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Depois do terramoto de sábado, o Benfica voltou à Luz para cumprir as obrigações e responsabilidades de passar às meias-finais da Taça. O adversário apelava ao sentido de responsabilidade do colectivo benfiquista. A resposta, nesse campo, foi positiva. A superioridade nunca esteve em questão, mesmo depois da excelente resposta da turma leixonense, que forçou o Benfica a sofrer mais dois golos em casa. A equipa ainda enfrentou algumas dúvidas na ressaca do empate surpreendente. Kennedy, de regresso à Luz, e com cachecol leixonense ao peito, pode ficar orgulhoso. O jogo começou com uma toada lenta. Ainda assim, com o tempo – particularmente a partir dos 5 minutos -, a partida desenrolou-se nos moldes previsíveis.
Estava-se perante um Benfica dominador e controlador, a procurar a largura dos extremos e a sociedade Pizzi-Jonas para desequilibrar uma estrutura defensiva do Leixões, que, sendo coesa, ia cometendo lapsos aqui e ali. O Benfica aproveitou alguns desses lapsos para, no primeiro tempo, construir uma vantagem de três golos – o terceiro, de Jonas, é para rever. Pensava-se que o Benfica poderia construir uma goleada histórica. Antes do intervalo, o Leixões tentou atenuar essa sensação, com uma jogada típica dos comandados de Kennedy. Velocidade dos extremos e golo de Porcellis. Com a segunda parte, veio uma reacção (ainda) mais efectiva do clube do Mar. Com Bruno Lamas a comandar o ataque com visão de jogo e criatividade, o Leixões durante dez minutos caiu em cima de um Benfica relaxado.
É verdade que a equipa de Matosinhos não aguentou a pressão alta durante a segunda parte toda, mas foi sempre tentando surpreender a defensiva benfiquista. O Benfica, no segundo tempo, valeu-se da inspiração de Zivkovic – construiu lances que encantaram o pouco público da Luz – e da capacidade concretizadora de Mitroglou. Resultado? Mais seis golos e a garantia de profissionalismo, já com o Jamor em vista. Mesmo com alguns problemas, o Benfica recuperou da ressaca do empate. Seis golos ajudam sempre uma equipa de futebol.
Foto de Capa: SL Benfica
A FIGURA

Mitroglou – Mesmo com momentos geniais de Jonas, Mitroglou começa a regressar bem ao estatuto de titular no Benfica. Três golos que acabaram por matar à nascença qualquer reacção mais efectiva do Leixões e outros lances de recorte técnico assinalável. E aquela parceria com Jonas…
Foto de Capa: SL Benfica
O FORA-DE-JOGO

Carrillo – Não fazendo um jogo horrível – até fez uma assistência –, tem de dar mais… Os assobios fizeram-se notar e o peruano, se não quer perder o comboio da titularidade, tem de mostrar mais consistência.
Foto de Capa: SL Benfica
Artigo revisto por: Manuela Baptista Coelho













