitória, e o jogo a seguir era de dificuldade acrescida, frente a uma das boas equipas deste campeonato.

E se era um jogo difícil, o Benfica cedo acalmou as bancadas ao marcar aos três minutos, pelo suspeito do costume. Jonas Pistoleiro inaugurava o marcador e fazia antever um jogo calmo. Puro engano. O Rio Ave sentiu o golo e mostrou porque é das melhores equipas do nosso campeonato. Sem medo, a equipa de Pedro Martins mostrou-se desinibida e subiu no terreno, procurando o golo do empate. E, como quem procura sempre alcança, os homens do norte conseguiram o golo da igualdade, num belo livre marcado por Bressan. A partir desse momento assistimos ao Benfica do costume. Demasiada previsibilidade, muita lentidão, e criatividade a ser nula. Um arrastar até ao fim da primeira parte, numa amostra do que já se tinha visto na Madeira.

Um empate justo, muito por culpa da postura do Rio Ave, que não abdicou de procurar o golo do empate e não se fechou na defesa. No entanto, há que realçar que houve dois penaltis por assinalar a favor dos encarnados. Não serve de justificação para o Benfica não estar a ganhar, mas a história poderia ter sido outra.

Na segunda parte, o Benfica demorou a carregar. O Rio Ave encontrava-se confortável com o resultado, mas pecava no ataque (fruto de um jogo desgastante a meio da semana). Mas tudo mudou com a entrada de Carcela. O marroquino foi decisivo a desbloquear o jogo, numa altura em que o Benfica já estava por cima do Rio Ave. Uma assistência para o homem-golo do Benfica e a festa do golo na Luz. A partir daqui, o jogo ficou resolvido e ainda houve tempo para Jiménez fazer o gosto ao pé. Volto a afirmar, Carcela já merecia mais minutos de jogo.

O talento de Jonas voltou a falar mais alto Fonte: Benfica
O talento de Jonas voltou a falar mais alto
Fonte: SL Benfica

Uma vitória justa, mais pelo que se fez na segunda parte. Na primeira vimos um Benfica igual àquilo a que já nos habituou e, na minha opinião, ao que será durante a época. Hoje o génio de Jonas salvou-nos, mas, quando o brasileiro não está em forma, nada esconde a pobreza de jogo deste Benfica, como aconteceu na Madeira.

A Figura:

Postura do Rio Ave – A equipa de Pedro Martins veio à Luz mostrar porque ocupa os lugares europeus e a qualidade a que nos já habituou. Sem medos, o Rio Ave procurou jogar olhos nos olhos frente ao Benfica e vendeu cara a derrota. Pedro Martins irá fazer coisas boas com este Rio Ave.

O Fora-de-Jogo:

Manuel Oliveira – Normalmente não sou de falar de arbitragem e quero realçar que a arbitragem de hoje não justifica a má exibição da equipa. Mas a verdade é que há três lances na área do Rio Ave que são penalti. E se o lance de Marcelo pode levantar dúvidas devido à proximidade do jogador, os outros dois são bastante claros e permitiam ao Benfica um jogo mais tranquilo.

Foto de capa: Benfica

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