Sp. Covilhã 2-3 Benfica: Doeu mas foi

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Bem, antes de mais quero realçar as saudades que já tinha da Taça. Venha ela! Equipas “pequenas”  a dar tudo, adeptos de largo sorriso na bancada e muita festa. O futebol precisa disto!

Doeu mas foi… Ao ver o resultado, facilmente se percebe que a estreia do Sport Lisboa e Benfica na Taça de Portugal não foi nada fácil. E é verdade. O jogo até começou bem, com Ola John a ganhar um penalty aos 30 segundos de jogo. Jonas, com elegância a meter a bola no fundo das redes. 1-0! Depois disso, tivemos um Covilhã atrevido, bem-organizado e eficaz. Traquina fez o golo no minuto 9, numa falha grave do lado esquerdo benfiquista.  Depois disso o jogo equilibrou-se naturalmente, com poucas oportunidades de lado-a-lado (ressalvar uma defesa de Taborda a remate de Pizzi e um remate do miúdo Gonçalo Guedes). E ao minuto 32, lá mirrou o nosso coração encarnado. Golo do Sporting da Covilhã,  Erivelto foi o protagonista – bom cruzamento por parte de Traquina e finalização de cabeça do homem do Covilhã. O apitou soou e os primeiros 45 minutos já tinham ido. O Benfica perdia ao intervalo, com um meio-campo pouco inspirado.

Devo revelar em privado que neste momento olhei para o nosso banco. Fiquei preocupado, pois não encontrei nenhum jogador que pudesse mudar a história do jogo – sou totalmente a favor da rotação do plantel, mas parece-me prudente deixar pelo menos um ou dois jogadores do onze titular disponíveis para, se necessário, entrarem em campo. No jogo de hoje, percebo que muitos deles estavam cansados ou precisavam de descanso, outros jogaram pelas selecções, no entanto jogadores como Salvio ou Lima poderiam perfeitamente estar no leque de convocados.

Mágico Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica
Mágico
Fonte: Facebook do Sport Lisboa e Benfica

Voltando ao jogo, a segunda-parte começou com um Benfica bem mais agressivo, a ganhar muitas segundas bolas e com um meio-campo mais solto – Cristante conseguiu-se libertar e o jogo ficou mais fluído. Golo de Jonas no minuto 54, a corresponder com uma finalização de génio ao passe magistral de Cristante. Que bom que é ter-te connosco Jonas Gonçalves Oliveira, há muito tempo que não via um avançado no meu clube a beijar a bola como tu! Como seria de prever, com o empate o Covilhã ficou contraído e o desgaste começou-se a notar. Pizzi ficou com mais espaço, Bebé soltou-se e o miúdo Gonçalo continuou com a vontade da primeira-parte. Aos poucos, o Sport Lisboa e Benfica foi abrindo a defesa contrária, tanto com iniciativas do lado esquerdo como do direito. E sem muita surpresa, lá veio ele outra vez: J-O-N-A-S! Hat-trick. Há palavra mais bela que esta? Não me parece. De pé esquerdo, picou a bola por cima do Taborda como se fosse bem fácil. Já ganhávamos por 3-2 e eu não parava de gritar.

Os últimos vinte minutos foram tranquilos, com o Covilhã a tentar surpreender de novo, mas sem forças para tal. No fim, uma situação caricata entre o César e o Jorge Jesus, com o último no seu melhor. Atenção, nada que mereça alarido – foquemo-nos no resultado. Como nota final, gostava de realçar a exibição segura do Artur, a braçadeira de capitão no braço do André Almeida (é sempre bom ver um dos nosso miúdos a capitanear o onze do Maior de Portugal), a interessante estreia do Gonçalo Guedes e a exibição de nos pôr a gostar ainda mais de futebol do Jonas. Fica na história um Sporting da Covilhã lutador e difícil, contornado pela genialidade de um brasileiro que muitos mais golos marcará de águia ao peito. Para a próxima, não é preciso sofrer tanto. Já sei, é a festa da Taça, mas mesmo assim…

A Figura:

Jonas – Com jogos destes, escolher a Figura do encontro é tarefa fácil. Jogo excelente do avançado brasileiro, tanto de costas para a baliza como no momento da finalização. Três golos importantes, dois deles finalizados com pé de génio.

O Fora-de-Jogo:

Benito – Parece-me que foi o elo mais fraco da equipa benfiquista. Está na origem do primeiro golo do Covilhã e nunca se afirmou no lado esquerdo do ataque. Melhorou na segunda-parte, muito pela descida de rendimento do Traquina.

Francisco Vinagre
Francisco Vinagrehttp://www.bolanarede.pt
O Francisco é um emigrante mas não é por isso que sente menos o seu Benfica. Contou-nos que só pára de gritar com as paredes do seu quarto madrileno quando as palavras chegam ao Estádio da Luz. Desde 1991 que o seu coração é encarnado, por fora e por dentro. Recusa-se a perder um jogo e sabe os números dos jogadores de trás para a frente! Só tem saudades do seu Eusébio e de vez em quando mete-se no avião para cheirar a relva da Luz.                                                                                                                                                 O Francisco não escreve ao abrigo do novo Acordo Ortográfico.

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